Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

''O momento mais forte do amor, é quando sabemos que ele precisa morrer, mas não temos força para matá-lo."

Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz, temos um pequeno período de tranquilidade. Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós e a infestar todo o ambiente em que vivemos. O que queríamos evitar no combate, a decepção e a derrota, passa a ser o único legado de nossa covardia.

Paulo Coelho

Nota: Trecho do livro "O Diário de um Mago", de Paulo Coelho. Link

Ser Amigo
É entender a energia inicial
Abrir as portas do coração
Deixar entrar e fluir esse novo gás,
para alimentar o caminho que o acaso forjou...
É dar forma e corpo ao sentimento,
amaciar o coração, fomentar ainda mais a boa energia!
É adoçar a vida... Compartilhar da alegria multiplicando-a e da dor, diminuindo-a.
A todo custo!

Ser AMIGO
É aceitar o outro na sua totalidade:
De forma inteira, íntegra. Sem disfarces.
Com todos os defeitos,
todas as diferenças e todas as virtudes!
É não querer mudá-lo mas ensinar-lhe o
caminho da mudança, quando necessária e
essencial, alertando-o para os desvios de percurso
É entender o seu silêncio e acompanhá-lo mudo,
nessa hora, até que uma palavra mágica
rasgue as entranhas desse silêncio,
e devolva a alegria, de poderem sorrir juntos...

Ser AMIGO
É promover juntos, a gestação da paz
compartilhar do nascimento dessa luz branca que abranda
as tristezas e as intempéries e faz brotar a felicidade!...
É ajudar a pintar a estrada com o verde da esperança,
pegando na mão do outro e desenhando juntos o destino
É poder dourar esse destino...
É construir a presença mesmo à distância.
Ser o lenço que enxuga o suor e devolve a cor.
É promover o encontro e dissolver os seus obstáculos...

Ser AMIGO
Não é só compreender, ter compaixão e perdoar
Mas advertir, alertar, e apenas alertar,
deixando que as coisas se processem natural e espontaneamente...
É acompanhar até o fim, na trajetória da vida.
É estar presente, e ser presente.
Sempre...
E, se possível, atravessar as barreiras do tempo e da vida,e um dia, poder reencontrar a todos na eternidade...

Já acreditei em pessoas perfeitas.
Já descobri que elas não existem...
Já amei pessoas que me decepcionaram.
Já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho
tentando descobrir quem sou.
Já tive tanta certeza de mim
ao ponto de querer sumir.

Já escondi um pouco com medo de tudo perdê-lo.
Já perdi um tudo por um pouco escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por estar com medo.
Já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida.
Já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono.
Já fui dormir tão feliz
ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.

Não me convidem a ser igual,
porque sinceramente sou diferente.
Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentiras.
Não sei voar com os pés no chão...
Sou sempre a mesma.
Mas com certeza não serei a mesma sempre!

O vaga-lume


Conta uma lenda que, certa vez, uma serpente começou a perseguir um pobre vaga-lume.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora, e a serpente nem pensava em desistir.
O vaga-lume fugiu o primeiro dia, fugiu o segundo dia e nada da serpente desistir. No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:
- Posso te fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedentes para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo pode perguntar - disse a cobra.
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não - respondeu a cobra.
- Eu já te fiz algum mal?
- Não - continuou ela.
- Então, por que você quer acabar comigo?
- Porque eu não suporto ver você brilhar - disse, finalmente, a serpente.

Então, pensem:
Quantas vezes alguém já tentou apagar seu brilho só por inveja?
Pode ser que a coisa tenha acontecido de forma inversa. Nesse caso, você é que assumiu o lugar da serpente.
A pessoa invejosa incomoda-se mais com sucesso alheio do que com seu próprio fracasso.
Querer subir na vida não é pecado, desde que o outro não seja usado como escada.
O brilho do outro não deve atiçar nossa inveja, mas nos servir de estímulo.
Que graça teria o céu, se nele brilhasse apenas uma estrela?

Pensem nisso!

Ninguém pode voltar e criar um novo início, mas todo mundo pode começar hoje e criar um novo final

Porque nos apaixonamos por uma pessoa mesmo sabendo que ela é errada?
— Porque você espera estar enganado, e sempre que ela faz uma coisa que mostra que ela não é boa, você ignora, e sempre que ela age bem e te surpreende, ela te reconquista. E aí você esquece a ideia de que ela não serve pra você.

