Preenchendo as lacunas da vida A vida é... Domingos JS Souza

Preenchendo as lacunas da vida

A vida é um dom de Deus. Um presente que ninguém conquista, apenas recebe.

Antes mesmo de respirarmos pela primeira vez, Deus nos viu entre milhões de sementinhas. Ele nos escolheu no ventre da nossa mãe e disse:

"VIVA."

E quando chegou o tempo, Ele nos tirou do ventre de nossa mãe e nos enviou ao mundo com uma missão:

"VÁ E DÊ FRUTOS."

Chegamos ao mundo sem títulos, sem riquezas, sem conquistas. Trouxemos apenas a vida, a inocência e páginas em branco para serem escritas.

Então o tempo começou a contar.

Aprendemos. Caímos. Levantamos. Conhecemos o amor e a dor, o bem e o mal. Fomos moldados pelas experiências, pelas pessoas, pelas perdas, pelas vitórias e, principalmente, pelas escolhas que fizemos.

A cada dia, um espaço vazio foi preenchido.

Com palavras ou silêncio.

Com coragem ou medo.

Com fé ou incredulidade.

Com amor ou egoísmo.

Com obediência ou rebeldia.

Ninguém passa pela vida sem preencher esses espaços. A única questão é: com o quê?

O tempo que recebemos, os dons que Deus nos confiou e as decisões que tomamos revelam quem realmente somos e determinam o legado que deixaremos.

As pessoas com quem caminhamos influenciam nossa jornada. Nossas atitudes aproximam ou afastam pessoas. Cada escolha abre uma porta e fecha outra. Toda semente lançada, cedo ou tarde, produz uma colheita.

E então chegará o dia em que tudo ficará em silêncio.

Não haverá mais oportunidades para recomeçar. Não haverá mais páginas em branco.

Restará apenas olhar para trás e responder às perguntas que realmente importam:

Minha vida foi frutífera?

Valeu a pena viver como vivi?

Usei bem o tempo que Deus me deu?

Honrei os dons que recebi?

Preenchi os espaços vazios com aquilo que tem valor eterno?

Porque, no fim, a vida não será medida pelo que acumulamos, mas pelo que cultivamos.

Não pelo que possuímos, mas pelo que nos tornamos.

Não pelos anos que vivemos, mas pelos frutos que deixamos.

A vida é a arte de preencher os espaços vazios.

E a colheita de amanhã será, inevitavelmente, o resultado das sementes que escolhemos plantar hoje.