Foi Deus que fez o Vento

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Nem só de pão.
Viverá o homem,
Mas acredite
Quem quiser
A caridade foi
E ainda é
A verdade sobre Noé.

Ainda Há Cacos Espalhados
​Eu ando em pontas, lento e distraído,
Pois sei que a dor não foi de todo embora.
A ferida fechou, mas o chão, o meu chão querido,
Guarda o que foi quebrado, mesmo que lá fora
O mundo ache que o tempo já cumpriu o seu castigo.
​Ainda há cacos espalhados no tapete,
Fragmentos de um espelho que não soube mentir.
Eu tento varrer, juntar no meu colete,
Mas há estilhaços que insistem em luzir,
Lembrando-me de cada passo que se repete.
​A mão que tateia a escuridão é a mesma
Que um dia segurava o vaso inteiro.
Agora ela recolhe a dor, essa gema
Transparente e cortante, sem um paradeiro
Certo, apenas o peso de uma descrença extrema.
​É preciso ter cuidado ao recomeçar,
Pois a pressa faz o pé sangrar de novo.
A cura não é um instante, é um lugar
Onde aprendemos a coexistir com o povo
De fantasmas que a memória teima em guardar.
​E eu respiro fundo, sabendo que amanhã
O Sol vai nascer sobre os pedaços que restaram.
Não para uni-los, mas para que a manhã
Me encontre a caminhar, mesmo que me custaram
O peso e a prova de que nada é mais de lã.

Te prometi não desistir da gente, mas se um dia isso acontecer, saiba que a culpa não foi minha ⁠

"Coqueiro! Coqueirinho!
Eu não sei o que dizer;
Você foi tão legal;
Em me favorecer;
Deu um cacho de coquinhos;
E pediu para eu comer;
A satisfação foi tão grande;
Que só tenho a agradecer;
Pois coqueiro que nem tu;
Jamais vou esquecer!"

Música: Figura de política.
Autor: Dênisson Hélder Dinéh.
Um dia, a linguagem literal foi exilada pela figura de linguagem.


Quando o bolso pesar, dizem que a Antítese alivia.


Se a Metáfora faltar, não adianta gritar com Onomatopeia.


Se o modelo prioriza ditaduras amigas, a gente dissimula, trabalha em dobro e espera a Hipérbole passar.


Nas contas públicas no vermelho? Use a Hipérbole, jamais a Comparação.


Onde houver comissionado incompetente, a Prosopopeia se faz presente, dando vida a quem nada produz.


Basta a Catacrese sentir uma Sinestesia para o povo tomar uma Antonomásia (o apelido que vira condenação).


No fim, vai bater a saudade da linguagem real e direta.


Aquela que diziam doer, que diziam ser de ódio, que diziam ser bruta...


Mas era apenas a verdade sem filtro.


Só não vale repetir que foi GOLPE.


Aí já não é figura de linguagem... é Ironia do Destino

Se o Senhor me chamar amanhã, que todos saibam, Cristo foi minha maior certeza num mundo cheio de dúvidas.

Uma das melhores coisas que a maturidade me presenteou foi saber relevar, deixar para lá, não revidar. A opinião dos outros não muda o que eu sou.

E foi assim, nosso feliz triste final.

Foi preciso perder o chão para entender que eu sempre tive asas, mas o medo da altura era maior do que a minha vontade de voar.

Estamos todos sozinhos, mesmo rodeado de pessoas, não sei se foi a idade ou a preguiça ou o simples fato de ter aprendido que ninguém liga de verdade para o que você está sentindo. Desabafar com uma pessoa de confiança nos trás um conforto temporário, mas nada adianta, porquê é você que esta sentindo, é você que está lutando...lembre-se, no fim, a gente morre sozinho.

Feliz Aniversário: não importa se foi ontem ou será amanhã. O desejo de saúde e felicidade para os amigos e amizades especiais... são para ontem... para hoje e para sempre. E o mais importante: são verdadeiros e nunca estão atrasados...!

⁠Na mesa ele comeu, bebeu e sorriu, beijou e ainda assim traiu. Cuidado. Judas nunca foi um estranho!

⁠O sofrimento sempre me foi incompreensível porque nascemos para a alegria.

