Frases sobre Eu Interior

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TEMPO EM MIM...

É distante de tudo e de todos que fico assim…
parada num tempo que só eu enxergo pra mim…

Eu sou. Tu és. Ele é. E quem somos?
- Almas errantes que se esbarram entre si e tentam decifrar o que fazem aqui.(vida)

Eu faço o que me dá vontade, depois eu vejo o estrago, pode até ser um tiro no escuro, mas também posso acertar o alvo.

Eu não mudo pelos outros e sim por mim, chega um certo tempo da vida que tem que ser assim.

A cada dia eu renasço num novo amanhecer…

​O MALABARISMO
(​A arte de não soltar o céu)

​Com uma mão eu toco o céu e a outra eu toco o chão,
e assim vou seguindo fazendo esse malabarismo chamado vida.
​Suspensa pelo fio da esperança
e ancorada pela corda da realidade.

​Lu Lena / 2026

Com cachorro eu lato, com passarinho eu canto.

Hoje, a minha criança me chamou para passear
Então, eu a levei
[Eu nem tenho filhos]

Eu tenho uma condição rara
Não tão rara

Se chama ‘mente tagarela’
Ela dialoga o tempo todo
Mil pensamentos por segundo

E às vezes fica difícil não transmitir o que ela diz

Em outros momentos, o ‘eu superior’ precisa intervir e dar a ela um pouco de ordem.

Eu, que nunca me expressei como deveria, agora, em meio às minhas próprias vozes internas, tropeço.

— ecos de tudo aquilo que guardei.

Eu posso ser
Centenas em uma só
Extremamente polida
Minimamente sem cerimônias

Depende das lentes que me enxergam
E das quais eu me permito ser enxergue

[Ineditismo]


Quão sortuda eu seria
Se morasse na primeira vez das coisas.

Sem hiato, sem depois, sem desculpas.
Perduraremos por todas as existências e universos.

Eu te infinito.

Tudo o que eu achava que era amor ficou pequeno depois que ela chegou.

Em outros tempos eu zoaria os vascaínos, hoje dá até pena.

Como as águas escuras do Rio Negro, cheias de mistérios, assim eu te imagino.
Me desconcerto com teus encantos; beleza estonteante que me torna simples, e eu me deixo levar.
Pode até me chamar de Solimões — serei apenas o curso do seu prazer.

É verão de dezembro. O sol foi tão gentil enquanto eu buscava as palavras de alguns versos. Versos estes que mexiam com a minha inquietude — aquela que não doma esse mundo selvagem lá fora, mas que é suficiente para me fazer vagante.

Que sigamos nossos destinos incertos, mas, ainda que eu caminhe nos trilhos que a vida reserva para mim, não me surpreendo em sentir o perfume, vestígio sutil que você deixou no tempo e que o vento, às vezes, insiste em trazer de volta.

Ainda que eu esqueça, algo em mim reconhece que a inquietação não desaparece; apenas se recolhe em silêncio, como quem aguarda o próprio tempo. Fica suspensa, até que o simples som do seu nome a desperte outra vez.

Eu te vejo tão distante, e ainda assim tão dentro de mim.