Frases de Nelson Rodrigues
Torcer para o Fluminense é uma maneira de você olhar para o seu vizinho e dizer: "sou melhor que ele".
Ontem, um médico me confessava o seu espanto. Os nossos jovens, de ambos os sexos, esquecem antes de amar e sentem o tédio antes do desejo.
(Os que esquecem antes de amar, 21/02/1698)
Eu sou um pierrô romântico. Mas o romântico piegas. Não o romântico de grande estilo, não o wagneriano. E aí me veio essa vergonha de ser romântico e uma certa tendência para negar essa emotividade fácil e vagamente burlesca.
A luz precisa de ser alimentada,
as trevas simplesmente existem.
Por isso a luta é tão desigual.
As trevas tém paciencia...
esperam que a luz se consuma.
Para que a escuridão vença,
basta não fazer nada e a luz apaga...
Parabéns pelo teu aniversário!
Vida, saúde e lucidez!
Que a paz esteja contigo.
Que a luz ilumine o teu dia.
Que a alegria inunde teu coração!
O amor fraterno triplamente te abraça.
Aproveite e celebre o presente que é a vida!
Nós estamos piorando cada vez mais e eu considero o ser humano um caso perdido. E falo isto com a mágoa de quem queria ser um santo. O único ideal que eu teria na vida, se fosse possível realizá-lo, era ser um santo. Eu queria ser um sujeito bom. A única coisa que eu admiro é o bom, fora disto não admiro mais nada.
Nas situações de rotina, um "pó-de-arroz" pode ficar em casa abanando-se com a Revista do Rádio. Mas quando o Fluminense precisa de número, acontece o suave milagre: os tricolores vivos, doentes e mortos aparecem. Os vivos saem de suas casas, os doentes de suas camas e os mortos de suas tumbas.
Que fazer se, por toda a parte, recebemos uma saraivada de idiotas? Não há opção à vista. Cada um tem de se tornar idiota para sobreviver.
A nossa língua tem sido uma boa desculpa para os que a assassinam.
Pior que o traidor, pior que o venal, pior que o inimigo – é o revolucionário burro.
O canalha nunca se acha canalha, se acha de uma bondade inexcedível.
Todos nós falamos igual, o que muda é a melodia.
Não há pior degradação do que viver pelo hábito de viver, pelo vício de viver, pelo desespero de viver.
Certos pundonores, certos brios, exigem um salário e as três refeições.
O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento.
Nota: Trecho da crônica A realeza de Pelé, publicada na revista “Manchete Esportiva”, em 8 março de 1958.
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