EU SABOTADOR As vezes eu penso, Que em... Danilo Castilho

EU SABOTADOR

As vezes eu penso,
Que em dias tensos,
Chegando a noite a dor vai se esvair.

Inocente desejo obtido,
Por um coração submisso,
Que ausente de amor presente se põe a doer.

Um cumulado vazio merecido,
Já que fui eu meu bandido,
Roubando de mim,
E entregando assim,
Sem titubear,
O que de mais valioso tinha.

Indaguei-me....

E com a resposta obtida fiquei eu mais aflito,
Por saber que embora esquisito,
Eu tomara esse rumo por medo da felicidade encontrar.

Sabotei a mim mesmo,
Numa espécie de achismo,
Que o melhor para mim é viver só de dor!

Mas o desabor na verdade,
Embora triste seja a realidade,
É saber que encontrar a felicidade findaria a procura.

Cheguei então a conclusão,
Que tornei-me meu ladrão porque gosto de jogar.

E sigo a vida,
Fazendo despedidas,
Até aprender a deixar que um alguém,
Que também medo têm,
Fique comigo em noites tristonhas.

Duas metades perdidas,
Amargas e doídas,
Tornem-se inteiras então.

Esquecendo as sequelas,
Daqueles que perdidos e aflitos,
Como nós hoje nos sentimos,
Deixemos de culpar.

Superados entao os medos,
Talvez sejam encontrados os desejos,
E por fim deixemos de jogar

Aceitando a felicidade,
E tendo na verdade,
Alguém para amar!

Danilo Castilho