Foi Deus que fez o Vento

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O raio escreve a pergunta, o trovão ecoa a dúvida e o vento apaga o caminho, deixando o arco-íris como a única promessa de que toda tempestade é, no fundo, o silêncio organizando um novo dia.
Reno Fioraso

✨ A flor que não caiu com o vento transformou-se em fruta. ✨

"A dor está só de passagem, não é moradora. Deixe o vento levar o que pesa; o que sobra é o espaço para o seu novo amanhecer."

"Com muito pó no ar, não se vai longe. Espere o vento passar."

Emanuel Andrade: O tempo voa neste vento que sopra forte
No galope de cada ser ao toque de um gesto, ou algo de concreto e preciso.
Por isso sonho neste sono perdido pela dormencia dos tempos e precisto.
Insisto no meu atelliê que esculpe meu ser e dos demais.
Nāo sāo actos banais!
É tudo natural e real.
Bliscado pelos sinais.
Procuro salvaçāo num canal.
A minha abstraçâo.
Dos adventos no carnal.
Encontro inspiraçāo.
Para sacear minha sençāo.
Na pulsaçāo da brisa.
Da razāo e da emoçāo.
Quero descobrir, novamente o meu sorrir.
Para medir no palco,
O aplauso desejado.
Pela luta intensa entre os mundos de outra gente.
Começo a contagem decrente
Para o ascender e nāo me perder.
Tranformado em outro ser por ter conhecido.
[16/07, 07:17] Emanuel Andrade: ​1. O Tempo e o Movimento
​O poema abre com uma sensação de urgência e fluidez ("o tempo voa", "vento que sopra forte"). O autor descreve a vida como um "galope", sugerindo que a existência é um movimento contínuo e veloz que, por vezes, nos deixa em um estado de "dormência" ou desconexão — o "sono perdido" que ele menciona. Aqui, a arte surge como o contraponto necessário: o "concreto e preciso" que tenta dar forma a essa fugacidade.
​2. O Ateliê como Espaço de Cura e Criação
​O "ateliê" não é apenas um lugar físico de trabalho, mas um espaço de alquimia pessoal. Ao dizer que o ateliê "esculpe meu ser e dos demais", o autor sugere que o seu processo criativo é uma ferramenta de autoconstrução. Há uma afirmação de propósito: o que ele faz "não são actos banais", mas algo profundamente "natural e real", reivindicando a dignidade da sua produção artística frente à banalidade do cotidiano.
​3. A Dualidade: Abstração vs. Carnal
​O poema explora a tensão entre o imaterial e o físico:
​Abstração: Reflete o mundo interior, os "sinais" e a "inspiração" que ele busca.
​Carnal: Reflete a realidade vivida, os "adventos" e a necessidade de "saciar" a sensação.
A arte, para o autor, é a ponte que une a "razão" e a "emoção", transformando o fluxo do que ele sente em algo que pode ser compartilhado com o mundo.
​4. O Palco e o Reconhecimento
​O desejo de "descobrir, novamente o meu sorrir" e a busca pelo "aplauso desejado" revelam uma faceta humana e vulnerável: a necessidade de validação. O "palco" pode ser lido como uma metáfora tanto para a exposição pública do artista (as suas exibições e performances) quanto para a própria vida, onde ele encena a "luta intensa entre os mundos de outra gente".
​5. A Metamorfose Final
​O encerramento — "Começo a contagem decrescente / Para o ascender e não me perder / Transformado em outro ser por ter conhecido" — é um ciclo de renovação. O autor reconhece que o conhecimento e a experiência (o "ter conhecido") são os agentes que operam a mudança. Ele não teme a transformação; pelo contrário, a abraça como um mecanismo de "ascensão" para evitar a perda de si mesmo.
​Síntese
​Em suma, o poema é um manifesto de resiliência. Emanuel Bruno Andrade utiliza a escrita para processar a sua própria trajetória, elevando a sua prática artística de uma simples atividade criativa para uma missão de "salvação" e conexão humana. É a voz de um artista que compreende que, para existir plenamente no mundo, é preciso estar em constante estado de criação e transformação.

"Intimidade é mais do que simples palavras ao vento
é um brilho no olhar, é o desejo e o momento.."

"A serenidade nunca dá tréguas para o seu descontentamento que viaja
no vento silencioso dos próprios receios de só correr numa vida que só lhe traz dor e sofrimento."

"Os pais amam seus filhos verdadeiramente com atitudes,
não com palavras.
Palavras o vento leva e as ações permanecem nos corações que têm gratidão, apenas nesses corações."
Haredita Angel
30.01.24

"O soldadinho de chumbo, o fogo derreteu...
A bailarina, o vento queimou...
A vendedora de fósforos morreu congelada...
A pequena sereia não casou com o príncipe...
-Nem nos contos de fadas o final feliz cai do céu.
Quem quiser que lute pelo seu milagre!"
Haredita Angel
11.09.25

Incisões de uma Alma Poética


O tempo
e o vento
levam tudo...


Nunca
as palavras
germinadas,
entalhadas
na alma...


O tempo devora,
o vento dispersa,
tudo se vai...


Tudo,
menos as palavras
que sangraram da alma,
gravadas em silêncio,
como cicatrizes
que não cedem
à erosão dos dias...