Inteligente mesmo é essa coisa de viver, porque um belo dia se aprende. Aprende que não adianta se importar, algumas pessoas não vão te amar. Talvez, você chore por isso, mas a vida vai mostrar que ela sabe passar. Aprende que todo mundo vai embora, mais cedo ou mais tarde. Aprende que algumas coisas precisam acontecer para que se fique mais forte. Você compreende que força não é o quanto você consegue derrubar e sim até que ponto se é capaz de resistir. Entende que sempre há duas opções: a certa e a errada, a primeira em sua maioria, dói no início e alivia no final. A segunda inverte a lógica das coisas, sacia a vontade e acalma na hora do desejo, mas a tormenta vem logo pela manhã. Mas, o tempo ensina a dizer não para as coisas efêmeras e escolher o caminho onde a paz é a recompensa não mais se torna um sacrifício. Conseguimos assumir de uma vez por todas o controle sobre o coração, e isso não significa a autonomia de escolher por quem vamos nos apaixonar, mas podemos sim decidir por quem vamos sofrer. Hoje em dia é assim, deixo doer, no máximo três dias e depois acabou a festa, coração, hora de se levantar e encarar a rotina. Dá até para determinar quem fica e quem sai, é só analisar o que é bom pra gente, e coragem descobrimos lá no fundo. Nem tudo que a gente quer, que a gente insiste é sadio para a nossa vida, às vezes o hábito nos trai e necessidade mesmo é só o amor. Se você não conseguir se apaixonar por ninguém, então apaixone-se por você, é melhor ainda. Quando a vida for tão simples quanto parece, você vai entender o quão inteligente é essa coisa toda de aprender.

'' ... Sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, não do tamanho que os outros me enxergam; se todos que falassem mal de mim soubessem o que eu penso sobre eles, falariam mais ainda...Enquanto eles perdem tempo com isso, eu alcanço meus objetivos... Se me ama junte-se a mim...se me odeia junte-se a fila...Sou do tipo que fico perto dos amigos, e mais perto ainda dos inimigos ... ''

Você acha que os mortos que amamos realmente nos deixam? Você acha que não nos lembramos deles ainda mais claramente em momentos de grandes dificuldades?

Não espero nenhum olhar, não espero nenhum gesto, não espero nenhuma cantiga de ninar. Por isso estou vivo. Pela minha absoluta desesperança, meu coração bate ainda mais forte quando não se tem mais nada a perder, só se tem a ganhar. Quando se pára de pedir, a gente está pronto para começar a receber. O futuro é um abismo escuro, mas pouco importa onde terminará a minha queda. De qualquer forma, um dia seremos poeira. Quem é você? Quem sou eu? Sei apenas que navegamos no mesmo barco furado, e nosso porto é desconhecido. Você tem seus jeitos de tentar. Eu tenho os meus. Não acredito nos seus, talvez também não acredite nos meus próprios. Não lhe peço que acredite em mim.

Corremos de um lado para o outro, o tempo todo, esperando descobrir a chave da felicidade...
...Mas é necessário abrir os olhos e pensar que as coisas boas estão dentro, onde os desejos não precisam de razão, nem os sentimentos de motivos. Enquanto tivermos alguma coisa a fazer, alguém para amar e alguma coisa a esperar, seremos felizes!

Chego agora à parte em que a moral cristã difere mais nitidamente de todas as outras morais. Existe um ví cio do qual homem algum está livre, que causa repug nância quando é notado nos outros, mas do qual, com a exceção dos cristãos, ninguém se acha culpado. Já ouvi quem admitisse ser mau humorado, ou não ser capaz de resistir a um rabo de saia ou à bebida, ou mesmo ser covarde. Mas acho que nunca ouvi um não-cristão se acusar desse vício. Ao mesmo tempo, é raríssimo encon trar um não-cristão que tenha alguma tolerância com esse vício nas outras pessoas. Não existe nenhum outro defeito que torne alguém tão impopular, e mesmo as sim não existe defeito mais difícil de ser detectado em nós mesmos. Quanto mais o temos, menos gostamos de vê-lo nos outros.

O vício de que estou falando é o orgulho ou a pre sunção. A virtude oposta a ele, na moral cristã, é cha mada de humildade. Você deve se lembrar de que, quan do falávamos sobre a moralidade sexual, adverti que não era ela o centro da moral cristã. Bem, agora chegamos ao centro. De acordo com os mestres cristãos, o vício fun damental, o mal supremo, é o orgulho. A devassidão, a ira, a cobiça, a embriaguez e tudo o mais não passam de ninharias comparadas com ele. E por causa do orgulho que o diabo se tornou o que é. O orgulho leva a todos os outros vícios; é o estado mental mais oposto a Deus que existe.

