O pente fino que minha mãe passava em mim quando criança,hoje continuo passando,tirando quem não soma,deixando quem interessa.
Era só impureza dentro de mim,eu expeli,e sobrevivi.
Pretérito perfeito.
Estou tão acostumado com despedidas,que pra mim,é apenas o vai e vem da vida.
Mentem sobre mim,
com o maior desejo de participarem das minhas verdades.
Me fiz de surdo,
Me obedeci e fui.
Ninguém vai perder,ou ganhar por mim.
Não gostam de mim,por eu ser rebelde e desobediente.
Eu nunca vou ser o que eles querem.
Desavexado demais,
Se tens uma má impressão de mim,
Imprima na quantidade caras que você tem.
As vezes nem quero voltar pra mim, porque faço algumas loucuras, que até curam as lesões da mediocridade do mundo.
Se minhas consequências ninguém paga por mim, não preciso pechinchar preços.
Se vem fazer morada em mim,não traga bugigangas do seu passado.
Revira a minha pele,bagunça tudo com sua risada,me expulsa de mim,faz seu habitat preferido.
Fique a vontade,observando a vida da varanda ou da janela na construção erguida por mim,e tenha certeza,essa paisagem eu desisti de ver.
Eu guardei pra mim,não achei coerente oferece-lo como um panfleto pra ser amassado e jogado na próxima lixeira.
Pareço um homem bomba,trago sinceridade na bagagem,e muitos correm de mim.
O que desejas saber sobre mim? Eu tenho pesadelos e sonhos, perdas e ganhos, uma coleção de cicatrizes de vários tamanhos, mas insisto em sorrir.
Não, não é a minha cor que responde por mim, não é meu cabelo, não é meu tamanho, não é minhas medidas, não é de onde eu vim, é meu caráter, meus princípios e minhas atitudes.
O mais importante por onde andei, e por onde passei, é que deixei um pouco de mim, e trouxe um pouco comigo.
O que eu sei sobre mim, são descobertas que faço nas escavações, em um terreno desconhecido.
Sobre ser inteiro? Impossível, hoje sou partido, de tantos que partiram levando pedaços de mim.
Afastai de mim,o que arranca sorrisos,e tira meu fôlego.
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