Fiz a Escolha Errada
EXISTÊNCIA
De quem somos?
Nos colocamos a perguntar.
Não somos do mundo, nem daqueles que nos rodeiam e nos amam.
Somos d’Aquele que, para o Seu propósito, nos fez; designou nosso trabalho e o tempo que teríamos para concluí-lo.
Ao concluirmos… precisamos nos despedir.
Mesmo que cause dor, não somos donos de nossa existência; somos servos cumprindo um propósito em uma curta vivência.
Mas… por que choras?
Minha obra apenas terminou…
Quando completares a tua, nos veremos novamente, junto ao Autor da vida, que um dia aqui nos enviou.
Fui… até breve. ❤️❤️❤️
Te esperarei lá, com um grande sorriso e com aquele abraço que, por “segundos”, foi interrompido aqui.
Cícero Marcos
Muitas vezes certas mudanças são bastante difíceis de aceitar. É difícil perceber que tudo aquilo que você sonhou parece ter sido quebrado. É difícil poder acreditar que será possível construir tudo novamente, mas com uma direção totalmente diferente.
Sei muito bem o quanto é difícil enxergar coisas boas em meio a tantas mudanças inesperadas, mas para Deus toda essa mudança é necessária e importante para que Ele trabalhe a nosso favor. É doloroso olhar à nossa volta, lembrar do quanto corremos rumo aos nossos sonhos e sentir como se o vento estivesse levado tudo embora.
Uma mudança é um processo complicado, não é algo simples. É um processo de organização, determinação e coragem. Em algumas circunstâncias é dolorosa ou traumática.
Nossa vida não está imune às certas modificações, pois o ciclo da vida é realizado por diversas transformações. Às vezes temos medo da mudança porque não é fácil aceitar e mudar nossos hábitos e costumes.
Quando mudamos de casa, bairro, cidade ou até mesmo de família sentimos o impacto da adaptação.
A mudança parte de querer aceitar o porvir, largando os medos e os anseios. É necessário acreditar na esperança de dias melhores. Em certos casos, vivemos em uma vida a qual Deus nos convida a mudar. Ele sabe o melhor para cada um dos seus filhos. Quando acreditamos e recebemos a Cristo como Senhor e Salvador, aos poucos o processo de mudança é fixado em nossa vida e aprendemos a nos equilibrar de acordo com a vontade do Espírito Santo de Deus.
O que importa agora é pedir que Deus seja a nossa direção e que Ele nos faça aceitar a perfeita vontade do seu coração.
Mudar às vezes é necessário, mas uma realidade que nunca muda é o amor e a justiça de Deus que está sobre cada um de nós. O que Ele é ontem e é hoje, Ele é eternamente.
Nada é tão cansativo que a espera, isso pode gerar angústia e ansiedade. Passam horas, dias ou até mesmo anos e não conseguimos segurar o tempo. Às vezes o sofrimento atinge o nosso ser quando vemos o “tic tac” batendo e nada mudando em nossa vida. Deus quer que confiemos Nele, que confiemos em sua Palavra e em suas promessas.
Quando confiamos e temos fé no tempo do Senhor, aprendemos a esperar, amadurecemos, ganhamos experiências e recebemos a esperança de que a benção está a caminho. Quem nunca ouviu “espere no tempo do Senhor”? Pode até parecer algo clichê, mas é algo poderoso e verdadeiro. Devemos esperar no bom tempo de Deus, pois Ele tem preparado maravilhas para nós. No momento certo desfrutaremos das bênçãos de sua bondade.
Como é difícil confiar no tempo de Deus… Quando Ele nos faz uma promessa, ficamos alegres e confiantes no momento, mas às vezes com o decorrer do tempo passamos a nos cansar de esperar as coisas se realizarem. Muitas vezes nos esquecemos que o Senhor é fiel e verdadeiro em suas palavras. Muitas vezes nos sentimos preocupados porque não enxergamos as coisas acontecerem.
