​O Último Leilão do Verde ​O ar... Celso roberto nadilo

​O Último Leilão do Verde
​O ar pesado, difícil respirar.
As águas poluídas, a terra seca, árida.
Num Brasil outrora de verde,
A última árvore gigante é leiloada...
A terra já não tem mais ouro.
​Nas edificações: ruínas,
Ou aglomerados de ricos e poderosos apenas.
Ar condicionado e água pura reaproveitada.
Mau cheiro... e ratos poucos,
Pois a própria poluição matou quase a todos.
​A radiação solar se torna mais forte,
As cidades, vazias.
Novas expedições ao espaço demarcam
Que o refúgio frio e sem vida está nas estrelas.
Enquanto isso, os últimos seres animados — ditos humanos —
Se retorcem em seus próprios corpos,
Sem forças, apenas pele e ossos.
​O pensamento da existência contemporânea
É agora um passado distante.
​A Era dos Sintéticos
​Entre as naves temporais e as naves de transdobra,
Movem-se seres sintéticos e híbridos,
Alguns robôs, entre eles androides.
A humanidade está depositada em depósitos de embriões,
Onde máquinas replicam o ventre da mãe.
Outros humanos seguem congelados na criogenia.
​Novas raças são encontradas pelo universo:
Simbiose de alienígenas e seres humanos,
Os transdimensionais.
​E mesmo tendo a humanidade viajado por eras,
Ainda debate velhos conceitos...
E velhos preconceitos.