Foi Deus que fez o Vento
O pessimismo é apenas o realismo de quem já foi ferido demais pela expectativa e hoje prefere a segurança da observação.
Sou um mosaico de tentativas imperfeitas. Nenhuma foi o bastante, mas todas foram entregues com a honestidade de quem tentou.
Sou o resultado de mil falhas honestas, nenhuma foi covardia, todas foram passos em falso de quem buscava a luz.
Não escolhi a resiliência, ela foi a única saída em um cenário onde a fragilidade era punida com o esquecimento.
Minha alma tem a textura de um papel de carta que foi dobrado e desdobrado tantas vezes que as marcas da dobra agora fazem parte da mensagem. Sou um texto cheio de rasuras, correções de última hora e uma caligrafia que revela o tremor da mão que o escreveu.
A dor não chegou de uma vez, ela foi construída, em camadas tão sutis que quase passaram despercebidas, até que um dia percebi que já não era mais o mesmo, mas também não era alguém completamente perdido.
Ser forte nunca foi sobre não cair, mas sobre levantar com o coração em pedaços e ainda assim acreditar que vale a pena continuar tentando.
A dor não me destruiu, ela me desfez em mil pedaços e foi ali que eu aprendi a me reconstruir de formas que jamais imaginei.
A espera pelo primeiro amor não foi apenas tempo, foi vida doada. Foi a paciência de quem cultiva uma flor em solo estéril, acreditando que o amor, por si só, teria o poder de fazer brotar a reciprocidade.
A alma que já foi quebrada aprende a valorizar até o mais breve instante de paz como se fosse eternidade.
O mundo e quase tudo que nele existe foi criado pela palavra…
Mas é pela ironia que ele quase sempre subsiste.
Quando a polarização, acompanhando a carruagem, se reinventou, essa corja convenceu parte do povo a se armar a pretexto de segurança para não perceberem que o chicote era a Bíblia mal-intencionada em suas mãos.
Não obstante, essa ironia, demonizaram a mídia só para monopolizar sua atenção.
Hoje elas não têm pauta mais relevante, senão dar palco para o encardido que arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.
O diabo é um gênio!
A maior sacada do Sistema, ao esbarrar na impossibilidade de humanizar os robôs, foi, sem dúvida, robotizar os humanos.
A felicidade nunca foi essa coisa toda que muitos esperam encontrar na sexta-feira. Mas sempre foi aquilo tudo que poucos encontram nos outros dias.
Nunca foi sobre oferecer flores.
No Dia Internacional das Mulheres, sempre foi sobre não oferecer espinhos nos outros 364 dias do ano.
A FÉ QUE SE HUMILHA E VENCE O SILÊNCIO DIVINO.
Evangelho de Mateus 15:21-28.
( Jesus dali, foi para as partes de Tiro e de Sidom.
²² E eis que uma mulher cananeia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada.
²³ Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando a ele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós.
²⁴ E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.
²⁵ Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!
²⁶ Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos.
²⁷ E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.
²⁸ Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã.
Mateus 15:21-28. )
A narrativa da mulher cananeia constitui um dos mais densos episódios pedagógicos do Evangelho, no qual se entrelaçam dimensões históricas, psicológicas e espirituais com rigor singular. Não se trata apenas de uma cura, mas de uma demonstração metódica da dinâmica da fé viva, daquela que não se curva à aparência do abandono nem se dissolve diante da resistência.
Desde o primeiro movimento da cena, percebe-se uma tensão espiritual profunda. A mulher, estrangeira, oriunda de um contexto politeísta, aproxima-se daquele que representa a síntese do monoteísmo moral elevado. Há aqui um choque de estruturas culturais e religiosas. Contudo, o que a distingue não é a origem, mas a disposição interior. Sua invocação não é meramente formal. Ao dizer “Senhor, Filho de Davi”, ela reconhece uma autoridade espiritual que ultrapassa as barreiras étnicas e teológicas. Psicologicamente, este é o primeiro marco da fé autêntica. Reconhecer antes de compreender plenamente.
O silêncio inicial de Jesus não deve ser interpretado como indiferença, mas como estratégia pedagógica. O silêncio, neste contexto, opera como instrumento de revelação. Ele expõe a natureza da súplica. Quantos, diante da ausência de resposta imediata, desistem. Aqui, revela-se um princípio psicológico fundamental. A fé superficial depende de confirmação. A fé profunda persiste mesmo sem retorno sensível.
Os discípulos, ao sugerirem que a mulher fosse afastada, representam a mentalidade coletiva ainda condicionada pelo exclusivismo e pelo orgulho. Este ponto é crucial. O episódio não educa apenas a mulher, mas também os que cercam o Mestre. A pedagogia espiritual não é linear. Ela atinge múltiplos níveis simultaneamente.
