Eu vou fazer. Eu vou transformar. Eu... Aerton Luiz Lopes Lima
Eu vou fazer. Eu vou transformar. Eu vou . Eu vou revolucionar. Eu faço. Eu recupero. Eu sou o canal da mudança.
Mas existe uma questão que deveria vir antes de todas essas afirmações: mudar para quê e para quem?
É fácil falar sobre transformação quando a mudança produz apenas benefícios para nós mesmos. Também é fácil chamar de revolução aquilo que simplesmente amplia nosso próprio espaço, nosso poder ou nossas conquistas.
Talvez, nesses casos, a frase mais sincera fosse:
Eu vou mudar a minha realidade. Vou conquistar o que desejo e fazer o que for necessário para alcançar meus objetivos.
Não há vergonha em querer crescer. Todos temos o direito de buscar uma vida melhor. O problema começa quando a nossa vitória passa a depender da derrota de outras pessoas.
Uma mudança verdadeira não precisa destruir para construir. Não precisa humilhar para elevar. Não precisa transformar pessoas em obstáculos descartáveis.
A inteligência não está apenas em descobrir como vencer. Está também em compreender as consequências daquilo que fazemos para vencer.
Porque qualquer pessoa pode dizer: Eu vou transformar tudo.
Mas poucas param para perguntar:
Depois da minha transformação, o mundo ao meu redor estará realmente melhor?
Talvez essa seja uma das diferenças entre conquistar e transformar.
Conquistar pode beneficiar apenas quem conquista.
Transformar deveria deixar algo melhor para além de nós mesmos.
No fim, talvez não sejamos definidos pelo tamanho da mudança que anunciamos, mas pelo que permanece melhor depois que passamos por ela.
