Frases de Rainer Maria Rilke
Que será de ti, Deus, quando eu morrer?
Quando eu, teu cântaro, me quebrar?
Quando eu, teu refrigério, secar?
Eu sou o teu traje, tua profissão,
Perdendo-me, perdeu a tua função...
Isso é o que as coisas podem nos ensinar: a cair, a confiar pacientemente em nossa própria gravidade. Até mesmo um pássaro precisa fazer isso antes de poder voar.
Apaga-me os olhos, ainda posso ver-te.Tranca-me os ouvidos, ainda posso ouvir-te,e sem pés posso ainda ir para ti... Apaga-me os olhos, ainda posso ver-te.Tranca-me os ouvidos, ainda posso ouvir-te,e sem pés posso ainda ir para ti...
"É bom, antes de tudo, que se exerça uma profissão, porque isso o tornará independente e o entregará por completo a si mesmo, em todos os sentidos".
Estar sozinho é um verdadeiro elixir, é um estado que impele a doença totalmente à superfície. Primeiro ele deve se tornar ruim, pior, péssimo-não se vai além disso em língua alguma - mas depois fica tudo bem. (Cartas do poeta sobre a vida)
Utilize, para se exprimir, as coisas de seu ambiente, as imagens se seus sonhos e abjetos de suas lembranças...
"A ninguém ocorre a ideia de exigir de um indivíduo que seja 'feliz' – mas, quando alguém se casa, todos ficam muito espantados por ele não ser feliz! (E, além do mais, não é nem um pouco importante ser feliz, seja como solteiro ou casado)."
Parece-me que a única maneira de ser útil é estender a mão a alguém involuntariamente e sem nunca saber o quão útil isso será.
Examine as razões que o impelem a escrever; observe se elas estendem raízes no ponto mais profundo de sua alma; confesse a si mesmo se acabaria morrendo caso fosse impedido de escrever. E sobretudo isto: pergunte-se no momento mais silencioso da noite: “Tenho necessidade de escrever?”.
Gostaria de lhe pedir do melhor modo que puder, meu caro senhor, que tenha paciência em relação a tudo o que ainda há de insolúvel em seu coração e que tente amar as próprias dúvidas como se fossem aposentos trancados ou como livros escritos em uma língua estrangeira.
Sinto que nenhum ser humano seria capaz de responder àqueles sentimentos e questões que possuem vida própria em suas profundezas; pois mesmo os melhores se equivocam nas palavras quando estas devem ter significados extremamente sutis e quase inexprimíveis.
Não procure agora pelas respostas que não podem ser dadas, porque ainda não poderia vivê-las. E trata-se aqui de viver tudo. Viva agora as dúvidas. Talvez aos poucos, em algum dia distante, sem perceber, vai acabar vivenciando as respostas.
Volte-se para si mesmo e examine as profundezas de onde brota a sua vida; é nessa fonte que encontrará a resposta para a questão sobre se realmente precisa criar.
Sua solidão será a sua pátria e o seu amparo, mesmo em meio a relações bastante alheias, e a partir dela encontrará todos os caminhos.
Aprendo isso todos os dias, aprendo com as dores às quais sou grato: paciência é tudo!
Não se deixe enganar pelo que é supérfluo; nas profundezas tudo se torna lei.
Procure a profundeza das coisas: a ironia nunca desce até lá.
