No dobrar das auroras matutina e... Anna Flávia Schmitt Wyse...
No dobrar das auroras
matutina e vespertina,
o mistério contido
no teu olhar fascina.
Permaneceste intocado,
porque não foi elucidado,
E assim tornou-se parte
perene dos sentidos.
Minhas veias parecidas
com Maipo, Bío-Bío e Loa
rumo ao Oceano Pacífico,
assim te levo comigo.
De um jeito muito parecido
quando os deuses
dançam e nasce no céu
do Chile a aurora austral,
que o pehuén ancestral
ilumina com poesia celestial:
Algo ainda pede que insista
acima dos conceitos
que dizem que ser fantasia;
Não quero estar enganada,
percebo o seu amor chegando
para tocar-me como sinfonia,
beira o inacreditável a nossa sintonia.
