Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia
Antes eu pensava que se tivesse 15 anos faria muita coisa diferente, hoje sei que tenho muito tempo para fazer a diferença.
Rapaz, diz pra ela que o meu bom dia ainda é dela. E que, se der, outro dia a gente se esbarra e eu levo umas flores pra ela. Faz dela um porto inseguro pra não se deixar levar pela rotina da maré calma. Beija o nariz dela que ela acorda na mesma hora e ainda dá uma espreguiçada com um sorrisão de partir o meu coração por não poder mais acordar ao lado dela. Ô rapaz, cuida dela com ternura. Essa garota precisa de alguém com tempo e com todo o coração do mundo pra entender a alma dela. Deixa ela descansar a cabeça no seu ombro, mesmo que você sinta um pouco de medo de se mexer. Eu nunca consegui ficar quieto com ela do lado.
Diz pra ela que ela é meu sonho bom. E que vai ser dureza não ter ligação nenhuma no meu celular pra responder. Coloca um toque personalizado, mas não escolhe nenhuma música especial pra vocês dois, rapaz. Puxa pruma valsa que ela sabe dançar bem demais. Ela tem um jeitinho de fugir dos meus braços que dá gosto. E não cai na armadilha dela, não. Se enroscar no pescoço dela é perigoso porque você pode ficar ali por tempo demais e se esquecer de olhar bem nos olhos dela. Diz pra ela que eu sei que eles não são castanhos, rapaz. Os olhos e ela são doces como mel. Dá pra sentir no gosto do primeiro beijo na chuva. E carrega sempre um remédio pra alergia na carteira. Dá pra prevenir os olhos dela de lacrimejarem por algum motivo bobo. Cuida bem pra ela não chorar, viu?
Diz pra ela que eu guardei os ingressos do nosso primeiro cinema e que ontem tava passando o filme na Sessão da Tarde. Pergunta se ela viu e se lembrou de mim durante os comerciais. Pergunta se ela ainda discute Godard com alguém ou se gostou de algum blockbuster recente e não quis confessar. Rapaz, ela sabe de tudo no mundo. Puxa assunto com ela, mas não deixa o silêncio consumir vocês dois. Ela é tagarela demais – e boa coisa não é se ela começar a ficar quieta. Aquieta o rosto no colo dela e deixa uma barbinha rala pra ela sentir cócegas. Ah, você faz bem em levar dois edredons pra cama porque senão corre o risco de passar frio. Ela é meio egoísta durante o sono. Diz pra ela que eu sinto falta das conchinhas e que até parei de reclamar da dor nos braços. Abraça forte sempre que der e escreve uns poemas também. Garanto que ela vai te inspirar a escrever um livro inteiro.
Ô rapaz, diz pra ela que eu soluço só de pensar em como vai ser daqui pra frente e que o meu norte foi embora junto dela. E diz também que eu reconheço que ela deve ser mais feliz com você do que comigo. Diz que eu não me conformo, mas vou tentar pensar nisso como um desvio de percurso – e que, até a gente se reencontrar, eu vou tentar garantir a felicidade dela por meio de umas dicas e recomendações que eu vou dar pra você. Ela gosta de beijos molhados e pouca agilidade na hora de se despir. O suor dela tem um gosto bom, rapaz, então não precisa – e nem pode – ter nojinho com ela. Compra cerveja ao invés de vinho e põe o chinelo dela na entrada pra ela se livrar logo do salto quando chegar. Não trabalha muito até tarde porque ela vai depender de alguma atenção sua pra ter certeza de que fez uma escolha justa em me deixar. E fala sobre música, sobre algo de blues e jazz e deixa ela sentar pra tocar piano naquele restaurante grã-fino dos Jardins. Diz pra ela que eu aprendi uma partitura pra poder me lembrar dela.