Parece que estou exagerando? Se você acha que sim, pense um pouco mais no assunto. Agora há pouco, ob servei que, quanto mais orgulho uma pessoa tem, me nos gosta de vê-lo nos outros. Se quer descobrir quão orgulhoso você é, a maneira mais fácil é perguntar-se: "Quanto me desagrada que os outros me tratem como inferior, ou não notem minha presença, ou interfiram nos meus negócios, ou me tratem com condescendência, ou se exibam na minha frente?" A questão é que o or gulho de cada um está em competição direta com o orgu lho de todos os outros. Se me sinto incomodado por que outra pessoa fez mais sucesso na festa, é porque eu mesmo queria ser o grande sucesso. Dois bicudos não se beijam.

O que quero deixar claro é que o orgulho é es sencialmente competitivo — por sua própria natureza -, ao passo que os outros vícios só o são acidentalmente, por assim dizer. O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa ao lado. Dizemos que uma pessoa é orgulhosa por ser rica, inte ligente ou bonita, mas isso não é verdade. As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras. Se todos fossem igualmente ri cos, inteligentes e bonitos, não haveria do que se orgu lhar. É a comparação que torna uma pessoa orgulhosa: o prazer de estar acima do restante dos seres. Eliminado o elemento de competição, o orgulho se vai. E por isso que eu disse que o orgulho ê essencialmente competitivo de uma forma que os outros vícios não são. O impulso sexual pode levar dois homens a competir se ambos es tão interessados na mesma moça. Mas a competição ali é acidental; eles poderiam, com a mesma facilidade, ter se interessado por moças diferentes. Um homem orgu lhoso, porém, fará questão de tomar a sua garota, não por desejá-la, mas para provar para si mesmo que é me lhor do que você. A cobiça pode levar os homens a com petir entre si se não existe o suficiente para todos; mas o homem orgulhoso, mesmo que tenha mais do que ja mais poderia precisar, vai tentar acumular mais ainda só para afirmar seu poder. Praticamente todos os males no mundo que as pessoas julgam ser causados pela cobi ça ou pelo egoísmo são bem mais o resultado do orgulho. Veja a questão do dinheiro. A cobiça pode fazer com que o homem deseje ganhar dinheiro para comprar uma casa melhor, poder viajar nas férias e ter coisas mais apetitosas para comer e beber. Mas só até certo ponto. O que faz com que um homem que ganha 10.000 li bras por ano fique ansioso para ganhar 20.000 libras? Não é a cobiça de mais prazer. A soma de 10.000 libras pode sustentar todos os luxos de que ele queira desfrutar. E o orgulho — o desejo de ser mais rico que os outros ricos e, mais do que isso, o desejo de poder. Pois, evi dentemente, é do poder que o orgulho realmente gos ta: nada faz o homem sentir-se tão superior aos outros quanto o fato de poder movê-los como soldadinhos de brinquedo. Por que uma moça bonita à caça de admi radores espalha a infelicidade por onde quer que vá? Cer tamente não é por causa de seu instinto sexual: esse tipo de moça é quase sempre sexualmente frígida. É o orgulho. O que faz um líder político ou uma nação inteira quererem expandir-se indefinidamente, exigindo tudo para si? De novo, o orgulho. Ele é competitivo pela pró­pria natureza: é por isso que se expande indefinidamen te. Se sou um homem orgulhoso, enquanto existir al guém mais poderoso do que eu, ou mais rico, ou mais es perto, esse será meu rival e meu inimigo.

Os cristãos estão com a razão: o orgulho é a causa principal da infelicidade em todas as nações e em todas as famílias desde que o mundo foi criado. Os outros ví cios podem, às vezes, até mesmo congregar as pessoas: pode haver uma boa camaradagem, risos e piadas entre gente bêbada ou entre devassos. O orgulho, porém, sem pre significa a inimizade - é a inimizade. E não só ini mizade entre os homens, mas também entre o homem e Deus."

Nem que me corte, nem que eu sofra,
nem que eu lute contra mim todos os dias.
As coisas vão mudar!

É desta massa que nós somos feitos: metade de indiferença, outra metade de maldade.

O beijo não significará NADA se não vem de quem significa TUDO pra você.

Deus errou, limitou a inteligencia e não limitou a burrice

Somos escravos das nossas paixões.