Às vezes nos esquecemos que Deus sabe exatamente qual é o tempo certo de cumprir tudo o que nos disse. Ele deseja que nós mantenhamos a nossa fé firmada Nele. Que possamos aprender a confiar e descansar Nele, pois no momento certo Deus chega com aquele presente maravilhoso para cada um de nós.
Foi percorrendo o deserto que encontrei minha verdadeira força e acredite, ela não vem de mim, vem dEle.
O que Jesus tem a ver com inteligência emocional?
Jesus sabia quando falar e quando silenciar. Sabia confortar o aflito sem absorver a dor, e sabia ver defeitos sem deixar de amar. Confrontava sem humilhar e respondia à altura — sem perder a compostura — a quem queria o ridicularizar. E, em meio a tantos acusadores, invejosos e julgadores incrédulos com o olhar, nunca sentiu a necessidade de provar alguma coisa — sendo capaz de disfarçar o milagre que acabara de realizar, como quem não quer que saibam, pois não sentia carência de aprovação.
Ele sabia quem era, de onde vinha e para onde ia. Seu propósito era claro, e ninguém o podia atrapalhar.
Jesus viveu pleno em todo momento, mesmo em um mundo de pessoas hostis. Basta observá-lo com profundidade, e aprenderemos segredos de como agir diante das hostilidades — e, principalmente, de como não sermos nós mesmos essas pessoas que provocam o caos relacional.
Poemas não precisam ser especiais. Escreve alguma coisa que gostaria de dizer. Sabe como é, coisas que você sempre quis falar.
O tempo sempre ameniza a dor. Mas, quando a tristeza é tão profunda, você enterra.
“O tempo é o mestre invisível que ensina a existir, molda com dor, corrige com o silêncio e, ao final, consome o próprio ensinamento para devolvê-lo à eternidade.”
M. Arawak.
“A motivação não nasce do grito, mas do instante em que o cansaço e o desejo se olham e a alma decide continuar viva.”
M. Arawak
Ser humano…
é sentir a dor do outro como quem escuta a própria alma.
A empatia… é o idioma que une os mundos, a tradução silenciosa entre o que somos… e o que poderíamos ser.
Nenhuma palavra cura mais… do que a escuta.
Porque ouvir… é tocar o invisível com o coração desperto.
A verdadeira humanidade começa… quando o eu se curva diante do nós, reconhecendo… que não existe plenitude sem partilha.
A compaixão é o gesto que transforma o sofrimento em elo, o abismo em ponte, a dor… em comunhão.
Quem se comove diante do outro… já está em oração.
Porque, nesse instante, a alma recorda… que toda vida…
é uma só respiração.
Onde os Tempos se Tocam
Dizem — nas margens do que chamamos de realidade — que viver é mais do que mover-se entre dias.
É atravessar uma ponte invisível,
lançada entre o que já foi e o que ainda pulsa para nascer.
Cada passo que damos arrasta consigo vozes que não ouvimos mais,
mas que ainda nos atravessam como brisas ancestrais.
Não começamos onde pensamos.
E não caminhamos sozinhos.
Seguimos por trilhas abertas por mãos que hoje jazem na memória do mundo.
E mesmo sem perceber, somos continuidade:
pedaços de um legado que nos habita sem pedir licença,
que se acende nos nossos gestos mais íntimos,
e nos sonhos que julgamos originais.
Talvez o passado não esteja atrás de nós —
mas entrelaçado no agora, como uma raiz viva sob nossos pés.
Talvez sejamos o sonho deles.
O desejo sussurrado por alguém,
em uma noite de incerteza, sob outro céu,
pedindo que o mundo não esquecesse de existir com beleza.
Mudamos os cenários.
Mudamos as palavras.
Mas será que mudamos, de fato, os enredos?
A humanidade, em suas vestes rotativas,
parece buscar sempre o mesmo:
pertencer. durar. compreender.
E nesse movimento repetido, a cultura se faz semente.
Ela não é um museu de coisas mortas,
mas uma constelação de sentidos vivos —
uma tapeçaria tecida em conjunto,
em que cada história contada é um ponto que costura
feridas e esperanças, memórias e futuros.
