Final
Somos a primavera que nunca se cansa,
O livro que se abre, sem ter mais final.
No tempo, pairamos, em terna dança,
Um amor que a vida não pôs no portal.
Somos jovens demais para a dor que nos toca,
Para o adeus que o futuro insiste em soprar.
A alma, ingénua e forte, ainda se choca
Com o cinza que a aurora há de nos mostrar.
Éramos a promessa, o brilho sem fim,
Agora, a saudade que o hoje não sente.
Eternos amantes, neste jardim,
Jovens demais para sermos... ausentes.
Que possamos semear boas sementes em cada dia da semana,para que no final tenhamos muitas flores para colher e distribuir com sorrisos,carinho amor e satisfação e a benção de Deus.
Tenho compaixão por todos aqueles que passam pela vida sem plantar a flor do bem e no final morrem sem ter florescido por terem perdido o caminho de Jesus.
Na vida, só ficamos bons mesmo quando estamos no final.
É por isso que elogia-se tanto a quem morre, porque torna-se perfeito. Perfeito quer dizer "feito por completo". Enquanto estamos vivos, estamos nos fazendo e refazendo.
É ruim ver que o ano passou rápido, mas ao mesmo tempo é muito interessante olhar para trás e ver o quanto crescemos, o quanto foi feito e refeito enquanto os ponteiros do relógio giravam.
E assim seguimos, aperfeiçoando até o dia em que seremos chamados de "perfeitos", feitos por completo. É uma pena que esse tipo de elogio sempre seja dado a quem não pode mais ouvir, mas de certa forma, é o trajeto da vida.
"Se não pagar o INSS pode ter um final de vida de sofrimento. Sem dinheiro, na miséria. Os desleixados não são contemplados por Deus". Ademar de Borba
Às vezes, mesmo doendo muito, a gente precisa colocar um ponto final. Pelo bem da nossa saúde mental, é necessário dizer: essa será a última vez que essa pessoa faz eu me sentir assim. Seja família, amor ou nas relações de amizade.
Nem mil palavras
As vezes o que adiamos hoje pode ficar sem um ponto final amanhã,
O céu é lindo, mas as nuvens são passageiras das paisagens, então tudo muda numa velocidade incrível o tempo todo, porém permanece lindo nas memorias fotográficas,
A tua presença vale mais do que mil palavras, ela não cabe na escrita, o teu peso é maior do que o ouro.
Final rima com breu, solidão e partida
Rima com falta de abraço e também com despedida
Final rima com ternura que deixou de existir
Rima com planos desfeitos e com chão a se abrir
Final rima com vazio que aperta, que dá nó
E rima com o antigo "nós" que agora ficou só.
Aguente o processo até o final, sei que está doendo, já pensou até em desistir, fique tranquilo, está acabando, falta só mais um pouquinho. Tudo isso é preciso, pois, Deus está te preparando para algo grandioso.
A vitória está logo ali.
"Existem pessoas que criam máscaras dizendo que amam você, mas no final, são apenas máscaras descartáveis."
Trecho Final do Capítulo Sétimo — Irmãos Forjados na Vida, no Som e no Fogo da Amizade
Quando o protagonista respira fundo e mergulha nas memórias, percebe que sua história não foi escrita sozinho.
Foi escrita a muitas mãos, cada uma com sua marca, seu talento, sua loucura e sua luz.
E é lembrando desses irmãos que ele entende a dimensão do que viveu.
Daniel Thomazi — o Daniel Punk.
Irmão de alma.
Baterista de pedais duplos que parecem motores de avião, guerreiro de palco e da vida.
É aquele que não foge da batalha — entra nela junto.
Amigo que segura o escudo com uma mão e empurra o amigo com a outra, pra ninguém cair.
Com ele, o rock virou alicerce e o tempo virou evidência.
Erick Batista.
Artista de traços profundos, mãos que criam mundos.
Tatuador em evolução, professor de artes em gestação, músico escondido que um dia ainda vai subir num palco e surpreender até a própria sombra.
É o amigo sensível, inteligente, cheio de dons que vêm à tona quando a vida pede cor.
Um daqueles espíritos raros que enxergam além da superfície — e por isso, vira irmão sem esforço.
Vitor Santos.
Piloto de motos que vive o vento como se fosse oração.
Motorista de carro e ônibus com a mesma habilidade com que escuta o coração dos amigos.
Companheiro silencioso, presente, firme — daqueles que seguram a barra com naturalidade.
Um futuro brilhante caminhando ao lado deles.
Gustavo Melo.
Guitarrista em evolução, pai a caminho, mente afiada.
Esforçado, dedicado ao instrumento e à vida.
Um amigo leal que está crescendo, aprendendo, e preparando um mundo inteiro para receber seu filho.
Toda a roda vibra de alegria por ele.
Wandeson Franklim Real.
Baixista de alma pesada e coração manso.
