Foi Deus que fez o Vento
Manifesto da marca dos Quatro
Não foi criada para vencer.
Foi criada para permanecer,
Coragem
para ficar quando todos fogem.
Compaixão
para não se tornar o inimigo.
Altruísmo
para escolher o outro antes de si.
Lealdade
para responder ao chamado
-sempre.
Se a marca aparecer,
Nós iremos.
Não importa onde.
Não importa quando.
Porque a cidade pode cair.
A promessa, não.
Foi criada para permanecer,
como uma semente que
resiste ao tempo.
Eu permaneço,
enraizado no instante
que não se desfaz.
Permanecer é o ato,
uma escolha silenciosa
entre partir e ficar,
uma coragem que não
se anuncia.
Ainda aqui,
mesmo quando o vento
tenta me dobrar,
sou presença,
sou firmeza,
sou agora.
O homem que nunca foi amado
Ele cresceu aprendendo a ser forte em silêncio, a engolir afetos como quem engole o choro.
Construiu muralhas onde
deveria haver abraços echamou
de maturidade a ausência
de quem nunca ficou.
No peito, carrega um amor sem treino, desajeitado, mas verdadeiro.
Ama do jeito que consegue,
com medo de ser demais,
com medo de não ser suficiente,
sempre achando que sentir é um erro.
Mas existe um dia
— sempre existe
— em que alguém atravessa suas defesas sem pedir permissão.
E então ele entende, tarde e bonito,
que não ter sido amado
nunca o impediu de ser amor.
Como morreu o Amor?
O amor não morreu de repente,
não foi queda, nem faca, nem veneno.
Morreu sentado ao nosso lado,
esperando uma palavra que não veio.
Morreu quando o silêncio virou resposta, quando o toque virou hábito sem calor.
Cada “depois a gente conversa”
foi um passo a mais no seu cansaço.
Morreu de pequenas ausências repetidas, de promessas deixadas em rascunho.
Não foi falta de sentimento —
foi excesso de descuido.
E no fim, o amor morreu de amor:
amou sozinho, amou demais.
Até entender, tarde demais,
que amar também precisa ser amado.
O amor que se entregou na cruz
não foi silêncio, foi grito de eternidade
— um céu rasgado em misericórdia,
um Deus que escolheu sangrar por nós.
Ali, na dor mais profunda, nasceu a esperança que nem a escuridão conseguiu apagar.
O amor que venceu a morte
quebrou o peso do impossível com mãos feridas, transformou lágrimas em promessa, e o fim…
em recomeço.
A pedra não segurou,
o sepulcro não calou
— porque o amor verdadeiro
não permanece enterrado.
E hoje ele ainda vive,
não só na história,
mas em cada coração que crê.
É esse amor que cura,
que chama, que abraça
— mesmo quando
a gente acha que não merece.
Um amor que não desiste,
não recua…
e que, por nós, venceu tudo.
O amor que se entregou na cruz
não foi silêncio,
foi grito de eternidade
— um céu rasgado em misericórdia,
um Deus que escolheu sangrar por nós.
Ali, na dor mais profunda,
nasceu a esperança
que nem a escuridão
conseguiu apagar.
O amor que venceu a morte
quebrou o peso do impossível
com mãos feridas,
transformou lágrimas em
promessa, e o fim… em recomeço.
A pedra não segurou,
o sepulcro não calou
—porque o amor verdadeiro
não permanece enterrado.
E hoje ele ainda vive,
não só na história,
mas em cada coração que crê.
É esse amor que cura,
que chama, que abraça
— mesmo quando a gente
acha que não merece.
Um amor que não desiste,
não recua…
e que, por nós, venceu tudo.
Um mergulho sem volta
Amar você
não foi um começo…
foi um mergulho sem volta,
onde eu me perdi e,
ainda assim,
nunca quis me encontrar.
O teu olhar me abriga,
mas também me desmonta
— porque quando você
me atravessa por dentro,
eu deixo de ser inteiro
em qualquer lugar que não seja você.
Você foi um acaso bonito demais
pra alguém como eu suportar.
Desde que chegou,
carrego teu nome em silêncio…
e esse amor cresce tanto
que às vezes dói
— não por falta,
mas por não caber dentro de mim.
E quando você não está…
o mundo continua,
mas nada em mim acompanha.
Porque a minha felicidade
aprendeu a depender do teu riso,
do teu jeito,
da tua presença.
Se amar é liberdade,
por que eu me sinto preso a você?
Talvez porque, no fundo…
eu nunca tenha querido ser livre
— só teu.
Teu cheiro é cerejeira no ar —
dessas que não vão embora,
mesmo quando você já foi.
Fica…
como lembrança teimosa
grudada no tempo.
Teu sorriso não me olha —
me atravessa.
E eu finjo que resisto,
mas já me perdi faz tempo.
Tua voz…
não marca o compasso do meu coração —
ela erra tudo,
bagunça, acelera,
me deixa sem direção.
E quando tua boca encontra a minha,
o mundo não para…
ele some.
É eclipse no meio do dia —
luz sendo roubada
pra caber só nós dois
no mesmo instante.
E se isso não for amor…
então é algo ainda mais perigoso:
porque eu não quero escapar.
