Frio
Impossível ser feliz...
Quando um coração quente encontra um coração frio, não tem mais fogo da paixão, só encontra arrepios.
Frio de Outono
Está uma tarde fria
sinto pelos pés
termômetro infalível
Já é hora para um longo banho quente
repudiar os edredons e cobertores
que abrigam a cama
esquecer o pijama de flanela
e sem lamentos
o corpo agasalhar
calçar as botas e luvas
e sair pra labuta.
Alguém consegue me ouvir? Existe um eco enorme quando meu coração pulsa, pulsa forte, aos poucos se acalenta, quer parar e não existe dor maior do que um coração tão vivo buscando repouso no frio.
E pra que todo frio em nós esquente, só depende da gente. Um toque de pele, um toque no coração, aquele toque de Deus trazendo renovação. Que o calor das paixões prevaleça, que a fé nos aqueça e que todo abraço traga consigo a sensação de um ninho: Calor, amor, proteção e carinho.
Não questione um gélido coração se desconhece as razões que o fizeram assim. Aprenda, o mundo não parará para enxugar suas lágrimas.
Manual para quem sempre reclama das condições do tempo
Dê importância apenas para um dia de chuva quando se tem meses seguidos de estiagem.
Lembre-se o dia de Sol quando chove por uma semana sem parar.
Desligue o ventilador quando esfriar, mas tenha em mente que o frio é passageiro.
Sinta saudades do frio quando por meses, o calor é quem dita as regras.
E aprenda que a Natureza é cíclica! Sempre existiu extremo de seca, chuva, calor e frio. Nós é que reclamamos de tudo, pois mesmo estando de passagem, achamos que o que nos conforta e faz bem dura para sempre...
A chuva está vindo,
Mas ela mantém-se firme,
Garota forte!
Vive na tempestade
do seu triste coração.
Ela sabe,
Que depois da chuva
Vem o arco-íris.
Pode ser forte, pode ser assustador,
Mas ela não desiste.
Olha o sol.
Olha que céu azul!
Mais uma noite difícil.
Mas ela sorriu,
"Pois o que passou, passou!",
Diz ela.
Tempestades,
Tempestades do meu coração.
Acalmem-se,
Quero dormir.
Por favor, está frio aqui,
Amanhã eu preciso sorrir.
Obrigada!
E um dia perguntei ao vento:
-O que é o frio?
e ele me respondeu com um assovio
triste que me arrepiou a alma:
-O frio não quer se dar
não quer se entregar
O frio é o Medo de amar
Gosto do inverno...
do frio, da chuva,
do vento gelado na cara em dias de sol
de me enrolar nas mantas
de me aninhar num outro corpo quente
da lareira acesa... se a tivesse
Calafrio
Sempre feliz, sempre alí, com um sorriso tão lindo que parece nao caber no rosto.
Do tipo que te envolve e te faz querer mais que molhar os pés. Te faz querer abraçar os peixes e tocar o fundo do mar.
Sempre no seu mundo. A poucos passos, mas tão distante. Te chama e te deixa,te tira e te põe, se alegra e se queixa. Você quer, mas não pode ... e ela sempre que quer, pode.
Ela encanta, atrai, seduz. Não ilude, cativa, aviva, ativa. Faz coisas sem pensar, que se eu mesmo pensasse não faria tão bem.
E por fim, como se fosse facil por um fim, é de um abraço tão profundo que ao mesmo tempo te aquece, te derrete e te deixa com frio... na barriga.
Frio cortante que bate
Inverno que vem
O som da rua é o cachorro que late
pedindo ajuda aos que mais tem
O motor do barco pode até parar,
O frio nos meus ossos estremecer,
A intensa solidão a loucura aguçar.
Mas, terei a certeza que vou chegar.
Pois, creio que tu és o Filho de Deus!
Assim como o frio e a escuridão não existem, segundo a ciência , o mal também não é algo passível de existência, se assim abordarmos o assunto, veremos que a falta de algo não ocasiona o surgimento de outra coisa, sendo assim, o frio é a falta de calor , o escuro a inexistência de luz e o mal é o distanciamento do bem!
Ecos de uma Nova Estação
É inverno, e sinto o frio se aproximar.
Há um sussurro gelado que dança nas folhas que restam,
como se as árvores se vestissem de ausências,
despindo-se de folhas, como almas diante do inevitável.
Suas sombras alongam-se,
guardiãs de um silêncio que só o inverno traz.
Os pássaros emigram,
levando sonhos e canções para terras distantes,
enquanto nós, aqui, envoltos em mantos e lembranças,
esperamos a temperatura cair,
como quem espera o nascer de um poema.
Os bancos do parque, agora vazios,
guardam histórias de verões passados,
memórias aquecidas pelos sorrisos que se foram,
tal qual lembranças escondidas em caixas de sapatos.
E há, sempre, a estátua do herói,
imóvel em seu bronze e sua glória,
silenciosa testemunha de nossa transição,
do calor para o gélido aconchego das novas manhãs.
Nas ruas, a pressa dos passos se transforma em lentidão,
como se o frio pedisse um compasso diferente,
um momento para refletir,
para sentir a terra e o tempo.
Internamente, ecos de uma nova estação.
Chove bastante aqui dentro,
venta forte e inverno-me.
Mas, ao invés de praguejar, varro as folhas caídas,
agradeço o beijo da brisa,
e tento preservar os galhos,
até o meu próximo florescer.
O último brinde
Bebo à casa arruinada,
às dores de minha vida,
à solidão lado a lado
e à ti também eu bebo –
aos lábios que me mentiram,
ao frio mortal nos olhos,
ao mundo rude e brutal
e a Deus que não nos salvou.
