Gente Mimada
Tenho murchado imperceptivelmente toda vez que gasto meu tempo com gente que não me acrescenta, que me suga. É essa maldita vontade de ser gente boa que acaba comigo. Parece que nesses momentos a gente descobre que tem que ser meio egoísta, porque não há nós mesmos suficientes para todo o mundo. Que seja cruel, mas que seja pela minha sanidade: eu me dôo para quem eu acho que merece. Minha atenção, meu sorriso, meu pesar, meu boa noite serão destinados só àqueles por quem eu me interesso. A questão é que meu ouvido não é penico. A questão é que eu não tenho paciência pra gente superficial e chata. E o tempo passa rápido demais. Não é uma questão de ingratidão; é só que a vida urge e eu preciso aproveitar melhor o tempo que me resta.
O tempo voa
Quando se ama e nem notei a semana passar
A vida começou
No dia em que a gente se encontrou
E o tempo parou
A gente é certo um pro outro, mas é errado pra ficar junto. A gente não se merece, não combina. Mas, sei lá, não parece certo ficar separado. Do mesmo jeito que parece totalmente errado ficar junto. Tem tudo pra dar certo. Mas é que a gente só sabe fazer dar errado.
Ninguém é obrigado a nos conhecer
por dentro. Além disso, tem o que a
gente é, a imagem que a gente passa e
o que os outros concluem dela.
Não quero que soe petulante o que
vou dizer, mas nem faço muita
questão que as pessoas me conheçam
a fundo. Tem gente que não merece o
nosso coração aberto. Certas pessoas
não precisam conhecer nossa alma.
Porque elas nem vão saber o que fazer
com tanta informação..."
Quando a gente chora,
os olhos incham,
mas são purificados,
O coração sangra,
mas fica aliviado,
O nariz entope e
a alma dói,
mas nos sentimos
renovados!
As pessoas bem sucedidas nada mais são do que gente que desenvolveu o poder de acreditar em si mesmas e naquilo que realiza. Jamais se desvalorize.
a gente tem que arrumar um tempo. Pra um abraço, pra um sorriso, pra um bom dia, pra responder emails, pra responder mensagens, pra olhar no olho de quem você ama. Porque a vida corre, o mundo gira rápido demais. Só que a gente deve cuidar das relações, senão acaba sozinho.
A gente, às vezes, se afoba e se abafa desnecessariamente. Os mais lindos bordados da vida são feitos com os fios de delicadeza que respeitam a sabedoria amorosa do tempo do coração.
A gente poder estar sozinha mesmo quando é amada por muitas pessoas, quando não é o “único amor” de ninguém.
Tem gente que entra na nossa vida de forma providencial e se encaixa naquela história que gosto de imaginar: surpresas que Deus embrulha pra presente e nos envia no anonimato. Surpresas que só sabemos de onde vêm porque chegam com o cheiro dele no papel. Acho maravilhoso perceber o quanto algumas vidas interagem com a nossa de um jeito tão mágico e bonito. Os milagres existem para quem tem olhos que sabem ver a sabedoria e a ludicidade amorosa próprias do que é divino. Do que transcende. Do que escapole da nossa lógica...
