Foi Deus que fez o Vento

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Te vi tentando esconder o que já foi
Com medo de que eu visse o que te constrói - Frase da música O Que Escolhemos Ser do dj gato amarelo

Me apaixonar por você foi a coisa mais fácil que eu já fiz. Nada importa para mim além de você e todos os dias que estou vivo, estou ciente disso. Eu te amei no dia que te conheci, eu te amo hoje e te amarei pelo resto da minha vida."

"⁠O amor que eu sinto por você não pode ser avaliado em dinheiro, na verdade, ele foi pago com muita dor e sofrimento, eu paguei a sua felicidade com a minha dor. Então quando, eu digo que te amo não é da boca para fora. Acredite, eu seria capaz do impossível para te fazer feliz⁠"

Hoje eu sei que não preciso mais pagar com dor.
Hoje o amor que eu vivo é troca, é riso, é leve, é presença.

O motivo do meu sorriso
Nem sempre foi felicidade
Muitas vezes sorri disfarçando
As lacunas que a tristeza causou,
Não queria a fraqueza da solidão

Tive que mentir para minha tristeza
Tive que sufocar no peito a dor
Tantas vezes virei as costas
Para enxugar uma lágrima teimosa
Simplesmente me ergui e segui...

Não tenho medo da tristeza...
Tenho medo da mentira nela contida
As vezes tentando esconde - la
Não deixamos o mundo ver...
Que a fragilidade nos faz acessíveis
Nos faz mais humanos...

Recomeçar foi o que a vida me ensinou ...

Foi uma promessa
Não iria mais amar
O acaso me trouxe
Um novo momento
Voltei a acreditar
No amor...
No que nao posso ver
Mas tive medo
De novamente
ter meu coracao ferido
Tive alma machucada
E fugir foi a saída
Um dia você chegou
E delicadamente
Foi me curando
Me enchendo de paz
Quase te deixei partir ...
Por estar despedaçada
Voce me juntou ...
Tomou conta de mim
Tua luz foi tao forte
Acendeu meu sorriso
Escreveu em mim
O poema mais bonito
Me mostrou
O amor mais lindo
Que eu conheci
Meu doce anjo
Por você me ponho
a contar estrelas
Vejo meu mundo
Agora mais bonito
Eu te amo ...Seu amor
Me salvou de mim...

O Passado foi nosso avô, nosso pai, nosso professor; dele extraímos sabedoria. Com o presente, só depende de nós o relacionamento que teremos...
- Querido Presente, muito prazer!

Quando um homem que nunca foi valorizado encontra uma mulher que nunca foi amada como merecia, não é acaso — é reconhecimento. É o encontro de duas dores que aprenderam a sobreviver em silêncio, carregando no peito histórias que poucos souberam ouvir.


Eles não chegam inteiros, chegam verdadeiros. Trazem cicatrizes visíveis na alma, o coração cauteloso, mas ainda capaz de sentir. Não fingem perfeição, oferecem honestidade e a coragem de tentar outra vez.


Já tocaram o fundo sozinhos e aprenderam a se reerguer sem aplausos. Por isso, quando se encontram, não exigem promessas vazias — oferecem presença, cuidado e a escolha diária de permanecer.


O amor que nasce ali não é frágil. É feito de respeito, parceria e consciência. Não grita, não implora, não machuca. Como um verdadeiro time, sabem que com esse amor não se brinca.

Quando tudo à sua volta permanece igual, mas lhe parece diferente... acredite, foi você que mudou!

Essa eu fiz diante de um ciclo de uma amizade que foi importante pra mim, usei Camus para entender tudo que aconteceu e tudo que permaneceu. Me inspirei na musica Crochê de Jovem Dionísio.

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"Crochê de Amizade: pontos que seguram o mundo"



Há amizades que não chegam de repente; elas se constroem devagar, como crochê.
Um ponto hoje, outro amanhã, um fio que se enrosca no outro, uma conversa que vira apoio, um silêncio que vira confiança. Nada grandioso, nada teatral. Apenas presença. Apenas verdade.


“Crochê” tem essa atmosfera de afeto discreto, quase tímido, que lembra muito o jeito como algumas amizades profundas nascem: sem anúncio, sem expectativa, sem garantia — mas com uma sinceridade que toca onde a vida geralmente não alcança.
Camus diria que é exatamente nesses vínculos que o Absurdo da existência ganha uma pequena trégua.


Porque, num mundo que não responde,
não explica,
não abraça,
a amizade é esse gesto humano — quase rebelde — de dizer:


“eu estou aqui com você, e isso basta.”
A vida é desalinhada.


Nós somos desalinhados.
As dores que carregamos nos fazem tropeçar em nós mesmos.
A lucidez nos mostra que nada é garantido, que a solidão é inevitável, que o universo é indiferente às nossas angústias.


E, ainda assim, existe esse outro ser humano que decide dividir o tempo, o riso, o cansaço, a bagunça, o silêncio.
Isso, por si só, já contraria o absurdo.
É quase um milagre sem misticismo.
Amizade verdadeira não exige perfeição — apenas presença honesta.


