Feliz Aniversário 20 anos

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Frases, textos e citações by Josy Maria

⁠Bem-vindo, inverno

Hoje, 20 de junho, começa o inverno.
Gosto do frio, da sensação que ele traz, do aconchego das cobertas e dos silêncios que ele proporciona. Mas sei que, para muitos, o inverno é sinônimo de dificuldade — pelas chuvas, pelo frio intenso, pela falta de abrigo. Por isso, mesmo apreciando essa estação, penso também no sofrimento alheio. E talvez seja exatamente isso que o inverno nos ensina: que, por trás de cada estação, há também um chamado para o olhar interior. As estações do ano são ciclos — como a vida. E o que peço a Deus a cada novo ciclo é a renovação que a alma pede. Que eu saiba sacudir as folhas que já não me servem, para que novas possam nascer. Peço também sabedoria para correr atrás das mudanças que preciso. Novos ciclos sempre me deixam reflexiva. E, neste momento, minha alma clama por movimento, por transformação. O que desejo que cada um leve no coração é: tudo passa. O tempo, a vida, as estações. Tudo é fase, tudo é cíclico. Que possamos ter coragem para mudar o que nos incomoda, sair da estagnação e transformar nossos pensamentos — porque o pensamento é o início da ação. Que cada ciclo da vida nos ajude a renovar também nossas atitudes.
E que o frio do inverno nos aconchegue, mas jamais esfrie nossos corações.

Josy Maria 20/06/2025

Nada é pequeno quando vem das mãos d’Ele.
“Deus faz infinitamente mais.” (Ef 3:20)

Sou venezuelano, cheguei no Brasil sem falar português, só com 20 reais, sem conhecer ninguém é trabalhando conquistei carro, casa, apartamento... vítima da sociedade não existe.




- Luis Gonzalez Angelino

Provérbios 19:20
“Ouça os conselhos e aceite a disciplina, e no fim você será sábio.”

Romanos 8:28
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.”

Jesus sempre ensinou que o caminho da vida é amar e perdoar. Mas não entenda perdão com andar contigo, abraçar você, e festejar com você.

"Jesus realizou um feito impressionante ao alimentar uma multidão de cerca de 20 mil pessoas sem gastar um centavo. O custo total aproximado seria de 800 denários, equivalentes a 800 dias de trabalho. O que seria um desafio para ser concluído em 2 anos, 2 meses e 10 dias, Jesus realizou em apenas um dia, sem gastar nada."

E foi assim que o meu coração amanheceu,
esperançoso; cheio de amor,
ternura e fé.

20/03/2019

Amor para florir.
Perdão para sorrir.
Fé para seguir.

20/02/2019

O amor ainda é o sentimento que nos move, é o combustível do nosso coração.

20/08/2019

Ponha fé no dia de hoje e siga em frente.
Pensamento positivo atrai coisas boas.

20/09/2017

Algumas despedidas não levam apenas alguém.
Levam pedaços de nós.
Lúcia Barros. Morreu 20 de janeiro 2017

"Como policial de rádio patrulha por mais de 20 anos, vi de perto milhares de ocorrências pequenas que poderiam ter sido resolvidas na hora se tivéssemos juízes, promotores e defensores de plantão em cada município. Enquanto o topo do Judiciário se perde em influências e processos intermináveis (como mostra a imagem), o sistema trava porque não resolve o básico na base. Se puníssemos o pequeno conflito com agilidade e mediação direta, acabaríamos com as montanhas de processos que geram impunidade e libertaríamos as forças de segurança para o que realmente importa. A justiça precisa sair dos gabinetes de Brasília e voltar para o dia a dia do cidadão comum."
(Mário Luíz)

1⁰ degrau começa pela sociedade.
2⁰ degrau segue pelo estado.
3⁰ degrau chega pela civilização.

Assim é a vida..
Ela continua.
Continue também.*
___________FranXimenes
20*11*2013

Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque.

