Indiscrição Eu te coloquei no ponto... Bruno Campos Perrone Schunck

Indiscrição

Eu te coloquei no ponto mais alto do céu
E bem, agora você despencou.
Fora rápido, e inacreditável
E nada sobrou do nosso passado

Talvez seja tarde para lhe explicar
Naquela manhã de Sexta Feira, eu agi como um idiota
Eu estava quebrado, confuso, e cego ao olhar em volta
Cego por não ver o quanto você era importante para mim

Não esqueça, mas não me lembre do que fiz
Sei bem que machucou, mas apenas sinta minha falta
Se eu pudesse trazer de volta em memória tudo que houve de bom, eu traria
Só não diga que eu não sofri

Três anos. Foi esse o tempo da nossa amizade.
E bem, a tal amizade terminou, por nada.
Mas vamos olhar pelo lado positivo
É apenas uma lição da vida, não é?

Mas o que me assustou, é que foi realmente rápido
Se ontem fora primavera, hoje nem sei quem você é
Você deveria saber como o tempo voa
Não sei (Quem sabe?) fosse ser menos desastroso.

Você deve pensar que sou louco
Que estou perdido e que virei um tolo
Talvez, apenas talvez, você esteja certo.
Mas não pretendo admitir isso.

Não tente agir como o senhor despreocupado
Você sabe muito bem o que aconteceu
Mas vamos, vamos encarar isso com dignidade
Essas coisas acontecem, não é?

Isso pode ser um monólogo, então irei parar de argumentar
Finja que nada aconteceu, e eu prometo fazer o mesmo
Andei esperando te ouvir dizer que foi mesmo de verdade
Mas se o fim te faz feliz, quem sou eu pra querer mudar?

Quero deixar isso como a melhor prova de indiscrição
Talvez você leia, e talvez entenda
Então, se possível, ainda atenda a este último pedido.
Oh, bem, apenas... Não me esqueça.