Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Nem sempre o perdão é sinônimo de mágoas passadas. Mesmo assim é gratificante perdoar, pois o íntimo se torna um rio de mágoas calmas e cristalinas. Em suma, o perdão liberta o perdoado e despolui o perdoador.

Cremos no nosso Deus, cremos no vosso Deus. Porque Deus é um só, o conteúdo é um só. A forma de chegarmos a Ele, sim, é diferente.

Ser feliz é não esperar no amanhã o que se pode viver hoje. Agradeça e aproveite por cada momento. A vida passa os momentos ficam para sempre.

Hoje eu sei, mais do que nunca, que o mundo da muitas voltas e nelas muitas coisas deixam de ser o presente e se tornam o passado, assim como o futuro remoto se torna o agora. Não percebemos as mudanças na sua alvorada e sim quando nos pegamos sentindo certa nostalgia e reparamos aí que essa saudade é um mero reflexo de que aquilo em que pensávamos não é a mesmo o que pensamos hoje, aquilo que achávamos que era importante hoje não merece tanta relevância, aquilo que gostávamos eram apenas expectativas, e sim, aqueles em que pensávamos, dotávamos de importância e gostávamos hoje são lembranças. Não são tudo e todos que acabam no passado. Existem sentimentos, pessoas, lugares, coisas, que são imutáveis em apenas uma volta, precisam de aperfeiçoamento e continuação, ou, simplesmente, não mudam jamais. São estes bens que aquecem o meu coração a cada volta, a cada ciclo que encerro e começo. Hoje estou encerrando um ciclo e começando outro. Por quê? Por que estou me sentindo nostálgica, ou seja, sofri milhões de metamorfoses, naquilo que penso, naquilo gosto, naquilo que sinto. Esse novo eu deixou para trás, não porque quis e sim porque é necessário, algumas opiniões, alguns atos, algumas pessoas e abriu espaço para novas emoções e sensações. Esse novo eu ainda tem um coração aquecido com os bens imutáveis, mas precisa buscar novos horizontes, novos ideais e novos afetos.

Não agradeça pelo amor que lhe é dedicado, o melhor caminho é retribui-lo...

Amar é viver uma nova história todos os dias, a cada por do sol, e a cada renascer, toda a conquista recomeça, não para provar que é o melhor, e sim para demosntrar que ela é especial!

Tenho horror a hospitais, os frios corredores, as salas de espera, antessalas da morte, mais ainda a cemitérios onde as flores perdem o viço, não há flor bonita em campo-santo. Possuo, no entanto, um cemitério meu, pessoal, eu o construí e inaugurei há alguns anos quando a vida me amadureceu o sentimento. Nele enterro aqueles que matei, ou seja, aqueles que para mim deixaram de existir, morreram: os que um dia tiveram minha estima e a perderam.
Quando um tipo vai além de todas as medidas e de fato me ofende, já com ele não me aborreço, não fico enojado ou furioso, não brigo, não corto relações, não lhe nego o cumprimento. Enterro-o na vala comum de meu cemitério – nele não existem jazigos de família, túmulos individuais, os mortos jazem em cova rasa, na promiscuidade da salafrarice, do mau-caráter. Para mim o fulano morreu, foi enterrado, faça o que faça já não pode me magoar.
Raros enterros – ainda bem! – de um pérfido, de um perjuro, de um desleal, de alguém que faltou à amizade, traiu o amor, foi por demais interesseiro, falso, hipócrita, arrogante – a impostura e a presunção me ofendem fácil. No pequeno e feio cemitério, sem flores, sem lágrimas, sem um pingo de saudade, apodrecem uns tantos sujeitos, umas poucas mulheres, uns e outras varri da memória, retirei da vida.
Encontro na rua um desses fantasmas, paro a conversar, escuto, correspondo às frases, às saudações, aos elogios, aceito o abraço, o beijo fraterno de Judas. Sigo adiante, o tipo pensa que mais uma vez me enganou, mal sabe ele que está morto e enterrado.

Jorge Amado
Navegação de cabotagem: apontamentos para um livro de memórias que jamais escreverei. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
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CHAMA


Poética e intensa é esta chama
Desperta em sensualidade intermitente
Desejo penetrante desta trama
No corpo que hora arde incandescente

Coberta por cristais está a cama
Teus verdes olhos, o deleite mais urgente
Quero teus segredos como quem ama
Fazer da tua vontade, loucura indecente

O enigma em nós é quem agora clama
Arquiteta a imensidão de um amor ardente
Vastidão de paixão, martírio que reclama

Quero teu corpo, profana e eloquente
Viver o perigo de ser a tua dama
E dos teus lábios beber tua saliva quente

Há cinco possibilidades. Primeira: Adão caiu.
Segunda: foi empurrado. Terceira: saltou. Quarta:
ao debruçar-se sobre o parapeito perdeu o equilíbrio.
Quinta: nada digno de nota aconteceu a Adão.

A primeira, de que caiu, é precária demais. A quarta, medo, foi examinada e revelou-se inútil. A quinta, de que nada aconteceu, não interessa. A solução é a alternativa:
saltou ou foi empurrado. E a diferença está apenas

na questão de saber se o demônio
age de dentro para fora ou de fora para
dentro: aí está
o verdadeiro problema teológico.

Pessoas que amamos, que são imortantes em nossa vida devem sempre ouvir de nós, em cada despedida, em cada "até logo", o quanto as amamos, o quanto são importantes pra nós.
Não perca preciosos segundo dizendo palavras repletas de mágoas, mais tarde você se arrependerá e seu tempo de se desculpaar poderá estar acabado.
Diga sempre um belo e gostoso "Eu te amo!" em cada despedida...Pois essa despedida poderá ser a última.
Você pode nunca mais ter chance alguma de dizer a pequena frase que vale por milhões: "Eu te amo!"