Eclesiastes 7:20

Não se engane com o calendário: há maturidade em quem tem 20 e uma alma de menina em quem já passou dos 30

Ontem, 20 de Novembro de 2.017, foi dia da consciência Negra, algumas cidades decretaram feriado, outras não.
Algumas pessoas aproveitaram o feriado prolongado para fazer de tudo um pouco sem pensar, outras fizeram da mesma forma porém com a consciência da importância desta data.
Eu ao menos parei para pensar em tudo que vivi até hoje e de como foi difícil conseguir sobreviver na sociedade em que vivo, lutei como todos para conseguir o que tenho hoje, uns tem mais que eu e estão relativamente tranquilos, outros batalhando ainda para concretizar seus sonhos.
Mas dentro de tudo que analisei, imaginei como seria eu viver tudo isso se eu fosse Negro?
Até agora ,neste momento em que escrevo, realmente não consegui me colocar no lugar destas pessoas, pois não estou na pele delas, somente eles que passam por tudo isso no dia a dia para medir a intolerância, a falta de humanidade, o racismo que elas enfrentam.
Para este grande numero de pessoas no mundo conseguisse entender, deveria passar um dia , ser Negro por um dia para saber, e mesmo assim, um grande número infelizmente não mudaria, pois isso tem a ver com humanidade.

Se até a Bolívia ganhou eleição justa após 20 anos de consideração de ditadura, pois o presidente anterior só ganhou somente há 20 anos atrás pela última vez, devemos lutar por justiça onde não tem ainda também, é nosso direito tentar convencer o justo. Grato ao Rodrigo Paz por ser eleito na Bolívia, estarei lutando pela justiça boliviana e geral com isso.

Cresci ouvindo:
A vida começa aos 20...
A vida começa aos 40...
A vida começa aos 50...
Descobri muito cedo que a vida começa quando temos a coragem de despertar e começamos a viver cada minuto como se fosse nosso último. A vida começa quando nos deixamos SER; e quando somos...nos amamos e nos agradamos, antes de amar e agradar o outro.
Hoje é um dia lindo de viver!

Como você quer passar a eternidade com Deus no céu, se não consegue passa nem 20 minutos com Ele aqui na terra?’’

"Então, lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci"
(Mateus 7:23)

Capítulo — 14 de Outubro, 4h20


Era dia 14 de outubro.
04h20 da manhã.


O portão ecoou com um grito.


— Carolina!


Reconheci a voz do meu primo. Não éramos próximos. Ele não apareceria ali, naquela hora, por qualquer motivo comum. Antes mesmo de levantar da cama, pensei: alguém morreu.


Meu marido foi atender. Eu fiz o que sempre faço quando o nervosismo me invade: corri para o banheiro. Era como se o azulejo frio e a porta fechada pudessem me proteger do que quer que estivesse por vir.


Quando saí, ele já havia voltado.


— Sua mãe está em Saquarema, na casa da irmã. Passou mal. Está no hospital.


Meus dois filhos dormiam. A casa estava em silêncio, mas dentro de mim algo já gritava.


— Cuida das crianças. Eu vou pra lá ver minha mãe.


Comecei a arrumar uma mala às pressas. Ele tentou me convencer a não ir.


— Não precisa. Sua irmã disse que, quando você chegar, provavelmente ela já vai estar de alta.


O telefone dele tocou. Era minha irmã.


Estranhei. Por que ela ligaria para ele e não para mim?


Ele desligou e repetiu a mesma história: que eu não precisava ir, que não era grave.


Continuei arrumando minhas coisas.


Então ele disse:


— Procura um documento da sua mãe. Ela foi para Saquarema sem identidade.


Parei.


Minha mãe nunca sairia sem documentos. Nunca.


Peguei o telefone e liguei para minha irmã.


Assim que ela atendeu, fui direta:


— O que aconteceu com a minha mãe?


Do outro lado, silêncio. Depois:


— Teu marido não te deu o recado?


— Ele disse que ela estava internada.


Então ouvi o som que nenhuma filha deveria ouvir: o choro quebrado de uma irmã tentando ser forte.


— Carolina… nós perdemos a nossa mãe.


Eu sabia o que aquelas palavras significavam. Mas meu cérebro se recusava a aceitar.


— O quê? — repeti.
— Nós perdemos a nossa mãe.


Ela repetia. Eu repetia.


Até que ele tirou o telefone da minha mão.


