Foi Deus que fez o Vento
Quando um ser humano faminto preservar a educação diante da comida, saberemos que o mundo foi vencido pelos fracos.
É loucura se reinventar sempre, ser quem não é, ver no outro aquilo que nunca foi?
É loucura, viver na fantasia, buscar compensações, viver numa eterna ilusão?
Sim, é loucura!
Mas também não é loucura o amor?
Por isso, sejam felizes, e sim com fantasias! Porque, sem alegria e sem fantasia, fica apenas a realidade; este pesadelo criado pela falta de amor.
Quando foi a última vez que você sentiu que o seu peito ia explodir e as suas lágrimas incontidas escorreriam pelo seus rosto?
Quando foi que você sentiu o peso de uma tonelada sobre os seus ombros e se deixou esmorecer ao ponto de quase desistir?
Quando foi que você percebeu a vida mais dura, ríspida e cruel de forma a te fragilizar e você parou de caminhar?
Quando foi que você se abandonou assim, ao ponto de deixar a sua felicidade nas mãos de qualquer um que não fosse você mesma?
Quando foi que você cansou e o seu último fôlego foi arrancado de você a modo de você sentir seus pulmões colabarem?
Quando foi que depois de passar por tantas adversidades, desistir para você se tornou uma opção?
A vida não nos dá roteiros apenas abre-se as cortinas e nos vemos lá, em frente a uma platéia que espera nos ver sorrir durante todo o espetáculo e que os façamos sorrir, mesmo quando estamos envoltos a dor e ao sangue. Uma platéia que nos compara aos nossos antecessores e que nos julga incapazes de sentir.
Eu já sonhei e quis muito que essa vida me fosse bela, bondosa, surpreendente com as suas idas e vidas mas , hoje apenas espero que ela não mais me decepcione com suas surpresas e artimanhas.
Se o resultado de um anjo que quis ser "homem" foi a origem do diabo! O resultado de um "homem" que quer ser anjo será sempre um puritano!
QUANDO OLHO NOSSA FOTO
Foi admiração à primeira vista.
Parecia que tínhamos combinado a roupa e os sorrisos.
Minhas palavras saiam trêmulas de alegria.
Foi o abraço apertado em uma dança de mesmo compasso, que desestabilizou o meu eu, e eu dancei.
Os flashes em nossa direção eternizaram o momento do abraço que eu desejava não me separar.
De repente! Um xêro no cangote acompanhado de um beijo desconcertado (da minha parte, claro).
Parecia que eu não sabia beijar boca tão incrível, mas eu tentei.
O nervosismo tomou conta de mim.
O que fazer? Eis a questão. Pra me eternizar contigo depois dali?
Eu achava que o futuro me daria pro presente você.
As poucas horas juntos se transformaram em minutos, pois é assim que o tempo age com quem ama viver momentos ao teu lado.
Desse momento restou-me a alegria de uma amizade, mas não a felicidade de no presente construir com você o meu futuro.
Quando olho nossa foto, por detrás está a imagem de São João, talvez pra abençoar o início da minha relação com a saudade que ele sabia que eu sentiria de você.
Peço a ele então, ó São João, traga de volta meu coração, que partiu pra morar na saudade daquela menina, que um dia eu achei que amaria e a teria em minha humilde vida, pois sem ela eu aprendo e vivo, mas não vivo sem esse coração que me afronta todo dia, a gostar de quem só criei expectativas.
Ainda não consigo compreender o significado de "amar de todo coração", Se foi da costela que surgiu uma das maiores perfeições.
Meu maior desafio, entre tantas batalhas enfrentadas... Foi perceber que o meu pior inimigo se escondia no reflexo do espelho que carregava.
Fechei os olhos e somente agora, depois de alguns segundos encarando o meu reflexo no espelho, foi que notei que o tempo passou como um raio que surge entre as nuvens escuras que domina o céu em época de tempestade. Parece estranho narrar algo tão perceptível, mas o que me leva por essa narrativa tão profunda é a sensação de que nada mais importa, pois sinto que nessa linha do tempo, meus sonhos não podem ser considerados apenas fantasias, pelo simples fato do desacreditar de algumas pessoas que acham que estou vivendo apenas uma ilusão passageira, por mais nítido que seja essa minha ânsia pela conquista.
Foi em meio ao silêncio que percebi o quanto as palavras machucam. A falácia que predomina o ambiente que nos cerca nem sempre pode ser caracterizado pelo pensamento de alguém incapaz de sentir o que você sente. Não podemos esquecer que a balança quase nunca se estabelece e que a voz do juiz que inocenta, também é a mesma que condena, e por incrível que pareça quase sempre a injustiça prevalece a depender de quem precisa da liberdade recém tirada.
