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Frases de rock

A monogamia é o maior triunfo do direito de propriedade sobre o desejo biológico. Juramos exclusividade eterna para alguém que mal conhecemos, apenas para garantir que o nosso tédio não seja compartilhado com mais ninguém.

A caridade é o imposto que o rico paga para não ter que olhar nos olhos da injustiça que o sustenta. É o ato de devolver uma migalha do pão que você roubou para ser chamado de santo por quem está passando fome.

O luto é a nossa raiva por termos sido abandonados por alguém que não pediu nossa permissão para morrer. Choramos no velório não pelo morto, que finalmente descansou da nossa chatice, mas pela nossa dificuldade de encontrar outro figurante para o nosso drama pessoal.

Se o canibalismo fosse sacramentado por uma divindade, estaríamos discutindo hoje qual o melhor tempero para o vizinho em vez de estarmos preocupados com a paz mundial. Parece que a moralidade é apenas uma questão de quem escreveu o livro primeiro.

No aborto, não há réu, não há dor sentida, não há vítima consciente, há apenas juízes sem útero impondo autoridade sobre o vazio e chamando esse gesto de justiça.

O aborto revela uma perversão jurídica singular: punir sem réu, proteger uma dor inexistente e transformar o vazio em objeto de autoridade moral.

A tecnologia não é uma "fabricação de cadáveres", mas a ferramenta suprema da vontade humana. Através da computação, da engenharia genética e da inteligência artificial, o homem deixa de ser um escravo do acaso biológico para se tornar o arquiteto da própria realidade.

Dominar a natureza através da técnica é o ápice da racionalidade. É a prova de que não estamos aqui para apenas "contemplar" o ser, mas para transformá-lo conforme nossa necessidade e desejo.

A mulher não é um macho imperfeito, mas a matriz da existência e um dos pilares da resistência intelectual. Onde certos filósofos enxergaram fragilidade, a história revelou liderança, invenção e genialidade que seus esquemas mentais não conseguiram assimilar.

O amor não dói por ser intenso, dói porque revela o quanto somos dependentes do reconhecimento do outro.

O ressentimento é a memória emocional que se recusa a morrer porque ainda espera vingança.

A inveja não deseja o que o outro tem; deseja que o outro não tenha.

O maior medo humano não é morrer, é viver sem significado e descobrir isso tarde demais.

A liberdade psicológica começa quando aceitamos que não somos quem gostaríamos de ser.

A morte assusta menos pelo fim do corpo e mais pelo colapso das ilusões de importância.

A identidade é uma narrativa instável que contamos para não nos perdermos no caos.

A autoestima frágil precisa de aplausos; a sólida suporta o silêncio.

A ansiedade é a imaginação torturada por um futuro que ainda não existe.

A culpa é a punição que continua mesmo depois que o carrasco vai embora.

A consciência amplia o campo da responsabilidade, mas infelizmente não cria, por si só, nenhum compromisso ético.