Frases Fim de Curso Engenharia Civil
Não rejeite o seu começo imperfeito nem tudo que faz sua natureza única, aceite a confusão como o ponto de partida para quem você é de verdade. É na simplicidade do que está quebrado e na exposição dos seus restos que a sua verdadeira e inegável grandeza finalmente é construída.
Viver é segurar a própria sombra pela mão e aceitar que ela caminha conosco. É reconhecer que luz e escuridão não são inimigas, mas complementos. E que só existe cura quando deixamos de fugir de nós mesmos. A partir daí, o resto é reconstrução.
Há dias em que a esperança veste roupas velhas e disfarça o medo. Ela caminha pela sala, tropeça, ri, insiste em ficar. Não é heroica, é teimosa e essa teimosia me sustenta, um ato minúsculo que repele a avalanche de desistências.
Quando escrevo, tento não trair o silêncio que me criou. Ele me dá forma e me roubou muitos sonhos. Ainda assim, reviro essas sombras buscando verdade. Algumas verdades doem tanto que quase se escondem. Mas insisto em trazê-las ao sol, como quem lava a alma.
Os sonhos que guardei cabem numa caixa de fósforos. A cada vez que a abro, a chama revela detalhes. Às vezes acendo e vejo um quadro de infância. Outras, o fogo apaga e sobra apenas fumaça cor de saudade. Continuo acendendo porque a cena vale o risco.
Meus sonhos se enrolam como fios de lã mal tricotados. Às vezes puxo um fio e desfaz tudo que fiz. Outras, consigo transformar em manta para me cobrir. A habilidade é saber quando parar de puxar. E aprender a tricotar com as mãos que tenho.
O silêncio é uma cidade onde aprendo a falar devagar. Lá as frases caminham com sapatos macios. Não há pressa de entender, só desejo de existir. E nesse lugar, até o pensamento encontra abrigo. Volto diferente de cada visita.
O desapego me veio aos poucos, como quem descasca fruta. No começo dói, depois suaviza o gosto amargo. Libertar é reconhecer que não trazemos nada do mundo. Só algumas estrias e memórias para contar. E isso basta para sermos ricos de experiência.
Eu tentei seguir, mas o vazio caminha comigo. Ele senta ao meu lado, dorme na minha cama, repete suas lembranças como uma oração torta. Seguir em frente, às vezes, é apenas aprender a carregar o peso sem deixar que ele nos destrua por completo.
Sou um grito que aprendeu a cadência da respiração. A dor continua lá, mas eu aprendi a caminhar com ela.
Administro um cemitério interno de sonhos anônimos, alguns têm lápides de luxo, outros foram enterrados vivos no esquecimento.
O mundo é um moinho que tritura nossos sonhos até que eles virem farinha para o pão de cada dia, uma massa insossa que comemos apenas para sobreviver. Eu tento temperar essa massa com um pouco de poesia amarga, para que o sabor da existência não seja totalmente esquecível.
O destino é um tabuleiro de xadrez onde eu sou apenas um peão que sonha em ser rei, mas que sabe que acabará sendo sacrificado para que o jogo continue sem mim. Aceito meu papel com a dignidade de quem sabe que, na caixa, todas as peças voltam a ser do mesmo material.
Eu carrego um deserto na boca do estômago, onde cada passo é areia movediça e cada sonho, um miragem que não se aproxima.
