Gente Mimada
Quando perdi o meu pai, precisei de correr atrás para não perder tudo. A gente não pode permitir tudo à morte. Enquanto eu puder lembrar e enquanto eu souber que amo, as coisas vigoram, as pessoas vigoram.
Queria muito ser brasileiro. Até a tragédia no Brasil tem sol. Aqui tem dor, mas a gente fica moreno, bebe uma água de coco, sempre tem um pouco de pudim, de paçoca. Sofrer aqui é um pouco melhor.
O que importa a verdade, meu amigo? A gente tem é que criar nossa própria lenda.
(Paulo Coelho)
A gente tem que deixar nossa impressão digital no mundo. Tem gente que morre e tem gente que não morre. Os mitos não morrem. As estrelas não morrem.
(Raul Seixas)
A gente precisa questionar qualquer ordem pra poder abrir a cabeça.
(Raul Seixas)
"Cuidar bem daquilo que é importante pra você". Tem um monte de gente que não consegue nem fazer isso.
(Enjin)
A gente acha que as pessoas que a gente ama, as importantes, vão estar vivas amanhã e depois também. Mas, enfim, isso não passa de um desejo.
(Zenitsu)
acho que essa dor de quem perde a mãe quando criança faz da gente um tipo diferente de ser humano.
solidão é um planeta que sempre vai ficar faltando gente.
a gente desaprende de ser feliz quando cola o presente no futuro.
Às vezes, é preciso que um doido passe dos limites pra gente saber onde fica.
Palavra é sedução, sempre. Até quando a gente reza está querendo seduzir Deus.
Temos muita curiosidade de viver outras vidas, de sair um pouco da nossa. E a gente não pode sair de verdade. Não podemos morar em outra cidade, casar com outras pessoas, ter outras profissões. Mas na literatura vivemos essas experiências, não como uma fuga, mas como um acréscimo. Como possibilidade de entrar na pele de um outro e se sensibilizar.
Ler – sobretudo poesia – desperta na gente essa alta sensibilidade para a linguagem. Isso nos faz bem. É como ver uma paisagem bonita, ir para um lugar onde haja uma flor perfumada.
