Se obrigado fosse dinheiro, estaria rico.
Se obrigado fosse comida, estaria farto.
Se obrigado fosse uma benção faríamos tudo de novo sem esperar nada em troca.
Mas obrigado não rende juros, não enche a dispensa e não é benção.
Há aqueles em que a vida é paz e prosperidade, pois de sua boca sai o que é bom, mas também há aqueles que regurgitam notícias fúnebres como urubus na carniça. Quando não ocorre nada pior, mau se contentam e comentam desgraças de toda natureza como se fosse remunerado por sua loucura.
Um legislador sábio só deve considerar, no Estado, no gênero humano ou nas sociedades particulares de que é composto, a sua aptidão à vida feliz e o gênero de felicidade de que são capazes.
Concorda com isso também o que habitualmente se endente chamando homem feliz quem bem vive e bem obra; pois que a felicidade é pouco mais ou menos isto: viver bem e bem obrar