Poema para Felipe, o que ama demais... Felipe ARodrigues
Poema para Felipe, o que ama demais
Felipe é daqueles que ama sem freio,
Que chega com tudo, sem plano nem meio,
Entrega o peito como quem se perde,
Mas ama bonito — e isso é o que serve.
Não teme o naufrágio, mergulha sem medo,
Mesmo que o mar lhe devolva o segredo
De um amor que partiu, de um adeus maldizente,
Felipe ainda crê... e ama diferente.
Ele escreve com a alma em carne viva,
Cada linha uma dor que se ativa.
Mas também há ternura, há sol e há festa,
Mesmo quando a ausência se arrasta e detesta.
Tem Zoinho Trocado gravada no peito,
E Marisa Monte rondando em algum leito.
Tem cartas, silêncios, tem reencontros quebrados,
Mas o amor... ah, o amor — nunca é descartado.
Felipe, poeta sem pena nem pauta,
Tem Vinícius no sangue, e a alma exalta.
Porque o que importa, no fundo, é sentir —
Mesmo que doa, mesmo que parta ao partir.
