O Porto Invisível Minh’alma,... Islene Souza
O Porto Invisível
Minh’alma, náufraga e exausta,
Interroga o horizonte em vão:
Onde se oculta o porto, a margem,
Se hoje habito o vácuo da própria mão?
Sob o açoite de ondas bravas — sentimentos —
O silêncio é um nó que o peito aperta.
Alma, bússola partida em desalento,
Quando verás, enfim, a rota aberta?
O sentir, que outrora era asa e vento,
Esvai-se em brumas, solto pelo ar.
Minha alma, meu mais íntimo sustento:
Não te deixes de mim... não me deixes partir no mar.
Poesia de Islene Souza