“Não julgue a dor do outro apenas pela lagrima recém descoberta, pois geralmente o que a revela tem um sintoma pior do que você imagina”.
Se eu pudesse voar, estaria ao chão, pois o medo de cair me faria esquecer que o céu sempre foi meu porto seguro. Porém, hoje me vejo como um animal terrestre sem liberdade alguma para seguir, pois atolado nessa área movediça, nada mais me resta que não seja o sucumbir inevitável do meu ser, pelo simples fato de achar que estava em terra firme ao me imaginar voando sobre o céu que me cercava enquanto caminhava sem medo.
O tempo pode curar, mas jamais apaga o que um dia foi verdadeiro. Ele ameniza a dor, adormece as lembranças, mas os sentimentos mais profundos continuam lá, guardados no coração. Afinal, certas memórias resistem ao esquecimento.
Entre o que foi e o que virá, o agora é tudo o que temos. O passado já se foi, o futuro ainda não chegou, mas o presente está em nossas mãos. A vida acontece no instante em que escolhemos vivê-la plenamente.
Não posso adiar para amanhã o que posso realizar hoje, até porque o ontem já foi um hoje desperdiçado.
Me condene se quiser, mas saiba que ainda não foi decidido quem de nós dois está sentado na cadeira do réu — eu ou você, tempo.
Cartilha viajante
Cartilha viajante porque num instante
Eu aprendi a escrever
Foi na ordem do alfabeto
Que eu achei correto
E comecei a ler.
Depois disso descifrei o mundo
Quebrei bairreiras e muros
Entre tantos livros que eu li
Mas, num belo dia pus meu querer
E comecei a me escrever
No começo as linhas eram tortas
Me fecharam tantas portas
Mas depois todas eu abri
Hoje vivo num livro aberto
E sei bem que quem é esperto
Tem um livro por perto!
Aquele que tem ouvidos, ouça
Não foi a maldade que mais me feriu.
Foi o acordo silencioso.
Foi ver mãos limpas
assinando pactos sujos
com a desculpa de que
“não havia escolha”.
Foi a violência vestida de normalidade,
o horror usando crachá,
a crueldade sentada à mesa
falando baixo
para não incomodar.
Não foi o grito do tirano
que me dilacerou.
Foi o coro dos neutros
afinando o silêncio
por medo de perder lugar.
Eu vi pessoas boas
negociando a própria alma
em parcelas pequenas,
chamando de sobrevivência
o que já era rendição.
Vi a mentira virar método.
Vi o interesse virar ética.
Vi a conveniência ser chamada de prudência.
E ninguém sangrava visivelmente,
por isso diziam que estava tudo bem.
Mas eu senti.
No corpo.
No peito.
Na garganta que treme
quando tenta dizer o óbvio
e descobre
que o óbvio virou heresia.
A maldade não venceu porque era forte.
Venceu porque foi aceita.
Porque parecia útil.
Porque dava lucro.
Porque protegia quem fechava os olhos.
E eu, que não aprendi a cegar,
carrego esse peso estranho:
ver demais,
sentir demais,
e ainda assim continuar aqui.
Não me chamem de dramática.
Não me peçam calma.
Não me peçam silêncio.
Eu não falo apenas para não morrer por dentro.
Eu falo porque acredito
que a voz não nasce
para ecoar sozinha.
Eu falo na esperança
de que algum ouvido reconheça o som
como quem reconhece um chamado antigo
e descubra, perplexo,
que também tem voz.
Eu falo porque sei
que a coragem não começa no punho.
Ela começa no peito,
quando alguém decide
não se esconder mais atrás do medo.
Não quero exércitos.
Não quero tronos.
Não quero vingança
vestida de justiça.
Quero gente em pé.
Inteira.
Com o coração exposto
e a consciência desperta.
Quero que os justos se levantem
não para destruir,
mas para não ceder.
Não para odiar,
mas para não negociar a alma.
Que se levantem com amor —
esse amor difícil,
que não passa pano,
que não mente para proteger privilégios,
que não chama covardia de prudência.
Que se levantem com coragem —
não a coragem do grito,
mas a coragem diária
de dizer “não”
quando o mundo inteiro diz
“é assim mesmo”.
Se minha voz encontra um ouvido,
que esse ouvido vire voz.
Se essa voz encontra outra,
que vire coro.
Não um coro de guerra,
mas um coro de presença.
Porque o mal prospera no escuro,
mas treme
diante da lucidez
que não se deixa comprar.
Eu falo porque ainda espero.
E enquanto houver esperança,
há humanidade tentando nascer
outra vez.
A ideia de que Jesus é um amigo sempre foi empolgante para muitos até saberem que ele é SENHOR, que ele Governa sobre tudo e todos.
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