No assento do ônibus, junto à janela,... willian marconi

No assento do ônibus, junto à janela, observo minha imagem refletida.


Flagro-me a pensar: como segue a vida?


Passageiros vêm e vão, e me pergunto qual a razão dos encontros e das despedidas.


Seria esse o destino dessa sina?


De um ponto a outro
Sigo sofrendo aos poucos
até que, ao fim da estrada, eu conclua esta jornada.


Para, enfim, alcançar o descanso
e permitir que este poema se torne o canto de uma alma eternizada