⁠Talvez o que torne as Gestantes o... Alessandro Teodoro

⁠Talvez o que torne as Gestantes o melhor dos Colírios seja a personificação do Berço do Milagre. Há algo nelas que reorganiza maravilhosa e silenciosamente o o... Frase de Alessandro Teodoro.

⁠Talvez o que torne as Gestantes o melhor dos Colírios seja a personificação do Berço do Milagre.


Há algo nelas que reorganiza maravilhosa e silenciosamente o olhar humano.


Como se, diante de uma mulher que carrega uma vida, nossos olhos fossem obrigados a lembrar que a existência ainda sabe florescer, mesmo em meio ao caos.


A gestação não é apenas biologia; é anúncio.


É o corpo dizendo ao mundo que ainda vale a pena continuar.


Enquanto tantas coisas morrem todos os dias — esperanças, vínculos, inocências, versões de nós mesmos —, uma gestante caminha como quem contradiz a desesperança sem precisar dizer palavra alguma.


Talvez seja por isso que elas nos comovam tanto.


Porque nelas habita a mais antiga das linguagens: a Promessa.


Cada ventre é um horizonte arredondado de futuro.


Um lembrete de que a vida ainda insiste.


De que o amor, às vezes, começa invisível, em silêncio, antes mesmo de receber um nome.


E há uma beleza quase sagrada nisso tudo.


Não a beleza fabricada das vitrines, mas a beleza essencial das coisas que cooperam com o grande mistério: o princípio da vida.


Uma gestante carrega mais do que um filho; carrega tempo, continuidade, possibilidades.


Ela se torna ponte entre o que fomos e aquilo que ainda nem imaginamos ser.


Talvez os olhos encontrem repouso nelas porque, inconscientemente, reconhecem um abrigo.


Como se o simples ato de vê-las despertasse em nós uma memória esquecida: todos nós já fomos esperança habitando alguém.


E, no fim, talvez seja exatamente isso o milagre — perceber que a vida nunca chega ao mundo sozinha.


Ela sempre vem acompanhada de muita coragem.


A todas as mamães — biológicas ou não —, o nosso eterno carinho e gratidão!