Sai de casa sempre, assim que der
Mas sai sem esquecer que a sua casa é sempre aqui
Sair de casa é só pra quem quer
Pois a coragem anda a pé e vai te levar pra longe
Era uma tarde como esta.
O vento brando
beija meu rosto esmaecido.
Namoro o inverno
na entrada da estação;
entre o trem e a plataforma,
ouço Bolero de Ravel
Mulher, venho-te ver!
Fala da nossa terra,
da nossa raça,
da nossa liberdade,
o nosso rosto sem sombra de grades.
Além do pôr do sol,
ninguém sente saudades.