As correntes Surgiram sem explicação e... M.tilovisz

As correntes

Surgiram sem explicação e agarraram meu corpo cravando as garras rasgando minha pele, foram inúmeros pontos perfurados, liberando o medo do não visto. O invisível.
O sangue começou a escorrer pelos rasgos, senti que as correntes de repuxavam devagar.
Tortura.
Adrenalina suprindo a dor.
Aquilo era alucinante e me tirava a visão sentia as garras em um de meus pulos puxar mais fazendo minha pele se abrir alguns centímetros a mais, o sangue escorria por meus dedos enrolados nas correntes, pingava tão lentamente.
Eu já não mais sentia dor, não ouvia mais meus gritos, os pensamentos se perguntavam se realmente eu havia gritado.
Não sabia mais onde me encontrava, minhas pernas estavam imóveis presas pelas correntes que se esticavam mais e mais por todos os lados rasgava a carne em grandes cortes em meu corpo todo.
“Não irei resistir”...
Minha cabeça se perguntava como isso estava acontecendo? O porquê minha morte seria tão demorada? E o porquê não sucumbia de uma vez? Porque estou suportando tanto tempo?
Meu corpo já estava úmido, mais não estava frio o sangue era quente, então meu corpo ainda estava aquecido, o quanto de sangue já havia perdido? Pra estar encharcada.
Muitos puxões fortes fazendo-me apertar os olhos com força quando a carne se rasgava em minhas costas, arqueava por impulso e pela pouca percepção que ainda restava.
Já um forte odor era já o cheiro de sangue que começava a secar em alguns pontos, mais outros jorravam cada vez mais com mais intensidade, eles eram os que rasgavam meu pescoço e a virilha mesmo por cima de roupas grossas as pontas afiadas penetravam a carne de um jeito que fazia cócegas no corpo elas entravam mais em mim e rasgava minhas roupas como se fossem panos podres e deteriorados. Em meu pescoço os nervos e os músculos se contraiam, tive a impressão que as garras procuravam as veias então rasgavam a pele parecendo unhas arranhando por dentro.
Insuportável.
Já desejava com todas as forças que já tinha se esvaído que a morte viesse logo buscar-me, não queria mais aquela situação. Algo agarrou minha mão num aperto amigo, mais passados alguns segundos puxou-me com tanta força que a carne se desprendeu dos ossos e da pele já toda danificada e suja.
Uma sensação desesperadora até perder a noção do espaço tempo a volta, não sabia mais se havia vida, não sabia mais o que era eu?