Mas… e se tudo isso estiver se perdendo?
Não por maldade. Mas por distração.
Por esquecermos de escutar os mais velhos.
Por desligarmos os rituais do cotidiano.
Por tratarmos como ornamento aquilo que é fundamento.
Porque cultura não é espetáculo — é espelho.
Não é passatempo — é permanência.
Ela pulsa, sustenta, atravessa.
É a herança que escolhemos manter viva.
E mais do que isso: é o espelho onde o coletivo se reconhece.
Em cada tambor ressoado, em cada canto preservado,
em cada arte que resiste ao esquecimento,
há um sinal:
não estamos sozinhos.
Nem no tempo. Nem no destino.
Somos aqueles que recebem e entregam.
Que carregam e renovam.
Que repetem não por inércia,
mas por reverência.
E talvez — apenas talvez —
o mais sagrado de sermos humanos seja isso:
participar do fluxo que une o primeiro gesto ao último suspiro.
Do fogo primordial ao toque digital.
Agora, pare.
Respire.
Sinta o tempo tocando você por dentro.
E se tudo isso ainda estiver acontecendo —
porque você aceitou continuar o fio?
M. Arawak
PROVAVELMENTE NÓS
Talvez já tenhamos querido demais.
Talvez tenhamos acreditado que o mundo ia se curvar aos nossos planos, e que bastava querer para merecer.
Corremos, nos perdemos, acumulamos, e quando finalmente paramos, descobrimos que o que pesava não era o que faltava, era o que sobrou.
Nada brilha tanto quanto a paz de poder respirar sem culpa, o resto, com o tempo, enferruja.
A vida nunca pediu que fôssemos perfeitos, ela só queria que estivéssemos presentes.
Mas a gente inventa metas, disfarces, pressas.
Esconde o que sente, finge que entende, sorri quando a alma está cansada.
E mesmo assim, a vida insiste, puxa pela mão, devolve o olhar e diz: fica aqui, só por hoje, só por agora.
A gente erra, e como erra.
E dói, dói fundo, dói na carne, dói onde a gente achava que já tinha cicatrizado.
Mas é no erro que o orgulho quebra, e quando o orgulho quebra, entra luz.
O chão é um bom professor, a queda ensina o que o sucesso disfarça, a dor, por mais muda que pareça, ainda fala a língua de Deus.
Nem sempre dá pra achar beleza em tudo.
Tem dia que a vida parece um corredor estreito, sem janelas.
Mas às vezes basta um gesto pequeno, alguém que escuta, um sorriso que atravessa a distância, um copo d’água oferecido sem pressa, e pronto, a luz volta.
Não porque o mundo mudou, mas porque o coração amoleceu um pouco.
A beleza é teimosa, aparece mesmo nos lugares em que a esperança já desistiu.
A vida é um caderno meio amassado, cheio de páginas rasuradas, frases inacabadas e marcas de café.
A gente tenta escrever direito, mas o tempo tem o péssimo hábito de virar a página antes da hora.
Mesmo assim, escrevemos.
Erramos as palavras, corrigimos depois e seguimos.
Um dia, talvez, a gente entenda por que certas linhas só fizeram sentido lá no fim.
O que importa mesmo não é o que deixamos no mundo, mas o que deixamos nas pessoas.
Um olhar, um cuidado, um gesto qualquer que acendeu um dia bom na vida de alguém.
O resto se apaga.
A vida não guarda diplomas nem moedas, guarda afetos.
O que nasceu do amor não conhece esquecimento.
Ser simples é o que sobra quando o barulho acaba, quando as exigências diminuem e o peito aprende a respirar em paz.
Ser simples é andar leve, ouvir mais do que falar, parar de querer vencer o tempo.
Não é desistir, é finalmente entender.
Talvez seja isso que a vida esperava da gente desde o começo, que deixássemos de procurar grandeza e voltássemos a ser inteiros.
M.Arawak