Meu coração
Meu peito já foi casa cheia de ecos,
vozes antigas que o tempo não levou, mas desde que você tocou meu silêncio, até o vazio aprendeu
o que é amor.
Você chegou como quem não promete, mas fica…
sem pedir explicação,
e nesse espaço onde antes era ausência, plantou presença
dentro do meu coração.
Te amar não foi cura imediata,
foi processo lento, quase imperceptível, como luz entrando
por frestas pequenas,
até tornar o escuro algo impossível.
Se um dia eu fui feito de nada por dentro, hoje transbordo o que você construiu, porque onde antes só havia vazio, agora existe um “nós”… que nunca existiu.
Olhos Fixos
Minha amada,
foi em ti que me encontrei.
Minha amada,
por ti eu cuidarei.
Minha amada,
és o bem mais precioso
que a vida me deu.
És minha âncora em meio ao mar,
e também a tempestade que me faz viver.
És caminho, és destino,
és tudo aquilo que escolhi amar.
Meus olhos permanecem fixos em ti,
como quem contempla a mais bela arte.
Teu é o meu coração,
teu, agora e sempre.
E se o amor insiste em se repetir,
é porque não canso de dizer:
eu te amarei…
e todos os dias,
te conquistarei.
Oh morena
Oh morena,
A gente foi se conhecendo
E passando os dias sem perceber
Que o destino já nos escrevia.
Oh morena,
Hoje eu entendo o que é sentir
Quando teu nome mora em mim
E teu sorriso vira meu abrigo.
Oh morena,
Se o sol se põe pra te admirar
E a lua aceita te iluminar
Então eu só quero te amar…
E ficar.
Te amei com a calma de quem entrega a alma sem medo,
mas teu silêncio foi virando
inverno dentro do peito.
Cada promessa tua ficou
perdida no tempo,
e o que era carinho virou
lembrança machucando por dentro.
Ainda lembro do brilho
dos teus olhos nos meus,
do jeito que tua voz fazia
o mundo parar.
Mas hoje existe um gosto
amargo entre os “nós” e os “adeus”,
como se o amor tivesse cansado
de tentar ficar.
Carrego ressentimento
nas partes que ainda te amam,
porque esquecer você nunca
foi tão simples assim.
Te culpo pelas noites em que
minhas lágrimas me chamam,
mas no fundo também me culpo
por querer você perto de mim.
E mesmo ferido, meu coração
ainda pronuncia teu nome baixinho,
como quem procura abrigo na própria tempestade.
Porque o ressentimento é só um amor perdido no caminho,
tentando sobreviver no meio da saudade.
Dois Mundos
Na curva de uma conversa,
O destino foi sincero,
Não levantou promessas,
Nem pintou um céu inteiro.
Disse apenas que existem
Caminhos que se cruzam,
Mas seguem rumos diferentes,
Mesmo quando os corações
Se recusam.
Você falou de prioridades,
De sonhos já amadurecidos,
De uma vida escrita por capítulos
Que eu ainda não tinha vivido.
Eu falei da distância,
Do silêncio e da cidade em movimento,
mas entendi que o verdadeiro espaço Entre nós não era medido
Em quilômetros,
E sim em momentos.
Ainda assim,
Guardo com carinho o pouco
Que o tempo nos deu.
Porque algumas pessoas chegam não para ficar,
Mas para ensinar que o amor também Sabe respeitar um "não".
E se um dia nossos mundos voltarem a Se encontrar, que seja sem Arrependimentos, apenas com gratidão Por aquela conversa que, mesmo Encerrando uma possibilidade, deixou Para trás uma lembrança de gratidão
X
Aquele adeus a anos atrás não foi o suficiente para nos barrar,
O encontro de almas pode acontecer mais de uma vez na mesma vida, isso aprendi com o doutor tempo,
Nostalgia x almas x amor x tempo = Destino.
Entre o luto e o legado
Meu pai foi embora antes de eu terminar de aprender,
Deixou no meu peito um vazio que o tempo não preenche.
Mas deixou também a fé, que nenhuma dor vence,
É uma saudade boa que eu não quero perder.
Hoje sou pai e entendo o que ele quis me dizer.
Naquele abraço quieto que a pressa não alcança.
Hoje sou pai e carrego com cuidado e com esperança.
Três vidas que Deus quis nas minhas mãos depositar.
Entre o luto e o legado, aprendi a caminhar.
Entre a saudade dele e o sorriso dos meus filhos,
Descobri que o amor não some, só muda de lugar.
E quem parte em Cristo não some, só vai na frente esperar.
Pai, um dia nos vemos do outro lado do mar.
Filhos, enquanto estou aqui, vou ser os seus castelos,
Vou ser o chão firme onde vocês vão pousar.
E, quando eu partir, que a fé em vocês possa continuar.
O túnel da Última Grande Soberana do Egito não foi cavado na rocha, mas no próprio tecido do tempo, onde a areia que soterra os impérios é a mesma que protege os segredos que a luz jamais ousou decifrar.
Reno Fioraso
Que a nova história seja escrita no livro da vida, o que era velho se faça novo e o que foi quebrado seja reconstruído e abençoado por Deus em nome de Jesus.
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