Frases de Encorajar

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A ciência pode investigar alegações de milagres, a religião pode acreditar neles e o agnóstico pode suspender o juízo sem precisar transformar dúvida em negação.

No Brasil, a liberdade religiosa protege o direito de acreditar em uma origem sobrenatural da vida; a ciência protege o direito de investigar sua origem natural; o agnosticismo preserva a honestidade sobre aquilo que ainda não sabemos.

O Direito brasileiro pode proteger a liberdade de acreditar em uma cura milagrosa sem reconhecer juridicamente que a cura esteja cientificamente comprovada.

O problema não começa quando alguém acredita no impossível; começa quando exige que o impossível seja ensinado como fato científico sem evidência.

Toda intimidade exige a coragem de permitir que outro ser contemple nossas imperfeições sem a máscara da autossuficiência.

Libertar-se é ter coragem de interrogar os valores que nos ensinaram a chamar de verdade.

Chamamos de certeza aquilo que o hábito repetiu tantas vezes que nossa dúvida perdeu a coragem de interrompê-lo.

Entre aquilo que percebemos e aquilo que acreditamos existir há uma distância que nenhuma linguagem consegue abolir.

A dúvida disciplinada é uma forma de coragem: ela permanece diante do abismo sem preenchê-lo com ficções convenientes.

Entre a liberdade e a submissão, às vezes existe apenas a coragem de questionar as respostas que recebemos prontas.

Entre errar tentando e não fazer nada por medo de errar, prefiro o erro de quem teve coragem.

Tornar-se si mesmo é uma das formas mais radicais de coragem: significa abandonar as máscaras que nos protegem e enfrentar a responsabilidade de existir sem álibis.

O intelecto possui uma tentação perigosa: transformar sua própria janela em horizonte e acreditar que aquilo que não consegue compreender simplesmente não existe.

A esperança não é ingenuidade diante do futuro; é a coragem de permanecer aberto quando todas as certezas parecem ter encerrado suas portas.

O trabalho não necessariamente dignifica ninguém; às vezes apenas oferece uma agenda cheia o suficiente para impedir perguntas incômodas.

A ciência pode explicar como uma crença se forma sem precisar decidir se aquilo em que se acredita é metafisicamente verdadeiro.

A ciência pergunta “como sabemos?” antes de perguntar “no que queremos acreditar?”.

O Direito deveria proteger tanto a liberdade de acreditar quanto a liberdade de não transformar crença em prova.

A ciência pode investigar o cérebro que acredita; somente a filosofia pergunta o que significa ser aquele que acredita.

Talvez a verdadeira liberdade intelectual seja esta: poder acreditar sem precisar fingir que acredita saber.