É alguém que te vê fora do tom e, ao invés de tentar te ajustar, senta ao seu lado e ouve a melodia torta como ela é.
É quem te passa um fio novo quando o seu arrebenta.


Quem ajuda a desfazer o nó quando você mesmo não consegue enxergar onde começou.


A amizade não te salva do mundo —
mas te lembra que você não precisa enfrentá-lo sozinho.


E essa lembrança muda tudo.
Porque é fácil compartilhar os dias bons; o desafio está nos dias que parecem cinza por dentro.


Nos dias em que você questiona o próprio valor,
em que o mundo parece grande demais,
em que a alma parece pequena demais.
E é justamente nesses dias que um amigo — verdadeiro — transforma o absurdo em algo suportável.


Não com respostas.
Não com soluções.
Mas com a coragem silenciosa de simplesmente estar.


Camus acreditava que continuamos vivendo não porque encontramos sentido,
mas porque inventamos pequenos motivos para seguir.


A amizade é um desses motivos.
Um dos mais fortes, talvez o mais humano.
E, no fim, o crochê da amizade é isso:
um tecido feito de confissões e risos,
de ombros e demoras,
de pequenos gestos que ninguém vê,
mas que seguram o mundo inteiro do lado de dentro.


Não precisa ser perfeito.
Não precisa ser constante.
Só precisa ser verdadeiro.
Porque, quando o resto desaba,
são essas linhas simples —
essas linhas feitas à mão —
que impedem nossa alma de se desfazer.
E, nesse desalinho tão humano,
há uma beleza que Camus entenderia:
a amizade é uma revolta contra o vazio.


E cada ponto dado juntos
é uma pequena vitória silenciosa contra o Absurdo.

Y.C

Esse foi super inspirado pela intimidade espiritual e ferida de “Maya” (Tagore) e pelas ideias de Camus — o Absurdo, a lucidez que dói, o amor que tenta tocar o irredutível silêncio do mundo

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"Da vontade de gritar com todo meu amor."



Há um instante, quase imperceptível, em que o amor deixa de ser apenas sentimento e vira pergunta. Uma pergunta muda, suspensa entre dois corpos, que ninguém sabe responder. Talvez seja isso que Tagore chamava de maya: esse véu tão delicado e tão firme que cobre tudo, confundindo o que é desejo com verdade, o que é presença com sonho.


Eu te amo nesse lugar de incerteza — onde tudo parece ao mesmo tempo eterno e prestes a desaparecer.


Camus diria que amar assim é enfrentar o Absurdo no seu estado mais puro: olhar para alguém e perceber que nenhum gesto, nenhum abraço, nenhuma palavra é capaz de garantir permanência. E mesmo assim insistir. Mesmo assim se lançar. Mesmo assim arder.
Há uma melancolia suave na forma como eu te penso. Não é dor, exatamente. É mais como a consciência aguda de que te amar é tocar o limite daquilo que posso alcançar. Você é real o suficiente para me transformar, mas distante o bastante para que eu nunca te possua por completo.


E talvez seja por isso que minha alma se curva quando penso em você — não num gesto de rendição, mas de reverência.


No silêncio entre nós dois, sinto a doçura amarga de algo que não se explica. E não precisa. O amor não é uma equação a resolver, é uma chama que se aceita. Ainda que dance sozinha.


Às vezes, penso que te amar é como caminhar por uma manhã cinzenta: tudo parece frio e suspenso, mas o simples fato de você existir colore o horizonte com uma promessa que não sei se é real ou miragem. E mesmo assim eu sigo. Sigo porque, de algum modo, minha lucidez se curva diante da tua presença, não para se perder, mas para admitir que há uma beleza que ultrapassa qualquer lógica.


Eu te amo sabendo que o mundo é surdo às nossas súplicas. Que o tempo não para. Que nada garante que esse sentimento sobreviva ao próprio peso. E, ainda assim, eu escolho. Escolho com a teimosia dos que sabem que a vida é curta demais para esperar sentido, mas longa o suficiente para amar com profundidade.


Talvez o verdadeiro milagre não seja você, nem eu — mas o espaço brilhante que se abre entre nós, onde o impossível se arrisca a respirar. Ali onde minha lucidez machuca, mas não vence. Ali onde meu coração entende que continuar é o gesto mais humano que existe.
E se tudo isso não passar de ilusão, de maya, de sonho que se desfaz no vento, então que seja.


Prefiro o risco do encantamento à segurança do vazio.
Porque te amar, mesmo sem garantias, é o modo mais bonito que encontrei de existir diante do Absurdo.