Todo mundo diz o que deve fazer e o que faz bem, ninguém quer que você encontre as suas próprias respostas, querem que acredite nas deles

Não sujo minhas mãos para derrubar pessoas insignificantes, afinal, nada melhor do que vê-las tropeçando no seu próprio fracasso...

Eu andei procurando até reencontrar esse pedaço. Esse rio que corre em 3 córregos. E permeia margens tão diferentes que acabam refletindo anseios mútuos. São os opostos que convergem nessa vida!

Best way to not get your heart broken, is pretend you don't have one.

Chega uma hora que a gente cansa, cansa de tentar agradar, cansa de ter medo, cansa de se importar, chega uma hora em que tudo que queremos é ser livres, é errar sem medo, é viver como se não houvesse amanhã, chega uma hora em que se quer arriscar, quer apostar todas as cartas sem medo de perder, chega uma hora em que a gente quer deixar de existir, para começar o viver.

Teu "A"mar

Sinto uma tristeza na alma.
E uma dor no coração.
Uma sensação que sufoca.
É como se apertassem minha garganta com a mão.

Tento manter a alegria,
e meu eterno bom humor.
Mas, os meus olhos me traem,
eles agora transmitem dor.

Porque estas coisas sempre acontecem comigo.
O que ando fazendo de errado?
Fico pensando comigo,
será que acreditar em sonhos é pecado?

Odeio esse sentimento de impotência,
que não me permite sair do lugar.
Não consigo compreender porque tenho de ser rasa.

Eu gosto é das profundezas,
aprecio é o fundo do mar.
Mergulhos profundos na alma,
é onde a verdadeira beleza está.

É difícil viver em um mundo de aparências,
onde demonstrar o que se sente é considerado fraqueza.
Onde um olhar verdadeiro condena,
ser verdadeiro é da minha natureza.

Não vou pedir que me ames.
Pois, amor só quem tem pode dar.
Mas, vou pedir que me respeite.
Não me conhece, não tem o direito de me julgar!

Sei que todos estão acostumados a fazer cenas e atuar.
Desculpe, eu não sou como os outros.
Tenho dentro de mim, muito mais para dar.

Se é incapaz de lidar com o mistério
e malícia que há em meu olhar.
Desculpe, você não me merece.
Pois, me olha. Mas, é incapaz de me enxergar!

A minha vida continua,
e uma hora o vento há de mudar.
No céu o por do sol no horizonte
Neste momento navego para longe do teu "A"mar.

Recalque é falta de equilíbrio. Coitados daqueles que pensam que isso é mero ciúme. Ciúmes são sobras do amor, e no amor não há espaço para recalcados.

Para que voltar para o abismo quando se pode correr para um novo horizonte?

Foi assim de repente, uma brincadeira, uma amizade,quando notei estava gostando de você e quer saber ? foi uma das melhores coisas que me aconteceu.

(...) Faz muito tempo que você não vem, sei do tempo que você não vem porque guardei no meio das minhas roupas um pedaço daquela maçã que você me trouxe da última vez, e aquele pedaço escureceu, ficou com cheiro ruim, encheu de bichos, até que eles me obrigaram a jogar fora. Acho que os pedaços da maçã só se enchem de bichos depois de muito tempo, não sei. Parei um pouco de escrever, roí as unhas, preciso roer as unhas porque eles não me deixam fumar, reli o começo da carta, mas não consegui entender direito o que eu pretendia dizer, sei que pretendia dizer alguma coisa muito especial a você, alguma coisa que faria você largar tudo e vir correndo me ver ou telefonar e, se fosse preciso, trazer a polícia aqui para obrigá-los a deixarem você me ver. Eu sei que você quer me ver. Eu sei que você fica os dias inteiros caminhando atrás daqueles muros brancos esperando eu aparecer. Eles não deixam, acho que você sabe que eles não deixam. Não vão deixar nem esta carta chegar às suas mãos, ou vão escrever outra dizendo que eu não gosto de você, que eu não preciso de você. Mas é mentira, você tem que saber que é mentira, acho que era isso que eu queria dizer preciso escrever depressa antes que eu me esqueça do que eu queria dizer era isso eu preciso muito muito de você eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor você não precisa trazer nada só você mesmo você nem precisa dizer alguma coisa no telefone basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro ou do outro lado. (...)
Eu acho graça e penso em como você também acharia graça se soubesse como eles repetem que você não existe. Depois eu paro de achar graça e fico olhando a porta por onde não entra o telefone por onde você não fala e me lembro do pedaço apodrecido daquela maçã e então penso que talvez eles tenham razão, que talvez você não venha mais, e com dificuldade consigo até pensar que talvez você não exista mesmo. Mas não é possível, eu sei que não é possível: se estou escrevendo para você é porque você existe. Tenho certeza que você existe porque escrevo para você, mesmo que o telefone não toque nunca mais, mesmo que a porta não abra, mesmo que nunca mais você me traga maçãs e sem as suas maçãs eu me perca no tempo, mesmo que eu me perca. Vou terminar por aqui, só queria pedir uma coisa, acho que não é difícil, é só isso, uma coisa bem simples: quando você voltar outra vez veja se você me traz uma maçã bem verde, a mais verde que você encontrar, uma maçã que leve tanto tempo para apodrecer que quando você voltar outra vez ela ainda nem tenha amadurecido direito.