António Lobo Antunes
"São precisas três coisas para escrever: paciência, solidão e orgulho". 25 frases de António Lobo Antunes. Observador, 5 mar. 2026.
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O Suor, a Heineken e as Metonímias da Vida

Através do suor foi que eu me acostumei,
Me acostumei a tomar uma Heineken,
Ligar meu HP, comer um Subway e transformar a marca em produto.

E nessa mesma dedicação foi que eu me entreguei,
Me entreguei a ler Clarice Lispector,
Estudar Freud, apreciar Monet,
E substituir o autor pela sua obra.

E nunca me deixei faltar,
A inspiração para criar,
A força para persistir,
E a causa para avançar,
Transformando o esforço em efeito.

⁠Você nunca encontrará um coração satisfeito enquanto não descansar no lugar para o qual foi feito.

Sinto falta de você
Não sei por onde andas
Nem porque se foi
Os lábios não são mais o mesmo
Minha vida também não
Tristeza no olhar
Não define o que sinto
Muito menos o que penso
O que era raio de sol
Hoje vive gélido
Tá difícil sem você
É impossívelContinuar
Alegria volta pra mim
O coração não tem sabor
Nem tempero só amargo
Enfim... Estou esperando você chegar

Durante milênios, a palavra ‘mulher’ foi usada para descrever uma realidade biológica: o sexo feminino da espécie humana. Mas nas últimas décadas, surgiu uma nova forma de entender essa palavra, não apenas como biologia, mas como identidade.


E é aqui que nasce uma das discussões mais complexas do nosso tempo. De um lado, pessoas afirmam que ser mulher é, antes de tudo, uma experiência interior, uma identidade vivida.


De outro, há quem diga que a palavra ‘mulher’ não pode ser separada do corpo, da biologia, da história material de quem nasce do sexo feminino.


O conflito não é apenas político.
É filosófico.
Estamos discutindo uma pergunta antiga da filosofia: o que define aquilo que algo é?
É a natureza?
É a experiência?
É a linguagem que escolhemos usar?


Quando uma sociedade redefine palavras fundamentais, como homem, mulher, sexo ou gênero, ela não está apenas mudando um vocabulário. Ela está reorganizando categorias inteiras da realidade social. E toda mudança desse tipo inevitavelmente gera tensão, dúvidas e debates.


Quando uma época perde a coragem de encarar a realidade, começa a reinventar as palavras para não ter que enfrentá-la.

É duro aceitar que você nunca vai contar a parte da história em que você foi a vilã , mas ainda assim eu sigo, aprendendo a transformar a dor em coragem e o silêncio em força para não me perder de mim.

Parabéns, Mulher

Demétrio Sena - Magé

Minha vida sempre foi e continua sendo rodeada por mulheres fortes. Fortes como o próprio mundo exige que a mulher seja, em razão do machismo e da misoginia de uma sociedade profundamente patriarcal. Minha mãe, cuja força moldou a resistência de suas nove crias, como parecia improvável para todos a mera sobrevivência. Minha avó materna, minhas tias, irmãs, e as inúmeras amigas que tive ao longo dos meus anos me ajudaram muito em minha formação como pessoa.

Tempos depois me casaria com uma das mulheres mais fortes e generosas que já conheci, e com quem tive a sorte de me casar. E tenho, ainda, duas filhas que também forjam minha índole e com as quais aprendo bem mais do que sempre julguei ensinar. As preocupações que tenho com elas, por saber em que mundo vivemos, é compensada pela admiração que tenho por ver o quanto elas enfrentam as próprias adversidades e não desistem.

A luta pelos direitos sociais e políticos, a busca de um mundo que as incluísse com respeito e dignidade, iniciada no índio do Seculo XX, pela ativista alemã Clara Zetkin, ainda tem muito o que vencer. A sociedade, vocábulo feminino, mas que abriga um patriarcado perverso, preconceituoso e feminicida, tem muito a ser erradicado, conscientizado e vencido nesta questão, para se tornar uma sociedade justa. Humana. Coerente. Parabéns, mulher, por não se deixar sucumbir!
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Respeite autorias. É lei

O agora é sempre o maior presente.

O ontem já foi, o amanhã ainda não chegou. Só o agora está nas mãos.

Quem aprende a viver o presente descobre que todos os dias são dádivas.