Mensagens de final de ano para alunos da educação infantil cheias de carinho

Nenhuma mulher deveria passar dias sozinha com a criança nos braços. A maternidade é fácil quando estamos acompanhadas. Não quando somos julgadas, criticadas ou aconselhadas. Simplesmente ter outras pessoas por perto, se possível outras mulheres que estão passando pela mesma fase.

Quando nós, pais, temos dificuldade de dar à criança aquilo que ela pede, devemos rever nosso próprio desamparo infantil ao invés de colocar a culpa na criança.

⁠Pare! VOCÊ, não é mais uma CRIANÇA.
E VOCÊ! sabe muito bem o que está FAZENDO.
RECEBEMOS o que mais DAMOS,
Depois, não diga que o MUNDO é INJUSTO.
E que VOCÊ, nunca teve uma CHANCE.
RECOMPENSA maior é o MÉRITO.

⁠"Queria ser criança para sempre, mas as responsabilidades chegam e invadem a vida sem pedir permissão."

⁠Muitos querem ter filhos, mas poucos querem se dedicar a amar, cuidar e educar uma criança como ela realmente precisa e merece.

⁠⁠"Criança interior."
Quando ouço estas palavras, eu imediatamente penso na minha criança interior de sete anos.
Pois eu vivi uma infância feliz e saudável, até esta idade.
Após esta fase, amadureci cedo demais; conhecendo a verdadeira realidade da vida.
E você, quantos anos tem a sua criança interior?

⁠Atualmente é comum ouvir as mães dizerem que a criança é desobediente, só que essa afirmação se torna inválida a partir do momento que não há ninguém para que ela obedeça.

⁠Sabe, quando eu era criança, acreditava em tantas coisas mágicas: Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, contos de fadas... Tudo parecia possível, tudo era cheio de encanto. Mas aí a gente cresce, e a vida começa a nos dizer que é besteira acreditar nessas coisas, que precisamos ser mais “pé no chão”. Só que, honestamente? Eu não consigo ser assim.
Eu ainda acredito em clichês. Ainda me pego sonhando com finais felizes, ainda choro em filmes românticos, ainda acho lindo quando vejo um pedido de casamento. E, às vezes, isso me faz sentir meio bobo, como se o mundo dissesse que eu deveria ser mais duro, mais cético. Mas por que eu deveria? O que há de errado em querer enxergar a beleza e o amor nas pequenas coisas?
A vida já é cheia de momentos difíceis, de dores e decepções. Então, se acreditar no amor, nos finais felizes, ou até mesmo em um pouco de magia torna tudo mais leve, por que eu abriria mão disso? Talvez seja isso que ainda mantém viva aquela criança dentro de mim, aquela que nunca deixou de sonhar. A magia não está lá fora, está dentro de nós, e eu ainda escolho mantê-la viva.

⁠Entendo que as crianças têm duas “obrigações”: brincar e estudar.

No Reflexo da Varanda

O som das crianças sobe leve,
como lembrança antiga do riso solto —
brincam embaixo do bloco,
e cada eco é um sopro de vida.

Na TV, o jazz — Lost in Whiskey Nights —
derrete o tempo,
faz a noite respirar em notas lentas,
como se o vento também improvisasse.

A cidade lá fora pisca, infinita,
um colar de luzes que se estende
até onde o pensamento alcança.
E ali, no vidro, estou eu —
entre o reflexo e o horizonte,
entre o silêncio e o som.

Escrevo um diário que também me escreve,
palavras que nascem do jazz,
da solidão boa,
da brisa que entra pela varanda.

E percebo:
a vida também é uma canção de fundo,
tocando suave,
enquanto a cidade inteira
dança em silêncio comigo.

Se foi o tempo!

Se foi o tempo em que crianças brincavam
Se foi o tempo em que crianças dançavam
Se foi o tempo, Ciranda Cirandinha ninguém sabe o que é
Queimada, esconde-esconde, amarelinha, ninguém sabe e ninguém quer
Se foi o tempo, elástico, bambolê e boneca
passa-anel, pula corda, peteca
pião, pipa e bolinha de gude,
Betz, pega-pega
Muita alegria e muita saúde

Hoje a tecnologia tomou conta
Curupira, Lobisomem não amedronta
Se tirar o celular tem afronta,
Brincadeiras coletivas estão se acabando,
nossos filhos estão se perdendo
Neste mundo de adultos que aprontam.

“Você por você”

Desde criança, eu me perguntava em silêncio,
por que os outros sempre partiam primeiro,
por que as mãos que eu segurava com afeto
soltavam tão fácil, sem olhar pra trás.

Fui leal — até nas horas que doíam,
e mesmo assim, vi portas se fecharem,
vi sorrisos trocados como moedas gastas,
vi meu nome se perder nas conversas alheias.

Cresci, e o eco se repetiu:
amores que se desfazem,
família que esquece,
ausências que doem mais que palavras.
Passei dias trancada em mim mesma,
com o mundo batendo à janela
e ninguém notando o som do meu silêncio.

Aprendi que laços também se rompem,
que o sangue nem sempre aquece,
e que a solidão pode ser casa —
quando o amor não é abrigo.

Hoje, caminho leve, mesmo ferida,
porque entendi o que a vida grita:
no instante em que o cordão umbilical é cortado,
é você por você —
sempre foi.

A experiência é o melhor dos professores; só que as taxas escolares são pesadas.

Thomas Carlyle

Nota: A citação é atribuída a Carlyle. Não se sabe se ele foi o verdadeiro criador da frase, mas o escritor escocês ajudou a popularizá-la.

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Se eu pudesse te dar um conselho sobre como criar uma criança: solte a mão. Nós, pais, fazemos tudo quanto é coisa. Tentamos fazer tudo perfeito. Mas não temos controle nenhum. Precisamos aceitar isso.

⁠O meu cabelo é chapado, sem precisar de chapinha
Canto rap por amor, essa é minha linha
Sou criança, sou negra
Também sou resistência
Racismo aqui não, se não gostou, paciência

As crianças são puras de natureza
Inocentes de coração
fantasiam um mundo perfeito
Onde pode ser qualquer coisa, é só usar a imaginação.
Ao crescer as convicções mudam
A realidade frustra,
E fica o desafio de manter essa criança viva, cheia de esperança e força para continuar acreditando que ser só depende de você!

⁠A escola do tempo não tem pressa de ensinar, você que decide quando é hora de aprender.

⁠E quando se sentir mal chore,
Chore como quiser,
Chore como uma criança que quebrou um brinquedo,
Ou como um bebê que necessita de atenção,
Chore e sinta muita emoção
Mas não desperdice as suas lágrimas
E o seu tempo com Aquilo que você não pode mais concertar,
Pois o tempo ele não pode voltar

Eu nasci para cantar. Desde criança, já sabia que esse seria o meu caminho. É uma coisa que está ligada à minha energia e à minha essência.

Gal Costa
CRUZ, Felipe B. “Tenho uma alma jovem”, afirma Gal Costa. Veja, 29 mar 2021.

Ser criança é...
perdoar com facilidade,
amar com sinceridade
e viver como se não houvesse posterioridade.
Ser criança é ser feliz de verdade!