Ex-integrante de banda de Black Metal, estrategista da vida, homem coerente, pai presente, parceiro de caminhada sólida.
Segue firme com o filho e a mulher — afinando a vida como afinava o baixo.
Márcio Motorhead.
O maluco beleza.
O andarilho das bikes, viajante de horizontes, visitante de eventos, colecionador de histórias.
Amigo de todos, sempre pronto pra ajudar, sempre com sorriso, sempre com estrada nos olhos.
Um espírito livre que dá cor ao grupo.
J.G.N — Netinho Tatuador.
Artista da pele, desenhista talentoso.
Trabalhador que constrói o futuro na base da persistência e da tinta.
Amigo fiel, de presença firme.
Diogo Oliveira.
Profissional da saúde, cuidador de idosos, maqueiro com alma enorme.
Um amigo que descobriu o valor dos verdadeiros e retribui sem falhar.
Luta diariamente pra construir um futuro honesto, humano e brilhante.
Raimundo Matos — o Raimundynho Nu Metal.
Guerreiro de verdade.
Um amigo que carrega o peso da família nos ombros sem reclamar, e ainda encontra forças pra apoiar todos desta lista.
Inteligente, esperto, resiliente.
Batalhador que busca evolução — emocional, espiritual e financeira.
Johnny Souza.
Coração gigante.
Queria abraçar todos os amigos de uma só vez se tivesse braços pra isso.
Sempre preocupado com os de verdade, sempre puxando o grupo pras reuniões, pros eventos, pro rock.
A bondade dele é o tipo de bondade que o mundo esqueceu que existe.
Maycon Lima.
Aço e alma.
Amante de academia, trabalhador dedicado, cabeça boa, espírito aberto.
Sente felicidade verdadeira quando está com os amigos do rock — e essa sinceridade é rara.
Anderson Yang — Flu Tattoo e Rock.
Artista completo: tatuador de mão firme, desenhista impecável, pintor de quadros, criador de letras perfeitas.
Tricolor apaixonado, amigo exemplar, presença marcante nas rodas de rock e nos encontros de gente que pensa e sente.
E então vem ele, o sangue da vida:
Estevão de Carvalho.
Sem número, sem ordem — porque irmão de verdade não entra em lista.
Desenhista de mão divina, capaz de criar qualquer arte em papel ou tinta.
Não é tatuador, mas quando pegou a máquina duas vezes, fez o grupo inteiro ficar sem palavras.
Companheiro, parceiro, presença indispensável.
O protagonista olha para todos esses nomes — não como uma lista, mas como constelações.
Cada um com seu brilho, seu talento, sua loucura, seu estilo.
Cada um afinando um pedaço diferente da vida dele.
E a verdade explode no peito dele como um solo de guitarra:
“Amizade verdadeira é banda.
Cada um toca um instrumento,
cada um tem seu ritmo,
mas quando toca junto…
até Deus para pra ouvir.”
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CAPÍTULO OITO – DEDICATÓRIA FINAL
Este livro é dedicado a todos que caminham com o coração inquieto, mas seguem firmes como quem atravessa a noite sabendo que o amanhecer sempre chega.
É dedicado aos irmãos de alma que viajaram comigo entre sombras e clarões, que bateram as próprias dores como quem bate um tambor em ritmo de guerra, e que descobriram, comigo, que a amizade verdadeira não se mede por sangue, mas por presença e lealdade diante do caos.
É dedicado aos que compartilham o brilho do rock, essa chama indomável que nos uniu — uns com guitarras, outros com lápis, outros com histórias de estrada, outros com sorrisos raros que não se compram.
A vocês, que resistiram à inveja, ao cansaço, à distância, aos julgamentos e às tempestades mentais que às vezes rasgam a alma… este livro carrega um pouco do que aprendemos juntos: que ninguém solta a mão de quem sangra e luta do nosso lado.
Mas esta dedicatória não é só nossa.
Ela é também para você, leitor ou leitora, que entrou neste labirinto de capítulos e encontrou aqui algo seu — uma dor escondida, uma memória amarrada, uma esperança adormecida, ou apenas a sensação estranha de que estas páginas foram escritas com um pedaço da sua própria vida.
Se em algum verso, alguma imagem, algum pensamento você sentiu que era visto, compreendido, ou abraçado… então este livro já cumpriu seu destino.
Seguimos, todos nós — amigos, irmãos, leitores, e os que ainda virão — como uma pequena constelação de almas resistentes, carregando o que o rock ensinou:
que o mundo pode até tentar nos calar, mas nunca vai apagar o som que fazemos juntos.
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No final todos sonhamos e desejamos as mesmas coisas. Independente do sexo. Não sei dizer se conquistamos por talento, merecimento ou devido ao momento. De certa forma, tudo se repete de um jeito diferente na vida das pessoas. Então porquê dificultamos as coisas? Já não sei mais o que eu quero ou onde chegar...Apenas vou.
