A paz que busco não tem vagar, é pedacinho em cada ato. Ela aparece quando lavo a louça sem pressa. Quando atendo uma ligação com atenção plena. Pequenos rituais que somados viram habitação. E a casa interior se mantém menos vulnerável.
Aceitar o caos cotidiano é entender que a pia cheia de louça e a mente cheia de dúvidas são apenas sinais de que a vida está acontecendo, de que há movimento na casa e que a estagnação é o único inimigo real que deveríamos temer ao acordar todas as manhãs.
Ah, quem me dera ser realmente louco... Só assim eu não teria noção do quanto certas pessoas são idiotas. Mas sou sábio e estou fadado a lidar com idiotas.