Fogo
Mestre será que chegou o fim? Se você pensa no fogo, você se queima e se pensar na brisa a calma perdura a escolha é sua.
Eu fogo, você gasolina. Nós nos queimamos e nos atraímos com intensidade.
Você desperta a pessoa adormecida em mim, que queima, arde, machuca.
Nós nos machucamos, eu te incendeio.
Queria queimar, fazer fumaça, explodir e danificar tudo com você.
Mas sinto que, meu fogo pode ficar brando e não seremos tão intensos mais.
Meu fogo oscila, depende do clima e do dia, mas ainda sim, machuca e deixa marcas.
Você sempre gasolina, que pode ajudar mas também queimar, pode se alterar e deixar manchas.
Será que um dia vamos queimar eternamente ou simplesmente vamos nos repelir, para não causar estrago?
Ficar sozinho é como o fogo que ilumina quem quer ser iluminado e machuca quem não suporta a própria companhia.
O recipiente certo e fogo na temperatura adequada derretem qualquer metal, mas o ser humano é derretido pelos elogios
Certamente, vamos embarcar nessa jornada de palavras que elevam a alma e reacendem o fogo interior. Imagine um cenário onde a vida se abre como um livro de possibilidades infinitas, onde cada página virada é uma afirmação do nosso valor inato. A introdução dessa aventura é um sopro de ar fresco, um convite a reconhecer que, sim, merecemos coisas boas. Não por sorte, mas por direito divino de existir e contribuir com o brilho único que cada um de nós traz ao mundo.
Ter um culpado…
Colocaram fogo no restaurante comigo ainda lá dentro. As chamas lambiam as paredes como línguas de uma ira que nunca foi minha, mas, de alguma forma, sempre me escolheu como alvo. O calor não me assustou. Pelo contrário, senti uma espécie de familiaridade com ele. Eu, que vivi tantos incêndios na alma, agora era apenas mais uma peça no cardápio do caos.
Enquanto o teto ruía e o ar se tornava pesado, percebi: não valia a pena gritar. Quem acendeu o fósforo já havia saído pela porta da frente, talvez assobiando uma melodia de inocência fingida. E quem passava pela calçada, ao ver as labaredas, não pensava em salvar quem estava dentro. Pensava apenas no espetáculo da destruição. Porque é isso que as pessoas fazem, não é? Elas assistem.
Então eu olhei ao redor. Louças estilhaçadas. Mesas tombadas. Cortinas em chamas. E, pela primeira vez, senti uma espécie de alívio. Uma certeza incômoda, mas libertadora: se é pra me chamarem de culpado, talvez eu devesse ser. Não me restava mais nada pra salvar — nem o restaurante, nem a mim. Peguei o que sobrou de força, virei o gás no máximo e, com um fósforo que achei no bolso, devolvi o favor. Explodi aquele lugar como quem assina um bilhete de adeus: com firmeza, sem remorso, mas com estilo.
Saí pela porta de trás, enquanto os destroços ainda voavam pelo ar. A fumaça subia, preta como os julgamentos que viriam. E eu sabia que viriam, claro. Sempre vêm. “Por que você fez isso?”, perguntariam. “Por que não tentou apagar o fogo? Por que não pediu ajuda?” Ah, os paladinos da moralidade, tão rápidos em condenar e tão lentos em entender. Mas eu não queria me explicar. Explicações são como água despejada sobre um incêndio: às vezes apagam, mas quase sempre só espalham mais fumaça.
Ser o vilão era mais fácil. Mais honesto. Assumir o papel de quem destrói é menos exaustivo do que tentar convencer o mundo de que você foi destruído. Porque, no final das contas, ninguém realmente escuta. Eles só querem um culpado. E, se é pra ser apontado de qualquer jeito, que seja com a dignidade de quem escolhe o próprio destino.
Não estamos falando de restaurante. Nunca estivemos.
Livre de crenças
fantasmagóricas,
do inferno,
do lago de fogo...
assim como dos deuses
e seus aliados
que torturam e matam
seus seguidores
que os desobedecem.
Assim me deixou a
Filosofia.
"Não é preciso se queimar, basta se aproximar do fogo, pra sentir seu poder. É na aproximação de pessoas, aquecendo uma ideia que as coisas ficam mais fáceis, sujeitas a uma concretização."
Beber da água da tua boca,
me aquecer no fogo do teu corpo.
Me cobrir inteira com teus beijos,
e deixar que tua língua mate todo o meu desejo de viver um mistério com você.
Esses mc's idiotas devem me chamar de alteza
Pra queimar meu reino, você tem que usar fogo!
Eu não paro de balançar até eu me aposentar!
Agora vamos sacudir a festa e ver correto
Meus cortes são no tempo e rimas conectadas
Duvidas do amor, dúvidas até da luz do sol. Dúvidas que o fogo tenha calor. Duvidas até da verdade que a vida em ti. Duvides de tudo. Mais nunca duvides de meu amor por ti,
Duvidas do amor, dúvidas ate da luz dos sol, dúvidas que o fogo tenha calor, duvida até da verdade, duvides de tudo, mais nunca duvides de meu amor por ti, escrito por Armando Nascimento
A inspiração em Elias leva muitos a ansiarem por invocar o fogo do céu, mas menosprezam as virtudes mais admiráveis do profeta: uma fé inabalável, fidelidade, renúncia e um zelo fervoroso pelo Senhor.
Intensa como fogo perene e furioso, faminto por consumir tudo o que há pela frente. Teus olhos dilaceram os céus, sob a cólera das luzes das tempestades violentas, tal como um ensaio da fúria divina. Queimas, consomes a ti mesma, por teus amores, risos e dores, mas a violência da tua existência, como uma força da natureza, me lembra que existes e me questiono, livre de medos: Seria sadismo, desejar em doce agonia, infligir a minha própria carne e espírito esta doce pena, abraçando tuas chamas?
A cada dia me convenço: Só escreve bem quem sente ardor no peito. A chama é fogo em letra. O resto é vazio.
