Acabou meu exílio, e minha espera... Lucas Santos

Acabou meu exílio, e minha espera interminável pelo que não deveria mais ser parte da minha vida. Planos e expectativas frustradas, sim. Mas já chorei demais por isso. Hoje só consigo rir. Rir de tudo que se foi, rir de mim mesma por me permitir tais situações. E dizem que rir de si mesmo é o caminho inicial para a felicidade plena. Sou eu assim, cheia de vontades. Do meu lado, só pessoas que me querem bem. Só aqueles que preferem me fazer gostar mais, ao invés de me pedir para ser menos. E meu Deus, como eu preciso de paz. Como eu preciso de luz, para mim, para os que me cercam. Como eu preciso afastar de mim todos que dizem me amar, mas não sabem o que fazer com isso. Que me magoam mais do que os que declaradamente dizem me odiar. Cansei de toda essa insensatez de espírito, de gente que não se doa, não se manifesta, não se preocupa. Não basta dizer que gosta, se não me deixar sentir em todas as horas do meu dia esse tal gostar. Não me diz nada, se não tiver a intenção de demonstrar. Melhor assim.
Me deixe ser inteira com a minha vida em harmonia. Não me ofereça suas metades. Não as quero. Não te quero às vezes, quando não há nada melhor para fazer. Se for me querer, tem que ser em tempo integral, com toda a minha insanidade de ser. Se não posso contar contigo em todas as horas, não quero contar contigo em hora nenhuma.
Lembro-me de como eu era leve, antes de conhecer toda essa falta de zelo de quem eu zelo tanto. É isso que eu quero, voltar a ter essa leveza de espírito. Sentir sem medo. E por favor, meu Deus, como eu quero reciprocidade em todas as partes do meu sentimento.
Não quero mais manter um olhar vazio sobre o celular e sobre o relógio, até que ele ligue e acabe com minha espera. Quero esquecer que um dia inventaram o telefone, ou partiram o tempo em horas. Quero sair sem hora para voltar. E não esperar pela volta de mais ninguém. Ser for para ser só, serei só felicidade daqui para frente.
E o que não for me fazer rir até o espírito dançar, que nem me chegue, e se chegar que não me atinja, não me interesse, e não me fira.

Deixo aqui um sentimento de (Re)começo. Depois da queda, o passo de dança.