A Serenidade de Amar Na serenidade do... Wander Von Muller

A Serenidade de Amar


Na serenidade do existir, percebi:
o céu, tecido de infinitas luzes,
bordado com fios de esperança.


A lua, acesa sobre a estrada dos meus sorrisos,
espalha claridade mansa
por caminhos que sempre me levam a ti.


Nos detalhes quase invisíveis —
no toque que mal se sente,
no riso que dança com o vento,
na paz que repousa sobre o peito —
cada gesto simples
se revela tesouro silencioso.


O vento sussurra ternura em teus ouvidos,
e o orvalho da manhã
repousa como brilho nos teus cabelos.


À noite, cúmplice e silenciosa,
abraça nossos momentos,
onde as emoções fluem sem pressa,
como rios que encontram o mar.


E quando nos encontramos,
o universo inteiro parece caber
no íntimo do peito,
onde tudo se torna sereno, perfeito, eterno.


Porque é Deus,
somente Deus,
quem nos teceu para amar,
e nos deixou na simplicidade
o espelho da felicidade mais pura.