O tempo, há o tempo... E sempre há o... Vinnicius Augusto Q Pinto
O tempo, há o tempo...
E sempre há o tempo
que nos leva à carta da poesia,
sem esperar a resposta,
nem mesmo o agradecimento.
E sempre há os sapatos,
os cadarços por desamarrar,
tantas coisas deixadas para depois...
Mas o tempo, ah, o tempo não para
para nos deixar consertar os cadarços amarrar
Então... por que amar?
Se amar é também deixar voar,
se a paixão, em nome do amor,
o busca desesperadamente
pelos caminhos da vida,
como se, sem ele,
restasse apenas esperar...
Nem mesmo o tempo,
dono de si e de seus destinos,
consegue parar
quando o amor está a chamar.
E quando o coração finalmente
se dispõe a escutá-lo,
quando o amor pronuncia o nosso nome...
É logo ali.
Tão perto que quase podemos nos tocar.
Tão longe que o tempo
pode não nos deixar chegar.
