Poesia viva Teu olhar, qual alvorada... Patrick wallace

poesia viva


Teu olhar, qual alvorada rompendo a escuridão,
traz consigo a doçura de uma eterna constelação.
Há magia em teus olhos, impossível de traduzir,
como versos silenciosos que nasceram para existir.


Cada brilho que carregas parece o céu refletir,
como estrelas que aprenderam, em teus olhos, a reluzir.
Profundos como o infinito em noites de esplendor,
guardam mistérios antigos misturados ao amor.


Teus olhos castanhos, que bela imensidão
são morada de universos dentro do meu coração.
Neles encontro abrigo, calma e direção,
como quem finalmente encontrou sua constelação.


Teu sorriso não é gesto é milagre, é clarão,
feito sol beijando a terra depois da escuridão.
Tem a calma da brisa dançando pelo horizonte,
feito água cristalina brotando de uma fonte.


Quando sorris, o tempo hesita em continuar,
como se até o próprio mundo resolvesse te admirar.
Pois existe em teu sorriso uma beleza sem igual,
dessas que transformam o comum em algo celestial.


Tuas mãos, suaves como a chuva ao tocar o chão,
trazem paz aos meus dias e repouso ao coração.
Cada toque teu parece melodia ao entardecer,
dessas que a alma escuta e jamais consegue esquecer.


Tu és arte mas daquelas difíceis de explicar,
que nem palavras conseguem por inteiro alcançar.
Mais viva que as cores de Vincent van Gogh em seu fervor,
mais bela que qualquer tela pintada pelo amor.


Se Leonardo da Vinci te encontrasse algum dia,
talvez esquecesse suas obras e em ti renasceria.
Porque nenhum retrato do mundo, nenhuma criação,
seria tão perfeita quanto tua expressão.


— Patrick Wallace