"Das águas fez-se o amor. No ventre solene o fluxo que dá a vida e deságua ao solo. No princípio era, dela, o tempo. Depois na terra, flores e frutos, pegadas e marcas, ossos e memória."
Amor é encontro de pertenças de almas, que se perderam nas vidas e nas mortes. Sem domínio, sem lugar, existindo apenas na liberdade de compartir o sentimento.
A vida evoca que devo continuar,
a existência permanece onde a dor grita. E o Amor ensina-me, todos os dias, que a ferida se transforma em superação, não em aprisionamento.