Cuida bem dela e diz pra ela que um dia a gente se encontra se ela resolver que dá pra ser feliz aqui. Mas se ela preferir ficar por aí, faz dela o seu grande amor, rapaz. Diz pra ela que a solidão só anda doce porque eu ainda penso nela. E dá um beijo de boa noite na testa dela por mim, rapaz. E não precisa dizer nada depois disso. Ela vai fechar os olhos e se lembrar de mim.
Beijo na testa. E eu achando que ele não tinha desistido. Que não teria esquina, nem curva nenhuma que me fizesse perdê-lo de vista. Que não teria grito alto demais, arranhão de raiva ou choro no silêncio que o fizesse dar meia volta e ir embora. Ele não tinha força nos braços pra carregar a gente, e me carregar sem amor ardente. As mãos suadas e aquela premissa de que ele era realmente um moleque. Dureza é voltar pra casa com os olhos borrados e contar pra minha mãe que ela tinha razão. Ele não saberia lidar com nada disso. É quando estabiliza, quando acontece a vira que a gente descobre quanto vale o jogo. Ele veio com um zap, e eu só tinha uma espadilha de nada. Não dava pra lutar sozinha se o nosso truco é jogado pra dois. Não dava pra continuar quando a aposta é doze e ele abandona o jogo no meio. Pior é constatar que não era blefe e que a mão dele era leviana. Resultado: na testa.
Eu tenho um pouco de medo disso. Não, não é dela. É disso que a gente tem. Que me sufoca, mas não é um sufoco forçado. Bate junto com a angústia e parece que o peso do mundo amolece as minhas pernas e elas ficam bambas. Os braços ficam dormentes com a disritmia do coração. E eu sou só mais um desses meninos que se mascaram de fortes. Com músculos, um pouco de barba e um tanto de solidão pra dar charme. Mas é quando estabiliza que a gente entende o rosto. Não tem ruga nenhuma e dá pra perceber que a gente é muito novo ainda. Tem muita coisa pra viver, e eu não sei lidar com as coisas quando elas saem do controle. A garganta fica seca quando eu percebo que as coisas estão indo por um caminho que eu não sei prever. Não tem mais aquela falta de ar, mas a atmosfera é leve com ela. Não precisa muito de pôr-do-sol pras coisas ficarem bem. E se eu perder tudo isso? Eu corro. Largo as cartas na mesa e vou sem nem olhar pra trás – porque se eu olhar, eu volto.
Você era o mundo pra mim, e decidiu não ser mais. Eu só queria um amor, e você queria o resto. Você queria pausar as coisas, e eu o controle remoto da TV. Você queria ter o controle, e eu me jogar de bungee jump. Você queria que eu ficasse, mas eu fui embora algumas vezes também. Você queria um final feliz, mas a gente só era feliz e eu resolvi não dar final. Eu só queria fugir e você queria misturar o meu discurso e me levar a algum lugar com nome e endereço conhecido. Você bateu a porta, mas eu também. Dava pra sentir a sua mão do outro lado da maçaneta – e por que você não me puxou? A gente girou junto e eu caí na minha cama, e eu também caí pra fora da vida. Eu fui crescer, mas você quis ficar. Quem é que vai substituir o seu rosto nas fotos do meu quarto? – e quem vai me mandar combinar o tênis com a bermuda direito? Eu vou correr, mas um dia eu volto. Se você voltar, eu corro. Bati a porta depois que você saiu, e não tem toc toc que me faça abrir de novo. Boa sorte com isso, e pra você também. Até mais, e eu te amo.
[E é nos desencontros da vida que a gente vê que uma cena qualquer é como o amor. Que não precisa ser bonita ou fazer sentido. Que não precisa ter motivo aparente ou fechar nas reticências. É nos diálogos entreportas, de portas batidas, de corações partidos que a gente vê que a maioria de nós quer a mesma coisa. Que a gente só quer um amor.]
As pessoas que sabem ler nas entrelinhas, conseguem avaliar uma situação inteira, independente das palavras ditas ou da ausência delas.