E quando a gente vê, já é Natal. Hora de fechar o balanço. Hora do frio na barriga só de pensar em tudo que se passou e superou, enfim. Hora de filosofar em como as coisas podem mudar num passe de mágica, e que, muitas vezes não dependem só de nós. O quanto somos pequenos diante das tragédias que acontecem no mundo. O relógio, que não pára pra que a gente conserte o que quebrou. Aquele sentimento que por mais que a gente queira não volta depois que já acabou. E a gente sabe que não é todo mundo que teve a coragem de trocar o certo pelo duvidoso. Que teve a ousadia de mudar de emprego. De mandar aquele safado ir “catar coquinho”. (pra não dizer outra coisa) Mais um ano está chegando ao fim e a gente não deu tanta atenção àquelas pessoas que amamos. Esquecemos-nos de agradecer muita gente. Fomos estúpidos com alguém que não mereceu. Adiamos muitos encontros que poderiam ter significado um riso a mais na vida da gente ou um alívio a mais na vida do outro. Decepcionamos muitas pessoas, inevitavelmente. Viajamos o quanto pudemos, ou nos afogamos no trabalho a fim de realizar algum sonho maior no futuro. Desejamos ter mais dinheiro, mais tempo livre e mais leveza. Muitos de nós tentamos realmente mudar e nos tornar melhores. Melhoramos o hábito alimentar, frequentamos academia, tentamos ler alguns livros e tivemos mais fé em Deus. Teve gente que mudou radicalmente. Gente que realizou sonhos. Gente que descobriu como é bom ser mãe., como é bom ser pai. Ou então como é bom ter mãe, como é bom ter pai. Teve muita gente que descobriu novas possibilidades por aí. Um novo amor, uma nova aptidão, uma nova turma, viagens. Gente que quitou todas as dívidas. Gente que conquistou um novo cargo. Teve gente que deixou pra trás aquilo que lhe fazia mal. Teve gente que deixou de conhecer outra gente por falta de vontade, ou por falta de sintonia, de atitude. Mas ambas tiveram lá suas razões. Teve gente que ficou doente e passou a dar muito mais valor à vida. E sim, teve gente que não conquistou aquilo que tanto queria. Pra todo esse tipo de gente, uma novidade não tão nova assim: Todo dia é dia de repensar, recomeçar, de ter ousadia, tomar coragem e atitude pra mudar. Afinal, a vida é sua e aposto que vai querer ter muitas coisas boas pra escrever sobre o ano que passou né? Então deixo aqui: uma lembrança, um abraço, um riso, um afeto , uma foto, uma consideração àqueles que não pude estar tão presente de corpo, mas que sempre estão comigo em coração! Que nosso 2014 seja ABENÇOADO!!!!!! Feliz novo começo família, amigos e amigas.
Fotografia: Resgatando a Memória de Nossa Gente
Cada clique é uma conversa com o passado. A fotografia é minha maneira de conectar o presente ao que não queremos esquecer, de revelar as histórias que muitas vezes ficam escondidas no cotidiano. Em minha cidade, cada detalhe, cada rosto e cada canto guardam uma história esperando para ser contada.
Através das minhas lentes, tento mostrar que a beleza está nos pequenos momentos, nos costumes que fazem parte da nossa identidade. A fotografia é minha maneira de eternizar o que é efêmero, criando um elo entre as gerações e tornando nossa cultura visível para o mundo.
É assim que quero que você veja: a fotografia não é apenas uma imagem, é uma memória viva, carregada de emoção e significado. E, ao olhar para ela, espero que você também sinta a força das nossas raízes e a beleza de nossa gente.
O que a gente espera dessa vida são histórias.
História pra viver, pra sentir, se arrepender, repetir e contar.
Talvez a gente guarde numa caixa, classifique como passado, esconda de todo mundo e de si mesmo e não mexa mais.
Talvez a gente compartilhe com quem quiser ouvir e ria de tudo o que passou.
Talvez a gente esqueça. Talvez a gente reescreva. Talvez um monte de coisas, não sei.
Só sei que quando eu lembro de cada uma delas - às vezes escondendo o rosto vermelho de vergonha, às vezes feliz pelo que aconteceu, às vezes com vontade de gritar "meeeeeu deus, como eu era (mais) idiota" - eu sorrio.
Errando, acertando, mudando ou não mudando porcaria nenhuma, eu sorrio. E eu quero mais, muito mais. E que sejam surreais, inusitadas, sinceras e diferentes de tudo o que eu conheço. Porque o que eu quero, realmente não é pouco.
A jaula é a minha mente, há um tigre feroz preso nela e gente idiota martelando o cadeado noite e dia.