Quando o filho pródigo voltou para casa para do seu pai, o pai deveria lhe ter dito, segundo o modo considerado correto, de conformidade com o que as pessoas fariam hoje em dia: "Pois bem, você voltou para casa, e estou contente em vêlo, mas olhe o seu estado! Como você chegou a esse estado? Ora, você quase não tem um farrapo limpo no corpo! Como é que você ficou tão pobre? E você está tão magro e esfomeado; como aconteceu isso? Onde você esteve? O que você andou fazendo? Com quais companhias você andou? Onde estava você na semana passada? O que estava fazendo anteontem às sete horas?"
O pai não lhe fez uma única pergunta, mas o apertou contra o peito e, instintivamente, sabia tudo a respeito. O filho voltou assim como ele era, e o pai o acolheu assim como ele era. O pai parecia dizer, com um beijo: "Meu filho, vamos esquecer o que passou. Você estava morto, mas agora voltou a viver; você estava perdido, mas agora foi achado, e não quero perguntar mais nada." É exatamente assim que Jesus Cristo está disposto a acolher os pecadores arrependidos. Temos aqui uma meretriz das ruas? Venha, pobre mulher, assim como você está, ao seu querido Senhor e Mestre, que a purificará do seu pecado grave. "Todo tipo de pecado e blasfêmia será perdoado." Há alguém aqui que transgrediu as regras da sociedade, que é apontado como pessoa que transgrediu as regras da sociedade? Mesmo assim, venha, e seja bem-vindo, ao Senhor Jesus, a respeito de quem está escrito: 'Este homem recebe pecadores e come juntamente com eles.'" O médico nunca acha desprezível circular entre os doentes; e Cristo nunca considerou vergonhoso cuidar dos culpados e dos perdidos. Pelo contrário: escrevam isso em volta do seu diadema - "O Salvador dos pecadores, até mesmo do principal deles"; ele conta isso como sua glória. Ele operará a seu favor e não o repreenderá. Ele não tratará você com uma dose de teorias e com uma hoste de repreensões amargas; pelo contrário, ele acolherá você, assim como você está, nas feridas do seu lado, e ali o esconderá da ira de Deus. Oh, que bendito evangelho tenho para pregar a vocês! Que o Espírito Santo os leve a aceitá-lo!

As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpa. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes. Algumas palavras nos absorvem, não nos deixam: são como garras, vem nos livros, nos jornais, nos mensagens publicitárias, nos rótulos dos filmes, nas cartas e nos cartais. As palavras aconselham, sugerem, insinuam, intimidam, impõem, segregam , eliminam. São melífluas ou ácidas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com azeite de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em paz e em harmonia com suas contrárias e inimigos. Por isso a pessoas fazem o contrario do que pensa crendo pensar o que fazem.
Há muitas palavras. E estão os discursos, que são palavras apoiadas umas em outras, em equilíbrio instável graças a uma sintaxe precária finalizadas com chave de ouro: “Graças. Digo”. Com discursos se comemora, se inaugura, se abrem e cerram sessões, se lançam cortinas de fumo o se dispõem cortinas de veludo. São brindes, orações, conferências e colóquios. Por meio dos discursos se transmitem louvores, agradecimentos, programas e fantasias. E logo as palavras dos discursos aparecem postas em papéis, pintadas em tinta de imprensa “e por essa via entram na imortalidade do Verbo. Ao lado de Sócrates, o presidente da junta domina o discurso que abriu o torneira da fonte. E fluem as palavras, tão fluidas como o “precioso líquido” . Fluem interminavelmente, inundam o solo, chegam até as joelhos, à cintura, a os ombros, ao colo. É o dilúvio universal, um coro desarmado que brota de milhares de bocas. A terra segue seu caminho envolta em um clamor de loucos, a gritos, a berros, envolta também em um murmúrio manso represado e conciliador. De todo há no coro: tenores e contraltos, cantantes baixos, sopranos de dó de peito fácil, barítonos acolchoados, contraltos de voz-surpresa. Nos intervalos se ouve o ponto. E todo isso aturde as estrelas e perturbam as comunicações, como as tempestades solares.
Porque as palavras têm deixado de comunicar. Cada palavra é dita para que não se ouça outra. A palavra, até quando não afirma, se afirma: a palavra é a erva fresca e verde que cobre os dentes do pântano. A palavra não mostra. A palavra disfarça.
Daí que resulte urgente podar as palavras para que a plantação se converta em colheita. Daí que as palavras sejam instrumento de morte ou de salvação. Daí que a palavra só valha o que vale o silêncio do ato.

Há, também, o silêncio. O silêncio é, por definição, o que não se ouve. O silêncio escuta, examina, observa, pesa e analisa. O silêncio é fecundo. O silêncio é a terra negra e fértil, o húmus do ser, a melodia calado sob a luz solar. Caem sobre ele as palavras. Todas as palavras. As palavras boas e as más. O trigo e o joio. “Mas só o trigo dá pão”.

José Saramago

Nota: Trad.: Lucimar Cardoso