Quando Jesus afirma ter sido enviado às ovelhas perdidas de Israel, estabelece uma ordem de prioridade histórica, não uma limitação ontológica da mensagem. Trata-se de um princípio organizacional da revelação. Primeiro semeia-se onde o terreno possui alguma preparação. Depois, expande-se universalmente. Sob a ótica da filosofia espírita, isso se harmoniza com a ideia de progressividade da verdade, conforme o grau de maturidade moral das coletividades.
O momento mais emblemático surge na metáfora do pão e dos “cachorrinhos”. À primeira vista, a expressão parece dura. Contudo, sua análise exige compreensão do contexto linguístico e simbólico. Não se trata de desprezo, mas de uma representação da diferença de estágio espiritual entre os grupos. Ainda assim, a resposta da mulher transcende qualquer leitura literal. Sua réplica não é de revolta, mas de inteligência moral aliada à humildade. Ela não contesta a ordem estabelecida. Ela se insere nela. E é exatamente nesse ponto que se dá a inflexão decisiva.
Psicologicamente, a mulher demonstra o domínio de si mesma diante da adversidade simbólica. Não há ego ferido, não há ressentimento. Há lucidez e adaptação. Ela compreende que mesmo uma fração da graça divina é suficiente para operar transformação. Este é um dos mais elevados níveis de consciência espiritual. A valorização do mínimo como expressão do infinito.
O desfecho, quando Jesus declara “grande é a tua fé”, não é um elogio casual. É uma validação de um processo interior completo. A cura da filha ocorre como consequência natural dessa elevação vibracional. Sob a perspectiva espírita, pode-se compreender a enfermidade como um estado de influência espiritual desarmônica, cuja dissolução exige não apenas intervenção externa, mas ressonância interior adequada. A fé da mãe atua como força intercessória real.
A questão 354 de “O Consolador” aprofunda esse entendimento ao afirmar que a fé deve operar continuamente, ampliando-se através da dor, do dever e da responsabilidade. Não é um estado estático. É um movimento. E a mulher cananeia encarna exatamente essa dinâmica. Sua dor não a paralisa. Ela a impulsiona.
Outro aspecto de alta relevância reside na dimensão moral do episódio. A humildade aqui não é submissão passiva, mas consciência da própria posição diante da verdade. Ela não diminui o ser. Ela o ajusta. E ao ajustar-se, o ser torna-se apto a receber.
Há ainda uma leitura sociológica implícita. A mulher representa os gentios, ou seja, toda a humanidade fora do núcleo inicial da revelação. Sua vitória antecipa a universalização do Evangelho. Posteriormente, figuras como Paulo de Tarso desempenhariam esse papel de expansão, levando a mensagem além das fronteiras israelitas.
Do ponto de vista introspectivo, este episódio convida a uma análise rigorosa da própria fé. Ela resiste ao silêncio. Ela persevera diante da recusa. Ela se adapta sem perder a essência. Ou ela depende de circunstâncias favoráveis para existir.
A mulher cananeia ensina que a verdadeira fé não exige privilégios, não reivindica posições, não se ofende com provas. Ela compreende, espera, insiste e, sobretudo, transforma-se no processo.
Em termos motivacionais, a lição é direta. Nenhuma condição externa define o acesso ao auxílio divino. O que determina é a qualidade da disposição interior. A dor pode ser o ponto de partida, mas a perseverança é o caminho, e a humildade é a chave.
A síntese moral do episódio converge com o princípio apresentado em “O Livro dos Espíritos”, questão 888-a. “Amai-vos uns aos outros”. A fé, quando autêntica, não se isola da lei do amor. Ela a manifesta.
Assim, a mulher cananeia não é apenas uma personagem histórica. Ela é um arquétipo da alma que, mesmo à margem, encontra no próprio íntimo a força para acessar o divino.
E é nesse movimento silencioso, insistente e lúcido que se revela a mais alta verdade. A fé que não recua diante da prova é aquela que, inevitavelmente, alcança aquilo que busca
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
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A minha força nunca foi a ausência de fragilidade, mas a decisão diária de não interromper a marcha, mesmo quando o corpo está quebrado e a mente se torna um labirinto sem saída aparente. Desistir pode até sugerir um alívio imediato, mas quase sempre cobra um preço impagável na moeda da nossa própria dignidade. Sigo devagar, se necessário, mas sigo com a convicção de que nem tudo o que perdi foi, de fato, uma perda.
- Tiago Scheimann
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