Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Rompe com o amigo que frequenta os teus inimigos.

Os velhos amigos são os melhores. O Rei Jaime sempre quis os seus velhos sapatos. Eram mais cômodos nos seus pés.

Se o poeta fosse casto nos seus costumes, os seus versos também o seriam. A pena é a língua da alma: como forem os conceitos que nela se conceberem, assim serão os seus escritos.

A felicidade não consiste em fazer o que gostamos, mas em gostarmos do que fazemos.

Nunca xingues numa língua que não conheces, pois o insulto pode ser contra ti.

Não ter vícios não acrescenta nada à virtude.

Visão é a capacidade de enxergar além do que os olhos são capazes.

Revoltarmo-nos contra a tirania é obedecer a Deus.

São a paixão e a fantasia que nos deixam eloquentes.

Cada desejo enriqueceu-me mais do que a posse sempre falsa do objecto do meu desejo.

As nossas escolas ensinam a moral feudal corrompida pelo comércio e oferecem como modelo de homens ilustres e que tiveram sucesso o militar conquistador, o barão ladrão e o explorador.

A lógica, como o uísque, perde seu efeito benéfico quando tomada em quantidades exageradas.

A prudência é uma rica rapariga que não casou, a quem a incapacidade faz a corte.

O destino fecha às vezes os olhos, mas bem sabe que para ele voltaremos depois, e que é ele que terá a última palavra.

Chanson

Disse a meu peito, a meu pobre peito:
- Não te contentas com um só amante?
Pois tu não vês que este mudar constante
Gasta em desejos o prazer do amor?

Ele respondeu: - Não! não me contento;
Não me contento com um só amante.
Pois tu não vês que este mudar constante
Empresta aos gozos um melhor sabor?

Disse a meu peito, a meu pobre peito:
- Não te contentas desta dor errante?
Pois tu não vês que este mudar constante
A cada passo só nos traz a dor?

Ele respondeu: - Não! não me contento,
Não me contento desta dor errante...
Pois tu não vês que este mudar constante
Empresta às mágoas um melhor sabor?

Nada há que tão notavelmente determine o auge de uma civilização, como o conhecimento, nos que a vivem, da esterilidade de todo o esforço, porque nos regem leis implacáveis, que nada revoga nem obstrui. Somos, porventura, servos algemados ao capricho de deuses, mais fortes porém não melhores que nós, subordinados, nós como eles, à regência férrea de um Destino abstracto, superior à justiça e à bondade, alheio ao bem e ao mal.

Acontece com a velhice o mesmo que com a morte. Alguns enfrentam-nas com indiferença, não porque tenham mais coragem do que os outros, mas porque têm menos imaginação.

Quando não somos inteligíveis é porque não somos inteligentes.

Conheço o caráter das mulheres: / não querem quando queres; quando não queres, são as primeiras a querer.

A arte é a mão direita da natureza. A última só nos deu o ser, mas a primeira tornou-nos homens.