Y.C (Para Nanyzita)

O Cárcere do Ontem
O relógio não perdoa o que foi breve,
O instante, fugaz, não se repete.
O ontem é cinza que o vento atreve,
E o tempo, severo, jamais se compromete.
Pode a vida trazer nova oportunidade,
Mas o brilho de outrora não volta ao lugar;
Quem vive de sombra perde a claridade,
Deixando o agora no abismo expirar.
A mente, cativa de um tempo vencido,
Ignora o presente, no vácuo flutuando,
Idealiza um futuro por medo tingido,
Enquanto a alma segue adoecendo e parando.
O receio do erro virou armadura,
A autossabotagem se faz soberana;
A vontade de agir se torna tortura,
Presa na teia da mente que engana.
Vazios repletos de entulho e memória,
Lixo tóxico que o peito consome.
Escrevemos o rascunho de uma vã história,
Onde o "eu" verdadeiro não tem rosto ou nome.
Nascemos no nada, buscando o saber,
Morremos tentando o mundo entender...
Mas na busca incessante por tanto aprender,
Esquecemos a meta de nos conhecer.


Poesia de Islene Souza

⁠Nenhuma religião foi — ou é — capaz de produzir provas claras e convincentes de sua instituição divina. O que elas apresentam como provas? Prodígios, milagres e a ideia de revelação. Ora, esses elementos estão presentes em todas as religiões. Se uma delas é falsa, todas o serão também, na medida em que todas, sendo diferentes e exclusivas, reivindicam o mesmo tipo de fundamento. Assim, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó não é mais verdadeiro do que os deuses dos gregos e romanos.

Marca que Floresce em Mim

Não foi no corpo que aprendi quem sou,
foi na alma lugar onde a dor vira rito,
onde o silêncio fala alto e o tempo guarda memórias
que às vezes voltam como vento antigo.
Mas mesmo quando a vida pesa,
meu coração insiste em pulsar bonito.

Carrego cicatrizes que ninguém vê,
mapas secretos de quedas e renascimentos;
já caminhei quebrada por dentro,
já temi o escuro dos meus próprios pensamentos.
E ainda assim, no meio do medo,
descobri que existe luz no meu movimento.

Hoje sei: não sou só o que doeu,
sou o que resistiu, o que cresceu, o que escolheu ficar.
Sou raiz que treme, mas não se desfaz,
sou coragem que aprende a respirar.
E mesmo com marcas que moram na alma,
eu sigo viva e sigo a me reinventar. ✨

Não foi no corpo que aprendi quem sou,
foi na alma lugar onde a dor vira rito,
onde o silêncio fala alto e o tempo guarda memórias
que às vezes voltam como vento antigo.
Mas mesmo quando a vida pesa,
meu coração insiste em pulsar bonito.

você foi a coisa mais difícil que eu tentei não mais amar, pois se eu não te amasse mais, deixaria de amar a mim mesmo, e se eu deixasse de amar a mim mesmo, não conseguiria amar mais nada além de você que eu nunca consegui deixar de amar.

Dia do Homem nunca chega né, Homem foi feito só pra pagar conta, ser fiel e trabalhar

⁠Uma das grandes lições que aprendi na vida, desde pequeno, foi me ensinado, pelas amigas negras lavadeiras que moravam nas Casas de Cômodos, num dos muitos, familiares subúrbios cariocas. A lição é bem simples e sigo ela, até hoje. A lição é sempre cultivar um bom e habilidoso mentiroso de bom coração, em sua vida. Por que qualquer sonho, grande ou pequeno sem uma boa dose de mentira, fica incompleto. De certa forma, deixa de ser um sonho e passa ser um objetivo a ser alcançado numa esperançosa racional previsibilidade. Até o nome, desta faculdade, ficou sem graça. Prefiro os sonhos com boas mentiras.

Ontem foi um dia triste mas luminoso, minha tia e madrinha Edylla, virou mais uma estrelinha no céu do RJ, aos 96 anos, foi se juntar na eternidade a nossa constelação materna familiar. Enfim, descanse em paz, querida madrinha.

O poço não é o fim do caminho, é muitas vezes o começo do propósito.
José foi lançado no poço pelos próprios irmãos, rejeitado e esquecido,
mas o fundo não o matou — o fundo o preparou.
Enquanto jogavam terra, Deus firmava raízes.
Cuidado com as palavras, porque a boca fala do que o coração carrega.
Provérbios nos lembra que a língua tem poder de vida e morte,
e a ironia que sai fácil pode ferir mais do que a espada.
Quem zomba hoje pode precisar do perdão amanhã.
Davi foi humilhado antes de ser rei,
Daniel foi lançado na cova antes de ser honrado,
Jonas desceu às profundezas antes de obedecer.
A Bíblia mostra: Deus trabalha no silêncio do fundo.
Quem pensa que o fundo do poço é o fim
ainda não entendeu que Deus transforma valas em altares
e lágrimas em testemunho.
Enquanto jogam terra, Deus faz nascer.

Davi foi rejeitado, esquecido até pela própria casa, ignorado por quem achava saber quem ele era. Mas Deus viu o que ninguém viu. Enquanto o mundo escolhe pela aparência, Deus escolhe pelo coração.
Nem sempre quem pensa saber o seu lugar, realmente entende o propósito. Às vezes, nem você sabe quem é, até Deus chegar e revelar.
A rejeição não era o fim de Davi, era o caminho. O que parecia atraso era preparo. Quando Deus decide, ninguém impede: Ele tira do anonimato, honra o esquecido e coloca no lugar que sempre foi seu por direito.