Armado para o silêncio "Sabe, eu... Henrique Evaristo
Armado para o silêncio
"Sabe, eu nunca fui o porto seguro de ninguém. Nunca fui o cais onde se ancora a confiança ou a paz. Eu sou, na verdade, o cão de guarda que soltam quando os invasores aparecem. Sou o vilão necessário, o anti-herói que empunha a pá e o taco quando o serviço sujo exige mãos dispostas. O problema é que, de tanto me usarem como arma, esqueceram que eu sangro. Esqueceram que sou humano e que, por trás de todo esse caos que carrego, eu também imploro por um pouco de silêncio.".
