Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Falar a verdade a um amigo é uma perspicácia, e nem sempre lhe garante permanecer na amizade.

Nara Nubia Alencar Queiroz

Que o Natal seja sempre a representatividade da família, do amor, da união, da simplicidade, da gratidão, do perdão e da paz.
Feliz Natal!

Palavras não mudam as pessoas. O que as transformam são os fatos, que muitas vezes são impactantes. Não gaste seu tempo tentando ensinar, quem não quer enxergar o óbvio.

Nara Nubia Alencar Queiroz

⁠Que seu dia seja tão incrível como você!
Sorria e ele será melhor ainda.

⁠O autocuidado melhora a autoestima, a autoconfiança e aprimora o autoconhecimento.

A Oficina dos Dias

Somos retalhos de vivências
alinhavados pelo tempo, sem pressa.
Cada um carrega no avesso do pano
o mapa de uma guerra, o sal de uma promessa.

Não nascemos inteiros. Fomos feitos
na oficina de perdas e achados.
Um pedaço veio do primeiro tombo;
outro, do beijo que ficou calado.

Buscamos sinais no passado
como arqueólogos de nós mesmos.
Escavamos a argila da memória
para entender o molde do que tememos.

E o que achamos? Um baú sem chave,
onde o riso dorme ao lado do pranto;
onde o nome que não dissemos
ainda ecoa num quarto.

Reciclamos paixões, sim.
Somos mestres em alquimia tardia.
Pegamos a cinza de um amor que não vingou
e fazemos dela nova poesia.

Tiramos do mar do esquecimento
náufragos que julgávamos mortos:
uma carta, um cheiro, uma música antiga,
e o peito vira cais, vira porto.

Nos deleitamos com as lembranças
não por fraqueza de quem não anda,
mas porque toda raiz precisa
da água escura que a expande.

Guardadas na alma, elas fermentam:
são vinho velho em pipa de osso.
Quando a vida aperta a garganta,
um gole de ontem desfaz o nó grosso.

Injetamos vida no que foi
com a agulha da insistência.
Ressuscitamos instantes banais
e os coroamos de transcendência.

Porque viver não é linha reta:
é espiral que volta e avança.
O menino que fomos nos olha
e cobra do homem a mesma esperança.

Somos feitos de fins que viraram meio,
de adeuses que aprenderam a voltar.
Cada cicatriz é uma costura
onde a luz resolveu morar.

E se alguém perguntar do tecido
que veste a nossa humanidade,
responde: é colcha de mil histórias,
remendada com dor, com fé, com saudade.

No fim, quando o corpo cansar
e a linha da vida se romper,
que nos enterrem com essa colcha:
pois fomos tudo o que deu para ser.

Quem é escravo dos próprios impulsos nunca será senhor do próprio futuro. 13/07/2026

A Proteção de Deus é tudo.

A beleza da escuridão, para mim, nunca esteve na ausência da luz, mas na ausência das mentiras, nela eu não preciso fingir que estou bem, não preciso esconder o peso que carrego, nem sufocar as lágrimas que insistem em cair, ela não espera que eu seja forte, não cobra um sorriso, não exige que eu continue quando tudo em mim quer apenas silenciar, ela apenas me recebe, do jeito que eu sou, quebrado, cansado, perdido, com a alma cheia de cicatrizes que ninguém consegue enxergar, ela conhece os meus silêncios mais profundos, escuta os gritos que nunca tiveram voz, abraça as partes de mim que o mundo aprendeu a ignorar, e, enquanto todos procuram respostas, eu encontro nela um lugar onde posso simplesmente existir, sem medo, sem máscaras, sem precisar convencer ninguém de que a dor é real, porque a escuridão nunca me julgou, nunca me abandonou, ela apenas ficou, quando todos os outros partiram.

A Sala Que Não Existe


Ninguém se lembra de quando o Professor Cálculo começou a lecionar na escola. Alguns dizem que ele já estava lá antes do prédio ser construído — e que foi ele quem escolheu o terreno.


Seus olhos eram cinzentos como giz velho, e ele nunca piscava enquanto escrevia na lousa, como se algo o observasse através dela.


Toda sexta-feira, às 23h13, os corredores da escola rangiam sozinhos, e uma porta surgia no fim do corredor — a Sala 13, que de dia simplesmente não estava lá.


Os alunos que entravam nessa sala nunca mais eram os mesmos. Voltavam pálidos, com os olhos vazios, murmurando números que não faziam sentido, como se algo tivesse arrancado pedaços de suas mentes.


Dizem que o professor não ensinava mais ninguém — ele colecionava. Cada aluno que falhava seu teste desaparecia da chamada, e no dia seguinte havia uma cadeira nova, empoeirada, como se estivesse ali há décadas.


Uma noite, uma aluna ficou até tarde e viu o que ninguém deveria ver: o Professor Cálculo, sem rosto, escrevendo o nome dela na lousa com as próprias unhas.


Ela correu, mas quando olhou para trás, a escola inteira havia sumido — e ela nunca mais encontrou o caminho de volta para casa.

O Enigma do Professor Números


Era uma vez, numa escola esquecida no fim da floresta, um professor que ninguém via envelhecer. Chamavam-no de Senhor Ângulo, e seus olhos brilhavam como giz sob a lua cheia.


Contam que ele trocara sua alma com uma bruxa por uma lousa mágica: quem errasse uma conta em sua sala, desaparecia entre os números, virando apenas um sussurro na equação.


Toda noite de lua cheia, o relógio da escola batia treze vezes, e o Senhor Ângulo abria a porta da sala 13 — que de dia não existia.


Diziam as crianças que, se você resolvesse seu problema mais difícil, ganhava um desejo. Mas se errasse... seu nome sumia da chamada para sempre, e uma nova carteira vazia aparecia no fundo da sala.


Uma menina corajosa, chamada Alice, decidiu desafiá-lo. Resolveu a equação impossível sob a última página do livro proibido de fórmulas antigas.


O professor sorriu — pela primeira vez em cem anos — e sussurrou: "Finalmente, alguém quebrou o feitiço."


A escola inteira acordou de um sono de gerações, e o Senhor Ângulo, enfim livre, desapareceu como pó de giz ao vento.




Ficou bem mais tenebroso, com o professor como uma figura misteriosa e ameaçadora, sem muito foco em contas de matemática. Quer que eu deixe ainda mais sinistro, ou ajuste o final para deixar em aberto (tipo "ela ainda está lá...")?

É melhor um amigo verdadeiro que dinheiro no bolso

Olhar para você sabendo que nunca vamos ter nada além de uma troca de olhares é uma das formas mais silenciosas de sofrer.

Há olhares que não dizem nada. Ainda assim, há quem passe uma vida inteira tentando entendê-los.

Quem ama de verdade faz por vontade, não porque o outro precisou pedir.

Eu gosto de olhar para os seus olhos. O difícil é sustentar o olhar quando você também me olha. Porque tenho medo de que você enxergue um sentimento que eu passei tanto tempo tentando esconder.

É estranho como a gente pode saber exatamente a verdade e ainda assim, continuar presa a uma esperança que nasce toda vez que dois olhares se encontram.

Talvez o problema nunca tenha sido gostar de você. Talvez tenha sido acreditar que um olhar pudesse responder perguntas que você nunca fez questão de ouvir.

A minha razão já aceitou que nunca vamos ter nada além de uma troca de olhares. O problema é que o meu coração esquece disso toda vez que encontra os seus olhos.

Olhar para você nunca foi difícil. Difícil é acreditar que os meus olhos consigam guardar um segredo toda vez que encontram os seus.