Na sala quente da dança, o som põe... José Marcos Mantovan
Na sala quente da dança, o som põe nossos corpos no mesmo compasso
Você sorri devagar, veste a noite com um perfume de paz e passo
Com seus um metro e setenta, cabe inteira no meu abraço
Quando você gira, o mundo recua, fica só a luz e o chão que rima junto;
No abraço do forró, o tempo se rasga e se dobra em nossa pele;
Seu olhar busca fundo, que a música aprende a falar com a gente todos os segredos daquele segundo
Seus olhos dizem segredos que eu não sabia que existiam em mim
E cada batida é um aviso: esse instante pede que a gente não tenha fim
E eu fico no compasso do seu olhar, pensando que pode durar pra sempre
No balanço do seu corpo encontro um porto onde ancoram meus sonhos de repente
A sala vira universo, os outros passos viram estrelas pequenas
Nós dois escrevendo em silêncio as letras que a noite sustenta
teu nome é refrão que eu repito sem querer, sem pensar
É ponte, é promessa, é chama que acende devagar no mesmo olhar
O forró, íntimo nos abraça, deixa a respiração contar a história
Seus dedos na minha mão, mapas antigos de uma nova memória
Pode ser só dança, pode ser destino, pode ser riso e também pode ser lar
Mas quando você me olha assim, tudo quer ficar, nada mais quer passar
E eu fico no compasso do seu olhar, pensando que pode durar pra sempre, eu fico no compasso do seu olhar, pensando que nada pode atrapalhar a gente
Fecho os olhos e sinto o mundo todo girando só pra nos ver juntos,
Você nessa dança é a promessa
que vamos lembrar e viver desse momento cada segundo
Sem pressa, sem hora marcada, só o abraço e a certeza de estarmos dançando juntos.
