- Dai quando eu tento manter o silêncio, as nossas músicas vem até meus ouvidos. Mesmo sem eu querer ouvi-las, elas entram, e vão em direção ao meu coração e rapidamente fazem minha cabeça novamente...
No jardim que o silêncio cultiva,
a mão que acolhe não fere a haste.
Se a dor é maré que nos deriva,
que o afeto seja o que nos baste.
Pois na areia de cada destino,
entre a fúria e o manso carinho,
o gesto humano, puro e divino,
é, enfim, a flor sem espinho.
Aflições não se constroem — brotam.
Não pedem cálculo, apenas silêncio para se alojar.
Mas quando ignoradas, tornam-se tempestades
que arrastam pontes, horizontes
e as delicadas escadas da própria elevação.