Fiquei sentada na beira da cama por uns dez minutos. Ou talvez uma vida inteira. Eu me senti como uma criança de três anos perdida numa feira, olhando ao redor e não encontrando a mão que sempre segurou a sua.


Senti um vazio brutal. Uma dor física no peito. Um rasgo.


Respirei fundo.


Como vou contar para os meus filhos?


Fiz café. Esquentei o leite. Preparei pão com queijo e ovos. A rotina parecia cruelmente normal. A cozinha tinha cheiro de manhã comum, mas nada mais era comum.


Acordei as crianças.


Tomamos café.


Ao final, disse:


— Filhos, a mamãe tem uma notícia muito triste.


Eles se sentaram no sofá. Eu fiquei de frente para eles.


— A vovó estava passeando em Saquarema. Ela passou mal, foi levada para o hospital… mas infelizmente não resistiu.


Eles se abraçaram e choraram. Havia tristeza, mas também uma serenidade que me surpreendeu. Talvez porque o amor que ela plantou neles fosse maior que o medo da morte.


Meu marido ficou com as crianças. Eu precisava fazer o que ninguém queria fazer.


Dar a notícia ao meu pai.


Entrei na casa que, a partir daquele momento, deixava de ser “a casa dos meus pais” para se tornar apenas a casa do meu pai. Eu tinha a chave.


Ele não estava lá.


Comecei a procurar a certidão de casamento — necessária para emitir a certidão de óbito. Enquanto isso, ligava para tios, tias, amigas, primos. Minha mãe era amada. Muito amada.


Quando meu pai chegou e me viu ali, tão cedo, estranhou.


— Quem morreu? — perguntou, direto.


Respirei.


— Minha mãe. Sua mulher.


Ele sentou.


Expliquei como soube: que ela passou mal na casa da irmã, foi levada à UPA, depois transferida para o hospital de Bacaxá. Que, no caminho, teve um infarto dentro da ambulância. Que tentaram reanimá-la. Que não conseguiram.


Ficamos sentados na varanda esperando minha irmã chegar.


Quando o corpo chegou, já era fim de tarde. Foi levado direto para a capela, no mesmo local do sepultamento.


Meu filho ficou em casa com uma prima. Minha filha foi comigo. Meu marido também foi, mas ficou distante. Não me amparou. E, naquele momento, eu não tinha espaço para analisar ausências. Eu só queria me despedir.


Minha filha e eu entramos juntas na capela. No caminho, ela foi abraçar parentes. Eu tracei uma linha reta até o caixão.


Lá estava ela.


Inerte.


Coberta de flores brancas. O rosto pálido, mas sereno. Vestia uma camisa de Nossa Senhora de Fátima, sua devoção maior.


Eu me plantei ao lado dela como uma guarda.


E não saí mais.


Aquela era a última vez que eu estaria ao lado da mulher que me deu a vida e nunca poupou esforços para que eu vivesse bem. O choro começou contido, mas a certeza de que nunca mais teríamos nosso café da tarde juntas me atravessou como lâmina.


Deram-me quatro tranquilizantes.


Nenhum fez efeito.


Nada me tiraria dali.


Quando avisaram que era hora de fechar o caixão, pediram que todos saíssem.


Eu disse:


— Eu não saio. Pode fechar na minha frente.


E assim foi.


Seguimos em procissão até o jazigo. Houve oração. Falaram de Nossa Senhora, como ela gostaria. O caixão desceu.


Aquele era o fim.


As pessoas começaram a ir embora. Mas meus pés não se moviam. Era o último dia. A última imagem. O último adeus físico.


Minha filha, minha irmã e minha prima ficaram comigo.


— Ficamos aqui o tempo que você precisar — disseram.


As horas passaram.


Até que minha prima falou, com doçura:


— Vamos? Já está na hora. Sua filha está cansada. Seu filho te espera.


Olhei para o jazigo e, dentro de mim, falei:


— Mãe, eu ficaria aqui por dias. Mas a vida continua. E eu sei que você ama seus netos. Vou cuidar deles o dobro do que já cuidava.


Respirei fundo.


E fui embora.


Sabendo que, naquele 14 de outubro, às 4h20 da manhã, eu deixei de ser filha no mundo —
mas passei a carregar minha mãe inteira dentro de mim.