đ™żđ™Ÿđ™Žđ™Œđ™°: Asas da Solitude.... CĂ©sar Hioli

đ™żđ™Ÿđ™Žđ™Œđ™°: Asas da Solitude.

Os outros vizinhos murmuravam consigo sozinhos:
"Como Ă© possĂ­vel um gramado verde se manter
sem ao menos o auxĂ­lio de um jardineiro receber?"


Sorte ou desĂ­gnio,
por acaso ou planejado.
Recuso a caber no que Ă© ditado.


somente acredito
que todo meu ocorrido
tenha estado desde o princĂ­pio
guardado sob o meu domĂ­nio.


Perdido entre flores do meu jardim
absorto nas possibilidades que cantavam para mim
mesmo que em canteiros ĂĄridos e em solo improvĂĄvel
aquelas infĂ­mas chances cresceram ali sutis
constantemente açoitadas por medos hostis
ainda sim,
floresceram gentis


Quando as asas da solitude
te abraçarem então
e te levarem Ă  imensurĂĄveis altitudes,
contemple:
amplitudes de vocĂȘ surgirĂŁo.


Escrito por César Hioli e coproduzido por Fåbio Kubiaki.
29/01/2026.