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Nó na garganta
Estou sentindo um nó,
daqueles que surgem,
reto, sem dó,
lá, no fundo da garganta.
Parece ter sido bem feito,
na margem do anseio,
sobrevive o sacripanta.
Um calo na voz,
de uma voz que se cala,
segue faceiro,
sem galanteio, ganhando escala.
Globus faríngeo (é o nome do danado);
Assim foi batizado,
com a ansiedade mancomunado.
Me impedindo de respirar,
ofegante e desesperado,
devolva meu ar,
saia do meu canal,
sofrimento carnal,
coração despedaçado.
Querer ser surpreendido é possível e gostoso, para que não gere frustração e decepção mingue suas expectativas.
O Peso Inútil da Preocupação
“O sofrimento antecipado é um tributo pago a um destino que talvez nunca chegue. A mente, inquieta, fabrica dores que o tempo sequer confirmou. O presente é a única realidade, o resto é ilusão projetada pelo medo. Não se permita sangrar por feridas que ainda não existem. Viver é confiar no caminho antes mesmo de vê-lo por completo.”