Boa noite. Isso é um relato de um acontecimento muito estranho ocorrido na minha chácara em Cotia. Chegando á casa com minha esposa encontrei no gramado o que parecia ser um recado escrito deixado por alguém em um papel dobrado. A casa estava vazia e o recado teria sido entregue no curto período de uma hora que estivemos fora. O estranho no ocorrido só foi notado quando o papel foi desdobrado e notei que o mesmo foi rasgado na metade ainda dobrado, a outra parte não foi encontrada. A coisa ficou mais estranha quando tentei ler. Eram três partes de duas cartas e junto um pequeno impresso de um Buffet de casamento, onde os noivos agradeciam a presença e ofereciam a residência, com a data de 01/03/1980. Para piorar as partes encontradas eram as do meio de uma carta escrita por eu mesmo, e outra escrita por minha mãe já falecida por cinco anos. Como se não bastasse isso, estas cartas teriam sido enviadas para minha irmã que morava no Japão em 1980. Minha irmã alega nunca ter recebido ou lido estas cartas antes, mas lendo o conteúdo e examinando as caligrafias não deixam duvidas que sejam autenticas. As únicas pessoas que poderiam ter acesso ás cartas ou as informações contidas nas mesmas alem de mim, ou estão mortas ou estão a mais de 400 km do local, tornando impossível que elas as tivessem colocado no gramado para que eu as encontrasse. Nem eu mesmo, em um surto mental, poderia telo feito, pois estava fora com minha esposa enquanto o recado era entregue. Pela portaria do condomínio de chácaras que moro não entrou ninguém de fora no período que estive na rua. Porque cartas escritas a mais de 30 anos, e que deveriam estar com minha irmã, que hoje mora em Catanduva, estão no meu gramado, e ainda dobradas em quatro e rasgadas ao meio ainda dobradas? Nem eu nem minha irmã guardamos papeis ou cartas antigas. De onde isso surgiu? Porque na minha casa? As minhas tentativas naturais para explicar o ocorrido se esgotaram, só sobrou o sobrenatural. O problema é que eu não acredito no sobrenatural. Será que devo começar a acreditar? Alguém pode me dar uma luz? Estou no aguardo. Obrigado.
Sei mas não entendo o que sinto, na verdade, acho que sei, mas não sei se é verdadeiro. Sentir é complexo, saber ou entender isso é mera curiosidade.
Vivo a liberdade apesar de não me sentir totalmente liberto,existem coisas que não tem que entender, apenas viver.
Insistir é a técnica infalível para empobrecer seu estado de espírito e o seu ego,por favor, não o faça.
Gosto da simplicidade de um gesto com a complexidade do propósito; não sejamos hipócritas, todos temos segundas intenções.
Dissipar
Um dia angustiante pensamentos frustantes...
Queria não acordar...
Pois sua ausência insisti em me acompanhar...
Não sei se faz algum sentindo me preocupar...mais sinto vontade de chorar quando em ti estou à pensar...
Queria saber os motivos desse sumiço repentino...Será que a culpa é minha??Será que quer sair da minha vida?
Lhe digo...não me sinto confortável com isso...
Mais se queres assim vou concordar enfim e tentar mais uma vez "tirar você de mim"...
Um amor impossível que insisti em me perseguir...
E que só em meus livros terá um final Feliz...
Amar é sacrificar, observe a quem você está entregando o teu coração, o teu precioso tempo e o teu inigualável amor???
Quem AMA a si mesmo tem capacidade de AMAR o próximo.
O AMOR é doação. Dar e receber na mesma dose diária.
Preciso despojar-me de meus orgulhos, de meus apegos, quero viver a nudez necessária para perceber os excessos que antes não os via. Quero esvaziar-me de tudo o que for desnecessário e dar abrigo às coisas e pessoas importantes da minha vida.
O pássaro engaiolado dificilmente canta, perde o encanto. Quero que cantes e me encantes com teu canto. Canto de liberdade.
Só não quero repetir as mesmas palavras já ditas e que estão sobrecarregando teu celular, mas não esqueces que o importante é o espaço de silêncio entre as palavras, pois lá estão o que de fato sinto.
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