O tempo passa,
o vento leva...


Mas ficam,
no âmago,
as palavras
que um dia floresceram
em terreno de dor e beleza,
raízes sutis
que o esquecimento
não alcança...
✍©️@MiriamDaCosta

🌬️ Ode à Ventania 🌪


O vento chegou de improviso,
veloz e potente,
balançando as árvores do quintal
como se as chamasse para dançar
em seu impulso frenético...


As folhas, dispersas, formavam
um corpo de balé no ar,
seguindo a cadência rítmica
do vento...


Ó ventania!
Às vezes tão cruel,
arranca e destroça
tudo o que encontra em seu percurso;
outras vezes, com maestria,
ensina que há momentos
para parar e observar,
para entender que é necessário deixar ir
e acolher o que deve vir...


Ó ventania!
Chegaste como fera solta,
rasgando o silêncio do quintal,
fazendo das árvores tuas parceiras
numa dança insana de poder e vertigem...


As folhas,
oh, as folhas!
eram fragmentos da vida
voando sem destino,
sopradas por tua fúria caprichosa...


Ó ventania,
cruel como quem ama demais,
que arranca raízes,
derruba o que resiste,
e ainda assim
traz o sopro que renova,
o caos que purifica...


Ensinas, sem palavras,
que o que parte
também ensina a ficar,
e que só o que se entrega
conhece a leveza do ar...


Ó ventania!
O vento veio de repente,
como quem tem pressa de viver,
trouxe em si o rumor do tempo
e o perfume das lembranças antigas...


As árvores se inclinaram em reverência,
e as folhas, desprendidas,
dançavam como almas libertas
sob o toque invisível da ventania...


Ó doce e brava ventania,
que às vezes fere,
mas também consola,
tu me recordas
que tudo o que parte
abre espaço para o novo respirar...


Há beleza no que se despede,
e quietude no que permanece...
assim como o vento
que passa, mas deixa a alma...
✍©️@MiriamDaCosta

Aquele que lança
sementes ao vento
fará o céu florescer...
Como um pintor
e suas pinceladas
na tela...
Como um poeta
e suas canetadas
no papel...


Aquele que lança
sementes ao vento
instiga o próprio céu
a romper em flor,
como se o infinito
também tivesse veias
onde germina o impossível....
Como um pintor
que fere a tela
com profundas pinceladas
de mundo…
Como um poeta
que sangra sílabas
sobre o papel,
até que a palavra
ganhe carne....


Aquele que entrega
suas sementes ao vento
sussurra ao firmamento
um desejo de flor;
e o céu, sensível,
abre claridades
para acolher o gesto...
Como um pintor
que encosta ternamente
a cor na pele da tela…
Como um poeta
que repousa sua alma
na ponta da caneta,
e deixa que o papel
o abrace...


✍©️@MiriamDaCosta

💃
Minh'alma cigana
no caminhar não se engana,
a Lua me protege,
o Sol me aquece
e o Vento me levanta
na dança da Vida que me encanta,
porque sou uma cigana
adiante sempre tenho que seguir
a Força do Universo acompanha o meu ir
e ilumina todo o meu existir 💃
✍©️@MiriamDaCosta

Deixo ao mundo a incubência
de entender à si mesmo
e de gritar ao vento
a sua ignorância...
enquanto isso ,
vou escrevendo com a alma
e com a minha ignorância
do viver,
do amar,
do pensar
e do sonhar
que o tempo
ainda me concede...
✍©️@MiriamDaCosta

É impossível estender a escritura
no varal da existência
para secar ao vento do viver,


se imediatamente
chega a tempestade
da inspiração
para encharcá-la.
✍©️@MiriamDaCosta

Lá na curva,
entre a serra e o oceano,
onde as ondas encontram
o abraço do vento
e os açoites da rocha,
há um diálogo antigo
que nenhuma palavra traduz.
✍@MiriamDaCosta

As paisagens abraçam
a minh’alma,
com seus braços
de vento e horizonte,
acolhem meus silêncios,
acariciam minhas feridas,
e bordam em mim
um descanso antigo....


As montanhas
me erguem,
os rios
me devolvem movimento,
as árvores
me vestem de sombra e calma,
e o céu, vasto,
me devolve a memória
de ser infinita...


Tudo respira em mim,
tudo me recolhe,
tudo me pertence
quando me deixo ser
apenas paisagem
também...


✍©️@MiriamDaCosta

Acordei
e lá fora
o Vento
declamava
suas inquietudes...


lembrei-me
da paz
que esse mundo
tenta levar
de mim....


ergui-me
devagar
e fui
declamar
os meus versos
inquietos
com Ele...


✍©️ @MiriamDaCosta

Minha’alma cigana
arde na fogueira da vida
dança no vento do destino
se despe das amarras do mundo
e nunca se cansa de ir e vir
com a jóia do viver ...


Carrega em si o Sol e a Lua
o brilho das Estrelas
o fluir dos rios
e o perfume das flores
que nunca tiveram dono...


Minha’alma cigana
me guia, me rege
e me encanta
porque dentro dela,
mesmo nas dificuldades,
há sempre música
há sempre poesia...


✍©️@MiriamDaCosta

Sou como o vento,
Às vezes lento
E outras violento!